1ª Fase
Corresponde à 1ª semana do pós-operatório, e tem como objectivos controlar a dor e o edema, obter uma boa mobilidade da articulação patelo-femoral, atingir uma flexão do joelho entre 75ºa 90º e obter controle neuro-motor do quadriceps. Nesta fase a prioridade é conseguir a extensão completa do joelho.
No que respeita aos procedimentos efetuados para atingir os objetivos propostos, e de uma forma resumida, teremos:
Ao 5ºdia – Posicionamento a 0º de extensão, no 1º dia (alongamento possível dentro da amplitude
disponível sem dor)
Criocast ou R.I.C.E.S feita no bloco operatório
Controle da dor através de cateter epidural
Repouso com elevação do membro, alternando com crioterapia e tala de mobilização passiva contínua ou Continuous Passive Motion (CPM) dos 0-90º até à alta hospitalar.
5º- 8º dia – Já após a alta hospitalar:
Mobilização da articulação patelo-femoral
Exercícios de flexão/extensão da tíbio-társica com o membro elevado
Mobilização passiva em cadeia cinética aberta (CCA)
Marcha sem carga, mas com apoio – treino com 2 auxiliares de marcha
Treino de propriocepção em cadeia cinética fechada (CCF) com bola e na parede
Co-contracções do quadricipete e isquio-tibiais, na posição de sentado, com a perna
extendida
Treino de controlo neuro-motor (Bio-feedback e electro-estimulação)
2ª Fase
Corresponde ao período entre a 2ª e 3ª semanas, e tem como objectivos obter o controle do edema, das amplitudes articulares passivas de extensão/flexão 0º/100º-115º e ativas de 0/ 90º, marcha com carga parcial maior que 50% do peso corporal, com o auxílio de uma canadense a retirar no final da fase, força muscular que não ultrapasse um deficit de 60% no quadriceps e 35% nos ísquio-tibiais, quando comparados com o membro são; assim como um aumento na propriocepção.
No que se refere aos procedimentos efetuados, do 8º ao 21º dia, teremos:
·Repetição dos procedimentos anteriores
·Técnicas específicas para aumento de amplitude articular
· Fortalecimento manual e com pesos em CCF
· Electroestimulação do quadriceps
· Fortalecimento e alongamentos dos isquiotibias
· Treino de propriocepção com tábuas de balanço
· Treino de marcha até largar os auxiliares
O fortalecimento muscular é feito inicialmente através de contracções isométricas do quadriceps e dos ísquio-tibiais a 0º, 30º, 60º e 90º e seguidamente através de resistência manual, insistindo nas co-contracções do quadriceps/isquiotibiais (Qt/IsqT) tendo atenção ao arco de movimento ativo de flexão para extensão dos 100º aos 45º para não causar demasiada tensão na plastia (NORONHA, 2000).
3ª Fase
Corresponde ao período entre a 4ª e a 6ª semanas, e tem como objectivos manter o edema
controlado, obter as amplitudes articulares passivas de extensão/flexão de 0/120º-135º e
activas de 0/120º, aumentar a força muscular até obter apenas um deficit que não ultrapasse
os 40% no quadricípete e os 20% nos ísquio-tibiais, quando comparados com o membro são, e
aumentar a propriocepção e estabilidade dinâmica, bem como evitar stress na plastia; no
decorrer desta fase deve ser conseguida uma marcha normal com 100% de carga e sem
substituições.
No final da 3ª fase o neo-ligamento encontra-se no final do período de necrose, fazendo a sua
transição para o período de sinovialização; razão pela qual todos os esforços adicionais devem
ser introduzidos mediante a resposta inflamatória.
· No que respeita aos procedimentos efectuadas, do 21ºdia ao mês e meio, teremos:
· Repetição dos procedimentos anteriores, necessários
· Treino de estabilização bipodal, equilíbrio e marcha
· Step-ups, mini-squats e bicicleta com início ao mês
· Exercícios em CCF em carga total
· Trabalho de estabilização da musculatura da cintura pélvica
· Nesta fase é importante conseguir umas amplitudes articulares quase totais E/F=
0º/135º e uma carga total do membro. Especial importância é dada aos exercícios em CCF,
como sistema de potêncialização do quadricipete e dos isquio-tibiais.
Site: www.fisioterapiamanaus.com.br
Vídeo da clínica de reabilitação funcional de Manaus
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Reabilitação de LCA - protocolo
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Anatomia do Joelho
O joelho é a articulação intermédia do membro inferior, sendo esta uma articulação composta (constituída por três ossos: fémur, tíbia e rótula) e complexa (possuindo dois meniscos que aumentam a congruência óssea e aumentam a área de distribuição de forças). O complexo articular do joelho apenas possui um grau de liberdade que permite executar movimentos de flexão e extensão. No entanto, quando o joelho se encontra flectido surge um segundo grau de liberdade (grau acessório) que permite os movimentos de rotação.
Sob o ponto de vista mecânico o joelho é uma articulação surpreendente uma vez que possui uma grande estabilidade em extensão máxima e adquire uma grande mobilidade a partir de um determinado ângulo de flexão. Quando o joelho está em flexão, posição de instabilidade, o joelho está sujeito ao máximo a lesões ligamentares e dos meniscos, no entanto, quando este se encontra em extensão está mais vulnerável a fracturas articulares.
Os ligamentos cruzados são estruturas ligadas à estabilidade do joelho e que estão localizados no centro da articulação. O ligamento cruzado anterior (LCA) assim como o posterior (LCP), são extra sinoviais, apesar de intra-articulares.
O ligamento cruzado anterior tem origem no fémur na porção postero-lateral do intercondilo e insere-se anteriormente à tibia. A inserção tibial é bem mais resistente que a fémural.
Este ligamento possui duas bandas: a anteromedial e a posterolateral. A primeira origina-se na porção mais proximal do LCA e insere-se na porção mais antero-medial da sua inserção tibial e a segunda origina-se mais distal em relação à origem femoral e insere-se mais postero-lateral na inserção tibial, esta banda é o componente mais curto e de maior volume do LCA. A banda anteromedial encontra-se laxa na extensão e tensa na flexão a 70º.
O objectivo deste ligamento é resistir ao deslocamento anterior da tibia e à rotação medial do joelho, daí quando há ruptura deste ligamento a tibia se projectrar para a frente do fémur (gaveta anterior).
A cápsula articular do joelho é uma bainha fibrosa que contorna a extermidade inferior do fémur e a extremidade superior da tibia mantendo-as em contacto entre si e formando as paredes não ósseas da cavidade articular. Na sua camada mais profunda a cápsula está recoberta pela membrana sinovial.
As articulações tibio – fémural e patelo – fémural são envolvidas pela cápsula articular, sendo esta reforçada posteriormente pelo ligamento arqueado poplíteo e oblíquo poplíteo e vários músculos; anteriormente pelo tendão do quadricipete e tendão rotuliano; lateral e medialmente pelos ligamentos colaterais e anteromedial e anterolateralmente é reforçada por expansões do vasto medial e do vasto lateral na direcção dos ligamentos colaterais.
«Os ligamentos cruzados estabelecem conexões tão íntimas com a cápsula articular podendo-se dizer que na realidade estes são espessamentos da cápsula articular, e que, como tais são parte integrante dela.» (KAPANGJI, 2000, 5º Edição).
As principais funções dos ligamentos do joelho são: estabilização, controle da cinemática e prevenção dos deslocamentos e rotações anormais que podem causar lesões da superfície articular. O conhecimento das funções dos ligamentos é fundamental para o planeamento cirúrgico e reabilitação. O LCA, como vimos anteriormente, tem a principal função de evitar a gaveta anterior, sendo um estabilizador primário. Ele actua secundariamente na restrição da rotação tibial e em menor grau na angulação varo-valgo (quando o joelho está em extensão). Não possuindo acção na restrição da translação posterior da tíbia.
O joelho apresenta seis tipos movimentos: três translações (antero-posterior, médio - lateral, céfalo-caudal), e sobre estes três eixos ocorrem três rotações (flexo-extensão, rotação interna-externa, varo-valgo), criando um movimento complexo do joelho. A mobilidade do joelho ocorre simultaneamente em mais de um eixo e de um plano.
Histologicamente, os ligamentos são similares a tendões: são bandas de colagénio denso com pouco material celular. Eles são preparados para suportar tensões lineares. Em contraste com os tendões, os ligamentos possuem fibras não tão paralelas e uma quantidade de elastina superior, podendo suportar alongamentos maiores, sem causar danos à sua estrutura. O LCA e LCP apresentam propriedades viscoelásticas, o que permite dissipar a energia, regular o seu comprimento e distribuir a carga aplicada. Alterações na viscoelasticidade podem facilitar o alongamento do enxerto. (SILLEY, 1997)
A resistência do LCA varia conforme a idade. Um estudo feito sobre a resistência deste ligamento em grupos de idades diferentes verificou que um grupo mais jovem com idades compreendidas entre os 20 e os 35anos apresentava uma resistência 50% maior que um outro grupo com idades entre os 40 e 50 anos e três vezes superior que um último grupo com idades compreendidas entre os 60 a 97 anos. As propriedades mecânicas dos ligamentos cruzados do joelho, aumentam com a prática de exercícios físicos, gerando, um aumento de 20% no seu limite de resistência e 10% no seu limite de elasticidade.
Fonte:http://www.ligamentoplastia.com/anatomia-do-joelho.html
Reabilitação/fisioterapia em lesões dos joelhos: www.fisioterapia.com.br
Sob o ponto de vista mecânico o joelho é uma articulação surpreendente uma vez que possui uma grande estabilidade em extensão máxima e adquire uma grande mobilidade a partir de um determinado ângulo de flexão. Quando o joelho está em flexão, posição de instabilidade, o joelho está sujeito ao máximo a lesões ligamentares e dos meniscos, no entanto, quando este se encontra em extensão está mais vulnerável a fracturas articulares.
Os ligamentos cruzados são estruturas ligadas à estabilidade do joelho e que estão localizados no centro da articulação. O ligamento cruzado anterior (LCA) assim como o posterior (LCP), são extra sinoviais, apesar de intra-articulares.
O ligamento cruzado anterior tem origem no fémur na porção postero-lateral do intercondilo e insere-se anteriormente à tibia. A inserção tibial é bem mais resistente que a fémural.
Este ligamento possui duas bandas: a anteromedial e a posterolateral. A primeira origina-se na porção mais proximal do LCA e insere-se na porção mais antero-medial da sua inserção tibial e a segunda origina-se mais distal em relação à origem femoral e insere-se mais postero-lateral na inserção tibial, esta banda é o componente mais curto e de maior volume do LCA. A banda anteromedial encontra-se laxa na extensão e tensa na flexão a 70º.
O objectivo deste ligamento é resistir ao deslocamento anterior da tibia e à rotação medial do joelho, daí quando há ruptura deste ligamento a tibia se projectrar para a frente do fémur (gaveta anterior).
A cápsula articular do joelho é uma bainha fibrosa que contorna a extermidade inferior do fémur e a extremidade superior da tibia mantendo-as em contacto entre si e formando as paredes não ósseas da cavidade articular. Na sua camada mais profunda a cápsula está recoberta pela membrana sinovial.
As articulações tibio – fémural e patelo – fémural são envolvidas pela cápsula articular, sendo esta reforçada posteriormente pelo ligamento arqueado poplíteo e oblíquo poplíteo e vários músculos; anteriormente pelo tendão do quadricipete e tendão rotuliano; lateral e medialmente pelos ligamentos colaterais e anteromedial e anterolateralmente é reforçada por expansões do vasto medial e do vasto lateral na direcção dos ligamentos colaterais.
«Os ligamentos cruzados estabelecem conexões tão íntimas com a cápsula articular podendo-se dizer que na realidade estes são espessamentos da cápsula articular, e que, como tais são parte integrante dela.» (KAPANGJI, 2000, 5º Edição).
As principais funções dos ligamentos do joelho são: estabilização, controle da cinemática e prevenção dos deslocamentos e rotações anormais que podem causar lesões da superfície articular. O conhecimento das funções dos ligamentos é fundamental para o planeamento cirúrgico e reabilitação. O LCA, como vimos anteriormente, tem a principal função de evitar a gaveta anterior, sendo um estabilizador primário. Ele actua secundariamente na restrição da rotação tibial e em menor grau na angulação varo-valgo (quando o joelho está em extensão). Não possuindo acção na restrição da translação posterior da tíbia.
O joelho apresenta seis tipos movimentos: três translações (antero-posterior, médio - lateral, céfalo-caudal), e sobre estes três eixos ocorrem três rotações (flexo-extensão, rotação interna-externa, varo-valgo), criando um movimento complexo do joelho. A mobilidade do joelho ocorre simultaneamente em mais de um eixo e de um plano.
Histologicamente, os ligamentos são similares a tendões: são bandas de colagénio denso com pouco material celular. Eles são preparados para suportar tensões lineares. Em contraste com os tendões, os ligamentos possuem fibras não tão paralelas e uma quantidade de elastina superior, podendo suportar alongamentos maiores, sem causar danos à sua estrutura. O LCA e LCP apresentam propriedades viscoelásticas, o que permite dissipar a energia, regular o seu comprimento e distribuir a carga aplicada. Alterações na viscoelasticidade podem facilitar o alongamento do enxerto. (SILLEY, 1997)
A resistência do LCA varia conforme a idade. Um estudo feito sobre a resistência deste ligamento em grupos de idades diferentes verificou que um grupo mais jovem com idades compreendidas entre os 20 e os 35anos apresentava uma resistência 50% maior que um outro grupo com idades entre os 40 e 50 anos e três vezes superior que um último grupo com idades compreendidas entre os 60 a 97 anos. As propriedades mecânicas dos ligamentos cruzados do joelho, aumentam com a prática de exercícios físicos, gerando, um aumento de 20% no seu limite de resistência e 10% no seu limite de elasticidade.
Fonte:http://www.ligamentoplastia.com/anatomia-do-joelho.html
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
Clínica de reabilitação funcional do joelho -manaus
Inauguramos neste sábado um novo conceito em reabilitação na cidade de manaus. Apesar da existência de inúmeras clínicas de fisioterapia em manaus, não dispomos atualmente de um serviço especializado em patologias do joelho. A carência por inovações técnico-científicas, a distante utopia da fisioterapia baseada em evidências e a falta de material humano qualificado, comprometem a qualidade da reabilitação cinético-funcional.
Como parte integrante do processo de reabilitação, atuaremos diretamente desde o período pré-operatório, passando pelo pós-operatório imediato até a alta do cliente. O contato íntimo com o cirurgião ortopedista é de fundamental importância principalmente nas avaliações e reavaliações, discussão de planos e estratégias do tratamento aumentando a possibilidade de êxito e melhora da qualidade de vida do cliente.

Localização:
Endereço da clínica:AV:Guaranás 19, QD 17, LT ETAPA 1; Cidade Nova I (Antiga Rua Tucuruy).
Próximo ao Colégio Casimiro de Abreu
CEP:69090-110
E-Mail:xavierdaniel@hotmail.com
Agendamento de consultas:(92) 81260452 / (92)36417276
Endereço da clínica:AV:Guaranás 19, QD 17, LT ETAPA 1; Cidade Nova I (Antiga Rua Tucuruy).
Próximo ao Colégio Casimiro de Abreu
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Protocolo acelerado pós-meniscectomia parcial de joelho
O protocolo para reabilitação de joelho utilizado como base para o tratamento dos casos clínicos caso apresentava as seguintes fases:
FASE 1: fase imediata após cirurgia.Objetivos: Redução de edema e derrame articular; redução processo álgico (analgesia); melhora ADM articular femuro-tibial/femuro-patelar; extensão completa; fortalecimento de grupos musculares adjacentes ao joelho (talo crural/coxo femural); flexibilidade.
FASE 2: fase de proteção primaria deambulação. Objetivos: reduzir dor e edema, reestabeler movimento articular do joelho, fortalecer grupos musculares mono e bi-articulares da articulação do joelho e articulações adjacentes, flexibilidade e progressão para apoio total de peso sem muletas.
FASE 3: fase de proteção moderada, fortalecimento da musculatura de membro inferior (exercícios em cadeia cinética fechada e inicio do treinamento proprioceptivo).
FASE 4: fase de fortalecimento muscular, progredir para corrida em esteira, pista ou rua, avaliação de sintomas e retorno às atividades esportivas sem contato, inícios de exercícios pliométricos.
FASE 5: fase de atividade livre e continuar fortalecendo a musculatura do membro inferior, iniciar treino de agilidade, iniciar nível básico de treinamento de técnicas especificam do esporte (avaliação do sintoma e retorno às atividades esportivas
de contato).
FASE 6: Preparação para alta fisioterapêutica Objetivos: Total independência funcional, Liberação para retomada às atividades esportivas, treino de habilidades específicas, agilidade, endurance e alta fisioterapeutica.
Tabela 1 – Protocolo sugerido e dividido em 6 fases.
As sessões de fisioterapia tiveram a duração de 1 hora e trinta minutos diariamente, 5 vezes por semana, excetuando-se os fins de semana e feriados.
No primeiro dia de liberação para a fisioterapia assim como ao final do terceiro mês de reabilitação aplicamos um questionário desenvolvido em Cincinatti (EUA) por Noyes e colaboradores (ANEXO 1), que atribui notas a diversos itens relacionados à dor, falseio e capacidade de deslocamento, como parâmetro comparativo quantificando e qualificando a progressão da reabilitação dos pacientes pós meniscectomia.
Autor: Daniel Xavier
http://www.webartigos.com/articles/14545/1/intervencao-e-evolucao-de-militares-da12-regiao-militar-submetidos-a-meniscectomia-parcial-a-realidade-vivenciada-no-hospital-geral-do-exercito-de-manaus-hgem/pagina1.html
FASE 1: fase imediata após cirurgia.Objetivos: Redução de edema e derrame articular; redução processo álgico (analgesia); melhora ADM articular femuro-tibial/femuro-patelar; extensão completa; fortalecimento de grupos musculares adjacentes ao joelho (talo crural/coxo femural); flexibilidade.
FASE 2: fase de proteção primaria deambulação. Objetivos: reduzir dor e edema, reestabeler movimento articular do joelho, fortalecer grupos musculares mono e bi-articulares da articulação do joelho e articulações adjacentes, flexibilidade e progressão para apoio total de peso sem muletas.
FASE 3: fase de proteção moderada, fortalecimento da musculatura de membro inferior (exercícios em cadeia cinética fechada e inicio do treinamento proprioceptivo).
FASE 4: fase de fortalecimento muscular, progredir para corrida em esteira, pista ou rua, avaliação de sintomas e retorno às atividades esportivas sem contato, inícios de exercícios pliométricos.
FASE 5: fase de atividade livre e continuar fortalecendo a musculatura do membro inferior, iniciar treino de agilidade, iniciar nível básico de treinamento de técnicas especificam do esporte (avaliação do sintoma e retorno às atividades esportivas
de contato).
FASE 6: Preparação para alta fisioterapêutica Objetivos: Total independência funcional, Liberação para retomada às atividades esportivas, treino de habilidades específicas, agilidade, endurance e alta fisioterapeutica.
Tabela 1 – Protocolo sugerido e dividido em 6 fases.
As sessões de fisioterapia tiveram a duração de 1 hora e trinta minutos diariamente, 5 vezes por semana, excetuando-se os fins de semana e feriados.
No primeiro dia de liberação para a fisioterapia assim como ao final do terceiro mês de reabilitação aplicamos um questionário desenvolvido em Cincinatti (EUA) por Noyes e colaboradores (ANEXO 1), que atribui notas a diversos itens relacionados à dor, falseio e capacidade de deslocamento, como parâmetro comparativo quantificando e qualificando a progressão da reabilitação dos pacientes pós meniscectomia.
Autor: Daniel Xavier
http://www.webartigos.com/articles/14545/1/intervencao-e-evolucao-de-militares-da12-regiao-militar-submetidos-a-meniscectomia-parcial-a-realidade-vivenciada-no-hospital-geral-do-exercito-de-manaus-hgem/pagina1.html
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Pós operatório de ligamento cruzado anterior
Nas primeiras fases da reabilitação, as prioridades são: alívio da dor, proteção da articulação e ganho de movimento do joelho. A colaboração do paciente é sempre muito importante.
Com a finalidade de obter resultados satisfatórios rapidamente, preparamos algumas atividades que o paciente poderá realizar em casa:
Massagem Cicatricial: consiste em uma massagem (com um pouco de óleo ou creme) com movimentos circulares realizada com o indicador e o dedo médio de cada mão, realizando com uma mão um círculo no sentido horário e com a outra no sentido anti-horário.
Esta massagem evita que a cicatriz fique aderida, ou seja, grude, de modo que ao realizar o movimento o paciente sinta dor no local ou próximo ao local do corte da cirurgia.
Desensibilização: Logo depois da cirurgia parece que o joelho fica sem sensibilidade em alguns lugares, principalmente na parte anterior da perna, popularmente chamada de “canela”. Existe um processo chamado de DESENSIBILIZAÇÃO muito simples de ser realizado que consiste em passar diferentes texturas na área sem sensibilidade. Pegue vários tipos de tecidos e texturas, qualquer coisa ou objeto que tenha em casa (bucha, escova de dente antiga, tecido áspero, lixa, algodão, velcro) e passe no local que não tem sensibilidade, sem força durante 2 min, do tecido mais áspero ao mais liso. No começo o mais áspero não irá incomodar. À medida que começar a incomodar é sinal que uma sensibilidade, que nós chamamos de “tato grosso”, está voltando e assim se repete com outras texturas até sentirmos a textura mais lisa, daí se recuperou o “tato fino”. A volta da sensibilidade é importante para evitarmos alguns acidentes como queimaduras.
Ganho de Movimento (amplitude): pode ser realizado com o paciente sentado em uma cadeira, com o pé da perna operada em cima da bola, realizando o movimento de deslizamento para frente e para trás fazendo com que o joelho dobre (flexão) e estique (extensão). Este exercício é denominado pela fisioterapia de mobilização ativa (pois a própria pessoa realiza o movimento).
Aplicação de Gelo: o paciente deve realizar a aplicação de gelo, se possível 3x ao dia. Em caso de inchaço constante (edema), a aplicação deve ser feita de 4 em 4 horas até a resolução do mesmo.
Esta aplicação deve ser realizada com o paciente de preferência deitado, de barriga para cima (em decúbito dorsal) com o joelho acima do nível do coração para ajudar a diminuir o inchaço (drenar o edema) e realizar uma compressão com uma atadura de crepe (pode ser comprada em farmácia). Tenha cuidado ao realizar a compressão da faixa, pois muita compressão pode prejudicar ao invés de ajudar. O gelo pode ser colocado em um saco plástico normal, caso use a bolsa que fica no congelador, retire um pouco antes da aplicação para se moldar ao joelho e não ficar rígida, pegando só uma parte do joelho.
A duração da aplicação deve ser de 20 min e não deve exceder esse tempo.
Uso de Muletas: A muleta deve ser usada nas primeiras 2 a 3 semanas e sua retirada avaliada pelos profissionais da área da saúde de acordo com a dificuldade para andar e realização das atividades de vida diárias. A muleta deve ser usada no lado contralateral (contrário) ao lado lesado. O uso correto é muito importante nessa fase inicial de recuperação, pois evita esforços nos tecidos que ainda estão se recuperando do processo cirúrgico.
Exercícios Isométricos para Quadríceps: Quadríceps é a musculatura da parte da frente da coxa. Exercícios isométricos são exercícios realizados para aumentar a qualidade da contração muscular.
ISO = mesmo MÉTRICO = tamanho, medida.
Significa que durante o exercício, o músculo se mantém no mesmo comprimento.
Ex1. Paciente deitado de barriga para cima (em decúbito dorsal) com a perna esticada (em extensão) e a outra dobrada (em flexão) vai elevar a perna esticada numa altura que não ultrapasse o joelho dobrado e vai segurar contando até dez (10 segundos) e relaxar a perna.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.
Ex2. Paciente sentado em uma cadeira vai esticar o joelho (realizar a extensão) até onde conseguir sem dor e vai segurar contando até dez (10 segundos) ou o tempo que conseguir inferior a 10 segundos.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.
Exercício para ser realizado intercalado com as sessões de fisioterapia 1 vez ao dia.
Site de referência:
http://web.taktos.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=87&Itemid=72
Com a finalidade de obter resultados satisfatórios rapidamente, preparamos algumas atividades que o paciente poderá realizar em casa:
Massagem Cicatricial: consiste em uma massagem (com um pouco de óleo ou creme) com movimentos circulares realizada com o indicador e o dedo médio de cada mão, realizando com uma mão um círculo no sentido horário e com a outra no sentido anti-horário.
Esta massagem evita que a cicatriz fique aderida, ou seja, grude, de modo que ao realizar o movimento o paciente sinta dor no local ou próximo ao local do corte da cirurgia.
Desensibilização: Logo depois da cirurgia parece que o joelho fica sem sensibilidade em alguns lugares, principalmente na parte anterior da perna, popularmente chamada de “canela”. Existe um processo chamado de DESENSIBILIZAÇÃO muito simples de ser realizado que consiste em passar diferentes texturas na área sem sensibilidade. Pegue vários tipos de tecidos e texturas, qualquer coisa ou objeto que tenha em casa (bucha, escova de dente antiga, tecido áspero, lixa, algodão, velcro) e passe no local que não tem sensibilidade, sem força durante 2 min, do tecido mais áspero ao mais liso. No começo o mais áspero não irá incomodar. À medida que começar a incomodar é sinal que uma sensibilidade, que nós chamamos de “tato grosso”, está voltando e assim se repete com outras texturas até sentirmos a textura mais lisa, daí se recuperou o “tato fino”. A volta da sensibilidade é importante para evitarmos alguns acidentes como queimaduras.
Ganho de Movimento (amplitude): pode ser realizado com o paciente sentado em uma cadeira, com o pé da perna operada em cima da bola, realizando o movimento de deslizamento para frente e para trás fazendo com que o joelho dobre (flexão) e estique (extensão). Este exercício é denominado pela fisioterapia de mobilização ativa (pois a própria pessoa realiza o movimento).
Aplicação de Gelo: o paciente deve realizar a aplicação de gelo, se possível 3x ao dia. Em caso de inchaço constante (edema), a aplicação deve ser feita de 4 em 4 horas até a resolução do mesmo.
Esta aplicação deve ser realizada com o paciente de preferência deitado, de barriga para cima (em decúbito dorsal) com o joelho acima do nível do coração para ajudar a diminuir o inchaço (drenar o edema) e realizar uma compressão com uma atadura de crepe (pode ser comprada em farmácia). Tenha cuidado ao realizar a compressão da faixa, pois muita compressão pode prejudicar ao invés de ajudar. O gelo pode ser colocado em um saco plástico normal, caso use a bolsa que fica no congelador, retire um pouco antes da aplicação para se moldar ao joelho e não ficar rígida, pegando só uma parte do joelho.
A duração da aplicação deve ser de 20 min e não deve exceder esse tempo.
Uso de Muletas: A muleta deve ser usada nas primeiras 2 a 3 semanas e sua retirada avaliada pelos profissionais da área da saúde de acordo com a dificuldade para andar e realização das atividades de vida diárias. A muleta deve ser usada no lado contralateral (contrário) ao lado lesado. O uso correto é muito importante nessa fase inicial de recuperação, pois evita esforços nos tecidos que ainda estão se recuperando do processo cirúrgico.
Exercícios Isométricos para Quadríceps: Quadríceps é a musculatura da parte da frente da coxa. Exercícios isométricos são exercícios realizados para aumentar a qualidade da contração muscular.
ISO = mesmo MÉTRICO = tamanho, medida.
Significa que durante o exercício, o músculo se mantém no mesmo comprimento.
Ex1. Paciente deitado de barriga para cima (em decúbito dorsal) com a perna esticada (em extensão) e a outra dobrada (em flexão) vai elevar a perna esticada numa altura que não ultrapasse o joelho dobrado e vai segurar contando até dez (10 segundos) e relaxar a perna.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.
Ex2. Paciente sentado em uma cadeira vai esticar o joelho (realizar a extensão) até onde conseguir sem dor e vai segurar contando até dez (10 segundos) ou o tempo que conseguir inferior a 10 segundos.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.
Exercício para ser realizado intercalado com as sessões de fisioterapia 1 vez ao dia.
Site de referência:
http://web.taktos.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=87&Itemid=72
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