O site da Fisioterapia em Manaus

Vídeo da clínica de reabilitação funcional de Manaus

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ACISO - Abrigo Moacir Alves Manaus/AM




ACISO, segundo o Boletim do Exército, é uma das formas pelas qual a instituição militar presta assistência às comunidades carentes.

Na presente data, sob a coordenação da 12º Região Militar, o Abrigo Moacir Alves, entidade filantrópica que presta assistência à crianças deficientes da cidade de Manaus, foi contemplada por ações de cunho assistencial em saúde.


1º Ten Xavier, chefe do setor de fisioterapia do HGeM com o fisioterapeuta do AMA, Flaudemir


Como uma das maiores deficiências e necessidades da entidade é a reabilitação das crianças especiais, esteve presente na pessoa do 1º Ten Xavier, o serviço de fisioterapia do HGeM-Hospital Geral de Manaus.

A partir deste contato inicial, o exército brasileiro na pessoa do 1º Ten Xavier, Chefe do setor de fisioterapia do HGem, firmam convênio de prestação de serviços em fisioterapia neurofuncional.

sábado, 7 de novembro de 2009

Fisioterapia em casa

A fisioterapia manaus, uma empresa fundada respeitando os preceitos nos do profissionalismo e ética profissionais, oferece aos clientes uma nova forma de atendimento fisioterapêutico em Manaus aliando a capacidade profissional e comodidade; contamos com uma equipe de 04 fisioterapeutas, especializados e capacitados para a prestação de serviço domiciliar. As consultas são realizadas mediante hora marcada em qualquer bairro da cidade de Manaus.

O Atendimento Domiciliar busca a melhora de vida através dos benefícios proporcionados ao paciente como:

* Maior comodidade;

* Melhor afinidade e contato com o Fisioterapeuta observando as reais dificuldades e as necessidades do paciente em suas atividades da vida diária;

* Recuperação rápida, pois o tratamento é personalizado.



A Fisioterapia Domiciliar utiliza aparelhos portáteis e modernos de fácil transporte, tornando o tratamento em casa semelhante ao de uma clínica fisioterápica com o mesmo custo para o paciente.




Atendemos as seguintes patologias:

- Paciente neurológico(adulto e infantil)

- Paciente oncológico;

-Paciente de pós-operatório ortopédico;

-Paciente cardíaco.

Contato: (92) 81260452/36547877
Nossa Clínica:
AV:Guaranás 19, QD 17, LT ETAPA 1; Cidade Nova I (Antiga Rua Tucuruy).

Consultório:
Edifício Veiralves Business Center. Rua Salvador Nº 120, sala 301
Tel: 33072347/81260452
E-Mail: xavierdaniel@hotmail.com
Home Page: www.fisioterapiamanaus.com.br

domingo, 18 de outubro de 2009

A importância da fisioterapia oncológica

A importância da fisioterapia oncológica

Desde alguns anos que há uma grande preocupação de todas as equipas multidisciplinares, médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas, no tratamento e acompanhamento do doente oncológico. Graças à investigação cientifica e investimento feito nesta área, e campanhas de sensibilização para o diagnostico precoce, que toda a abordagem no tratamento do doente oncológico é bem diferente daquela que se fazia há uns anos atrás.

As abordagens cirúrgicas são essencialmente conservadoras e as terapias adjuvantes cada vez mais direccionadas ao tipo de tumor, sendo que a sobrevida e qualidade de vida dos doentes é mais longa e eficaz.

Mesmo assim, por vezes o doente percorre um caminho longo e doloroso. A cura é em muitos casos total e noutros a sobrevida bem maior.

A Fisioterapia oncológica tem cada vez mais um papel fundamental e oportuno.

A actuação do fisioterapeuta começa logo quando o doente é encaminhado pelo médico na fase pré-operatória, podendo e devendo prevenir uma série de complicações pela sua actuação:

  • Melhorando as capacidades ventilatorias
  • Ensino da tosse
  • Cuidados a ter e conselhos de higiene
  • Alivio da dor, corrigindo posturas e aconselhando posturas.

Tendo o fisioterapeuta conhecimentos profundos das patologias oncológicas e sabendo as limitações hematológicas que advêm dos tratamentos de quimioterapia, avalia e estabelece um plano de tratamento e seguimento do doente ao longo do seu percurso de tratamento, incidindo a sua actuação nos seguintes problemas:

  • Alterações funcionais e articulares, com exercícios activos e dinâmicos, para ganhar o mais breve possível todas as amplitudes articulares
  • Nas alterações musculares e tendinosas, com massagem e técnicas de relaxamento
  • Nas retracções cicatriciais, com abordagens especificas para cicatrizes, fibroses e retracções
  • Nas alterações respiratórias e posturais, com cinesioterápia respiratória
  • No alivio da Dor
  • Nas alterações vasculares e neurológicas
  • No aconselhamento nos cuidados a ter
  • Na prevenção e tratamento do Edema linfático, com drenagem linfática manual e uso de posturas facilitadores do retorno linfático, bandas multi-camadas e contenção elástica
  • No treino de equilíbrio e Marcha
  • Nas orientações a dar aos familiares nos cuidados a ter.

A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao doente a necessidade de retomar as suas actividades diárias, dando-lhe confiança e certezas quanto ao futuro.

Esta é uma pequena amostra do que o fisioterapeuta pode fazer para minimizar e ajudar o doente oncológico.

Autor:Conceição ·
http://www.asuafisioterapeuta.com/2008/a-importancia-da-fisioterapia-oncologica/

domingo, 20 de setembro de 2009

Fisioterapia desportiva em manaus


Na presente data, comemoramos o fechamento da parceria entre a fisioterapia desportiva e o futebol profissional amazonense.


Vislumbrando uma positiva abertura de mercado profissional, o Dr. Daniel Xavier, tornou-se o fisioterapeuta membro da comissão técnica que acompanhará de forma integral os atletas profissionais do time de futebol do Asa futebol clube.


Com essa parceria, novas portas são abertas para a fisioterapia amazonense e as possibilidades são enormes...

Com a copa do mundo de 2014 às vésperas, o futebol amazonense galga os degraus rumo ao profissionalismo no futebol, de forma a assumir efetivamente um local de destaque no cenário futebolístico brasileiro.


Essa pareceria não se restringe apenas ao futebol profissional. A parceria contempla ainda, a participação junto ao Encontro de futebol infantil pan-americano a ser realizado em Posto Alegre-RS, um projeto que conta com equipes de expressão mundial como: Corinthians paulista, Clube de regatas flamengo, Barcelona futebol clube entre outros.


domingo, 26 de julho de 2009

A Fisioterapia brasileira


Recentemente ao ler uma entrevista que citava com propriedade inúmeros desportistas e médicos do Brasil, deparei-me com uma situação no mínimo inusitada.

Uma afirmativa entre estas sumidades era consensual: “ A fisioterapia brasileira é uma das melhores do mundo”.

Não havia até o presente momento pensado nesta situação, afinal que diferença faria ser o Brasil o local onde a fisioterapia é realizada com maior propriedade no mundo?

Poderia de fato, ter sido uma afirmação a esmo e falada por grandes nacionalistas sem qualquer teor ou embasamento teórico-científico.

Mas cá entre nós, em nosso país nos degladiamos com outras profissões em busca do espaço há muito alcançado. Lutamos constantemente para embasar nossa terapêutica. Lidamos diariamente com a descrença e por muitas vezes o escárnio de alguns colegas da área da saúde. Seja em qualquer área onde a fisioterapia se faça presente, sempre parece haver uma barreira intransponível diante de nossos olhos.

Entretanto, diante destas dificuldades inerentes ao dia-a-dia de nossa profissão, nos tornamos mais fortes, mais profissionais e quem sabe mais coesos enquanto entidade ou classe.

Diferente de outros países onde a fisioterapia é um curso técnico e coadjuvante ao atendimento médico, aqui gozamos de autonomia plena para exercermos nossas profissões.

Ao longo dos anos, temos alcançado vitórias que nos garantem certa credibilidade junto a mídia nacional e internacional. A nossa parca tecnologia nos forçou sobremaneira a encontrar formas variadas de lidar com problemas rotineiros seja pela falta de material ou pela falta de capacitação.


Sim, de fato nos tornamos mais fortes e maduros enquanto profissão.

Dentro da fisioterapia desportiva nos tornamos sumidades. Reabilitamos com qualidade e propriedade. Na fisioterapia intensiva, demonstramos através de nossa capacitação que imperioso é o fato de termos um espaço cada dia mais relevante na recuperação dos enfermos mais graves. Na fisioterapia oncológica, prática extremamente recente, a busca pela qualidade de vida nos torna eminentes.

Concluindo, pouco na verdade importa se somos de fato a melhor fisioterapia do mundo, isto é irrelevante. O que realmente interessa é o quanto somos imprescindíveis para o nosso cliente, suas história e sua consideração pelos nossos feitos.

Que não percamos nossa constante capacidade de adaptação às dificuldades a nós apresentada, que não deixemos de lado nosso ideal de nos fazermos presentes em toda e qualquer área da saúde. Que não percamos jamais nossa terna humildade de saber que o caminho a ser percorrido é duro e que exige de cada um de nós, fisioterapeutas, a excelência e o profissionalismo extremos.


Daniel Xavier

Mestre em fisioterapia neuromuscular

Mestre em fisioterapia intensiva

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Reabilitação de LCA - protocolo

1ª Fase
Corresponde à 1ª semana do pós-operatório, e tem como objectivos controlar a dor e o edema, obter uma boa mobilidade da articulação patelo-femoral, atingir uma flexão do joelho entre 75ºa 90º e obter controle neuro-motor do quadriceps. Nesta fase a prioridade é conseguir a extensão completa do joelho.

No que respeita aos procedimentos efetuados para atingir os objetivos propostos, e de uma forma resumida, teremos:
Ao 5ºdia – Posicionamento a 0º de extensão, no 1º dia (alongamento possível dentro da amplitude
disponível sem dor)

Criocast ou R.I.C.E.S feita no bloco operatório

Controle da dor através de cateter epidural

Repouso com elevação do membro, alternando com crioterapia e tala de mobilização passiva contínua ou Continuous Passive Motion (CPM) dos 0-90º até à alta hospitalar.

5º- 8º dia – Já após a alta hospitalar:

Mobilização da articulação patelo-femoral

Exercícios de flexão/extensão da tíbio-társica com o membro elevado

Mobilização passiva em cadeia cinética aberta (CCA)

Marcha sem carga, mas com apoio – treino com 2 auxiliares de marcha

Treino de propriocepção em cadeia cinética fechada (CCF) com bola e na parede

Co-contracções do quadricipete e isquio-tibiais, na posição de sentado, com a perna
extendida

Treino de controlo neuro-motor (Bio-feedback e electro-estimulação)


2ª Fase

Corresponde ao período entre a 2ª e 3ª semanas, e tem como objectivos obter o controle do edema, das amplitudes articulares passivas de extensão/flexão 0º/100º-115º e ativas de 0/ 90º, marcha com carga parcial maior que 50% do peso corporal, com o auxílio de uma canadense a retirar no final da fase, força muscular que não ultrapasse um deficit de 60% no quadriceps e 35% nos ísquio-tibiais, quando comparados com o membro são; assim como um aumento na propriocepção.

No que se refere aos procedimentos efetuados, do 8º ao 21º dia, teremos:
·Repetição dos procedimentos anteriores
·Técnicas específicas para aumento de amplitude articular
· Fortalecimento manual e com pesos em CCF
· Electroestimulação do quadriceps
· Fortalecimento e alongamentos dos isquiotibias
· Treino de propriocepção com tábuas de balanço
· Treino de marcha até largar os auxiliares
O fortalecimento muscular é feito inicialmente através de contracções isométricas do quadriceps e dos ísquio-tibiais a 0º, 30º, 60º e 90º e seguidamente através de resistência manual, insistindo nas co-contracções do quadriceps/isquiotibiais (Qt/IsqT) tendo atenção ao arco de movimento ativo de flexão para extensão dos 100º aos 45º para não causar demasiada tensão na plastia (NORONHA, 2000).

3ª Fase

Corresponde ao período entre a 4ª e a 6ª semanas, e tem como objectivos manter o edema
controlado, obter as amplitudes articulares passivas de extensão/flexão de 0/120º-135º e
activas de 0/120º, aumentar a força muscular até obter apenas um deficit que não ultrapasse
os 40% no quadricípete e os 20% nos ísquio-tibiais, quando comparados com o membro são, e
aumentar a propriocepção e estabilidade dinâmica, bem como evitar stress na plastia; no
decorrer desta fase deve ser conseguida uma marcha normal com 100% de carga e sem
substituições.
No final da 3ª fase o neo-ligamento encontra-se no final do período de necrose, fazendo a sua
transição para o período de sinovialização; razão pela qual todos os esforços adicionais devem
ser introduzidos mediante a resposta inflamatória.
· No que respeita aos procedimentos efectuadas, do 21ºdia ao mês e meio, teremos:
· Repetição dos procedimentos anteriores, necessários
· Treino de estabilização bipodal, equilíbrio e marcha
· Step-ups, mini-squats e bicicleta com início ao mês
· Exercícios em CCF em carga total
· Trabalho de estabilização da musculatura da cintura pélvica
· Nesta fase é importante conseguir umas amplitudes articulares quase totais E/F=
0º/135º e uma carga total do membro. Especial importância é dada aos exercícios em CCF,
como sistema de potêncialização do quadricipete e dos isquio-tibiais.

Site: www.fisioterapiamanaus.com.br

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pós operatório de ligamento cruzado anterior

Nas primeiras fases da reabilitação, as prioridades são: alívio da dor, proteção da articulação e ganho de movimento do joelho. A colaboração do paciente é sempre muito importante.
Com a finalidade de obter resultados satisfatórios rapidamente, preparamos algumas atividades que o paciente poderá realizar em casa:

Massagem Cicatricial: consiste em uma massagem (com um pouco de óleo ou creme) com movimentos circulares realizada com o indicador e o dedo médio de cada mão, realizando com uma mão um círculo no sentido horário e com a outra no sentido anti-horário.
Esta massagem evita que a cicatriz fique aderida, ou seja, grude, de modo que ao realizar o movimento o paciente sinta dor no local ou próximo ao local do corte da cirurgia.

Desensibilização: Logo depois da cirurgia parece que o joelho fica sem sensibilidade em alguns lugares, principalmente na parte anterior da perna, popularmente chamada de “canela”. Existe um processo chamado de DESENSIBILIZAÇÃO muito simples de ser realizado que consiste em passar diferentes texturas na área sem sensibilidade. Pegue vários tipos de tecidos e texturas, qualquer coisa ou objeto que tenha em casa (bucha, escova de dente antiga, tecido áspero, lixa, algodão, velcro) e passe no local que não tem sensibilidade, sem força durante 2 min, do tecido mais áspero ao mais liso. No começo o mais áspero não irá incomodar. À medida que começar a incomodar é sinal que uma sensibilidade, que nós chamamos de “tato grosso”, está voltando e assim se repete com outras texturas até sentirmos a textura mais lisa, daí se recuperou o “tato fino”. A volta da sensibilidade é importante para evitarmos alguns acidentes como queimaduras.
Ganho de Movimento (amplitude): pode ser realizado com o paciente sentado em uma cadeira, com o pé da perna operada em cima da bola, realizando o movimento de deslizamento para frente e para trás fazendo com que o joelho dobre (flexão) e estique (extensão). Este exercício é denominado pela fisioterapia de mobilização ativa (pois a própria pessoa realiza o movimento).

Aplicação de Gelo: o paciente deve realizar a aplicação de gelo, se possível 3x ao dia. Em caso de inchaço constante (edema), a aplicação deve ser feita de 4 em 4 horas até a resolução do mesmo.
Esta aplicação deve ser realizada com o paciente de preferência deitado, de barriga para cima (em decúbito dorsal) com o joelho acima do nível do coração para ajudar a diminuir o inchaço (drenar o edema) e realizar uma compressão com uma atadura de crepe (pode ser comprada em farmácia). Tenha cuidado ao realizar a compressão da faixa, pois muita compressão pode prejudicar ao invés de ajudar. O gelo pode ser colocado em um saco plástico normal, caso use a bolsa que fica no congelador, retire um pouco antes da aplicação para se moldar ao joelho e não ficar rígida, pegando só uma parte do joelho.
A duração da aplicação deve ser de 20 min e não deve exceder esse tempo.

Uso de Muletas: A muleta deve ser usada nas primeiras 2 a 3 semanas e sua retirada avaliada pelos profissionais da área da saúde de acordo com a dificuldade para andar e realização das atividades de vida diárias. A muleta deve ser usada no lado contralateral (contrário) ao lado lesado. O uso correto é muito importante nessa fase inicial de recuperação, pois evita esforços nos tecidos que ainda estão se recuperando do processo cirúrgico.
Exercícios Isométricos para Quadríceps: Quadríceps é a musculatura da parte da frente da coxa. Exercícios isométricos são exercícios realizados para aumentar a qualidade da contração muscular.
ISO = mesmo MÉTRICO = tamanho, medida.
Significa que durante o exercício, o músculo se mantém no mesmo comprimento.
Ex1. Paciente deitado de barriga para cima (em decúbito dorsal) com a perna esticada (em extensão) e a outra dobrada (em flexão) vai elevar a perna esticada numa altura que não ultrapasse o joelho dobrado e vai segurar contando até dez (10 segundos) e relaxar a perna.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.
Ex2. Paciente sentado em uma cadeira vai esticar o joelho (realizar a extensão) até onde conseguir sem dor e vai segurar contando até dez (10 segundos) ou o tempo que conseguir inferior a 10 segundos.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.

Exercício para ser realizado intercalado com as sessões de fisioterapia 1 vez ao dia.

Site de referência:
http://web.taktos.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=87&Itemid=72

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Acupuntura "falsa" supera medicina comum em teste

Hoje recebi um e-mail(lazarojt@terra.com.br) no mínimo intrigante...
A partir de uma publicação recente do Arquivos de Medicina Interna, um dos melhores periódicos mundiais (fator de impacto = 8,391).

O maior estudo clínico estudando acupuntura para tratar dores nas costas (638 indivíduos) encontrou resultados semelhantes ao comparar acupuntura com acupuntura placebo. Mas o espantoso e mais interessante é que, ambos, tiveram resultados superiores ao "tratamento convencional" (medicação+orientação+fisioterapia).

Posto no Blog o artigo integral e que poderá ser encontrado na página: http://www.prontuariodenoticias.com.br/noticias.asp?secao=PE&id=5762

Um estudo que avaliou a eficácia da acupuntura para tratamento de dor nas costas concluiu que ela não consegue ser melhor do que uma forma falsa desse tratamento, na qual as pessoas são submetidas apenas a picadas superficiais em pontos aleatórios do corpo.
O trabalho, porém, trouxe uma revelação surpreendente: as duas formas de acupuntura, a verdadeira e a simulada, parecem ser mais eficazes do que o "atendimento usual" que pacientes de lombalgia costumam receber.
Os resultados do teste clínico estão na edição de ontem da revista "Archives of Internal Medicine", da Associação Médica Americana. Com 638 voluntários, é um dos maiores ensaios já feitos para testar se a acupuntura funciona para valer.
Para avaliar a eficácia de um remédio que vem na forma de comprimidos, o que médicos fazem é comparar seu efeito ao de um placebo --uma pílula de farinha sem nenhuma substância relevante. O problema da acupuntura é que é difícil alguém fingir que está aplicando agulhas num paciente sem que ele perceba que não está sendo espetado.
Só nos últimos anos é que cientistas têm usado a acupuntura simulada --um tipo de "agulha placebo"-- para isso.No estudo publicado ontem, Daniel Cherkin, do Centro para Estudos da Saúde, de Seattle (EUA), e seus coautores explicam como é essa estratégia."Desenvolvemos uma técnica de acupuntura simulada usando um palito de dentes no tubo de suporte da agulha, que se mostrou capaz de passar por acupuntura com credibilidade em pacientes de lombalgia sem experiência de tratamento com acupuntura", escrevem Cherkin e colegas. "O acupunturista pressiona o palito gentilmente, torcendo-o um pouco para simular uma agulha de acupuntura se agarrando à pele."Para distanciar o tratamento ainda mais da acupuntura real, os cientistas aplicaram o palito de dentes em pontos longe das regiões tidas como corretas por acupunturistas profissionais.Ninguém percebeu a diferença e, surpresa ou não, o palito de dentes teve a mesma eficácia da agulha verdadeira.
Mas susto maior veio quando os dados sobre "atendimento usual" aos pacientes entraram na conta.Após oito semanas, 60% dos pacientes sob acupuntura real ou simulada tiveram certa melhora, mas só 39% dos outros voluntários relataram progresso. Estes últimos, porém, não passaram por nenhum "atendimento relacionado ao estudo", só pelo tratamento que o médico de cada um indicava ("em geral remédios, cuidados primários e idas à fisioterapia").Se, por um lado, a acupuntura real não se saiu melhor do que palitos de dentes, por outro, o teste sugere que autoridades de saúde pública deem um passo atrás para saber o que o "atendimento usual" tem reservado a quem tem lombalgia.

Fonte : Folha On Line

terça-feira, 12 de maio de 2009

Lesões do joelho

O joelho é uma articulação de extrema importância, sendo composto pelos ossos da coxa (fêmur) e da perna (tíbia), além da patela (antigamente chamada de rótula). A junção desses ossos depende de estruturas de suporte, como ligamentos, a cápsula da articulação e os meniscos, que garantem a estabilidade da mesma".

Introdução
Os meniscos são pequenas estruturas em forma de disco, que possuem as funções de absorção de impactos, permitir que os ossos se articulem adequadamente e aumento da estabilidade da articulação. Em cada joelho encontramos dois meniscos.Os ligamentos são estruturas que funcionam também para dar estabilidade à articulação, limitando alguns movimentos e impedindo que os ossos saiam de seu lugar normal.As lesões de joelho são bastante comuns em indivíduos que praticam esportes, e que estão submetidos a exercícios que levam a impacto importante nessa articulação. O sofrimento crônico da articulação pode levar a dor, desgaste, problemas para andar, entre outros. Por isso, é importante que as pessoas que pretendem praticar exercícios procurem orientação médica/fisioterapêutica antes e durante essa prática, de forma a evitar complicações futuras.

Lesões de menisco
As lesões de menisco são raras na infância, ocorrendo principalmente no final da adolescência, com pico na terceira e quarta décadas de vida. A principal causa é o trauma ("acidentes agudos") da articulação, porém, após os 50 anos de vida deve-se principalmente a artrite do joelho. O menisco pode apresentar vários tipos de lesão: rupturas parcial, total e complexas. Além disso, a ruptura do menisco pode ocorrer sozinha ou associada à ruptura de ligamento.O indivíduo, geralmente, conta uma história de queda, rotação do joelho ou outro trauma, sente dor no joelho, apresenta-se mancando e a articulação mostra crepitações (barulhos, estalos) e limitação do movimento (o joelho não consegue se mover em todas as direções na amplitude normal).Nos casos de lesões leves e em que o paciente não está sentindo nenhum sintoma, não é necessária cirurgia. Já nos casos de dor persistente, pode ser realizado um exame chamado artroscopia. Nesse exame, um aparelho é introduzido na articulação e permite que o médico veja diretamente as lesões presentes. Durante o exame, pode ser feito o tratamento, com retirada da parte rompida do menisco. A recuperação total da função do joelho ocorre em 4-6 semanas.As lesões de algumas partes do menisco não precisam ser retiradas, pois elas recebem bastante sangue da circulação, e isso facilita a cicatrização da ruptura. Já as grandes rupturas exigem o reparo. Em alguns casos, é necessário também a reconstrução de um ligamento do joelho, para ajudar na estabilização da articulação e impedir que o joelho adquira uma movimentação anormal.Sabe-se que a retirada do menisco, em idade precoce, está associada a um risco maior de osteoartrite em idade mais jovem. Uma alternativa, que previne essa complicação, é o transplante de menisco, que leva a bons resultados. No futuro, outros tratamentos poderão permitir a regeneração do menisco.
Lesões de ligamentos
Os ligamentos trabalhem em conjunto com os meniscos, e freqüentemente nas lesões agudas, ocorre comprometimento de mais de uma estrutura. Nas lesões de ligamentos, podemos observar estiramento com ou sem instabilidade do joelho ou ruptura completa do mesmo.Essas lesões acontecem muito comumente em atividades esportivas, quando o pé está fortemente apoiado no chão e a perna sofre uma rotação brusca. O indivíduo pode sentir o estiramento/ruptura do ligamento, e é incapaz de continuar a atividade que estava praticando. Alguns ligamentos são lesados mais freqüentemente do que outros, e cada um requer um tipo específico de tratamento.O paciente apresenta forte dor e pode mostrar também espasmos musculares. Em alguns casos, há derramamento de sangue dentro do espaço da articulação, uma situação chamada hemartrose. O médico sempre deve pesquisar uma possível lesão de menisco associada. Existe também a possibilidade de o comprometimento do ligamento ser crônico e o indivíduo conta que o joelho às vezes não completa o movimento. Freqüentemente, nesses casos, esses pacientes não procuram o médico logo que os sintomas iniciam-se, mas quando surgem outros sintomas como fraqueza muscular e piora da capacidade para andar.O tratamento indicado, como já dissemos, vai depender do ligamento lesado e da gravidade da lesão. Pode ser necessária reconstrução cirúrgica, especialmente em atletas. O processo de reabilitação, após a cirurgia, é de extrema importância para garantir a mobilidade completa da articulação. A grande maioria dos casos atinge recuperação completa ou quase completa da movimentação normal do joelho.

Deslocamento de patela
O deslocamento de patela é uma importante causa de hemartrose e deve sempre ser pesquisado nos casos de trauma agudo do joelho. Essa lesão ocorre quando o joelho está dobrado e a perna sofre uma força de "rotação para fora". É mais comum em mulheres, na segunda década de vida.O indivíduo relata que a patela (rótula) deslocou "para fora", ou então pode falar que o restante do joelho deslocou "para dentro". Porém, geralmente, o deslocamento só é visualizado na hora em que ocorre, pois a redução (ou seja, a volta da patela para seu lugar normal) ocorre quando a pessoa estica a perna. Quando o médico examina o joelho, o paciente vai queixar dor e desconforto quando a patela é movimentada ou quando o joelho é dobrado.Existem várias formas de tratamento para essa lesão, incluindo imobilização imediata associada a exercícios para fortalecimento muscular, imobilização com gesso por 6 semanas seguida de reabilitação, cirurgia, etc. É importante que se faça um estudo da presença de possíveis fatores predisponentes. Se o deslocamento ocorrer novamente, é necessário fazer um realinhamento da patela.

Lesões de tendão muscular
A ruptura de tendões dos músculos da coxa e da patela pode resultar de uma contração muscular excêntrica, como ocorre, por exemplo, quando um atleta tropeça e tenta não cair.A ruptura do tendão do músculo quadríceps (músculo da coxa) ocorre mais freqüentemente após os 40 anos de idade. Geralmente, o tendão apresenta algumas alterações degenerativas, o que reforça a hipótese de que tendões normais não se rompem. Raramente, ocorre nos dois membros inferiores. A principal característica é que o paciente não consegue esticar a perna e, quando isso é tentado, observa-se a formação de um "buraco" logo acima da patela. O tratamento é cirúrgico.A ruptura do tendão da patela ocorre em indivíduos com menos de 40 anos de idade. O paciente não consegue esticar a perna, ativamente. A patela encontra-se deslocada para cima e pode-se sentir um defeito abaixo dela. O tratamento também é cirúrgico.
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sábado, 25 de abril de 2009

Apresento com grande satisfação uma série bem simples que acredito possa auxiliar no dia a dia do fisioterapeuta.
Trata de uma série auto-explicativa contendo uma série de informações de fácil entendimento e execução.
Como forma de auxiliar os fisioterapeutas no processo de entendimento de suas orientações na prática clínica.
Aqui o grande executor da reabilitação é o próprio paciente/cliente, onde ele é o responsável por sua integridade física.
Contando sempre com a ajuda de um profissional.

Mais sobre esta série: www.fisioterapiamanaus.com.br




quarta-feira, 22 de abril de 2009

A terapia Gênica

Terapia gênica, em seu termo mais amplo, significa o tratamento de doenças ou a correção de qualquer disfunção do organismo pela introdução de genes funcionais que substituam ou complementem aqueles defeituosos. Atualmente, o conceito de terapia gênica foi ampliado e inclui o tratamento de doenças infecciosas e do câncer. Nesses casos, a terapia tem como base a transferência de um pedaço do código genético do agente causador da doença para animais ou humanos. Aplicado por meio de injeção intramuscular, esse DNA, freqüentemente associado a um plasmídeo, cria condições para a produção da proteína antigênica pelas próprias células do indivíduo inoculado. Essa estratégia é hoje a maior esperança para o combate não só do câncer como das doenças infecciosas, para as quais ainda não se tem tratamento ou prevenção segura, como herpes, Aids, malária, hepatite, esquistossomose, dengue e a tuberculose.

A terapia gênica deverá ser indicada para

o tratamento de vários tipos de câncer: tumores cerebrais, câncer de mama, câncer colon-retal, melanoma malígno, neuroblastoma, câncer pulmonar, câncer de ovário, carcinoma de célula renal. A terapia gênica também deverá ser apropriada para a cura da diabetes e obesidade, produção de hormônios ,desenvolvimento de vacina contra o HIV e no tratamento de doenças neurológicas.

PERSPECTIVAS DA TERAPIA GENICA

As expectativas atuais indicam que a terapia gênica não se limitará somente a substituir ou corrigir genes defeituosos. Novas possibilidades terapêuticas dessa recente tecnologia estão sendo desenvolvidas, para permitir a liberação de proteínas que também controlem os níveis hormonais ou estimulem o sistema imunológico. A terapia gênica é a esperança de tratamento para um grande número de doenças até hoje consideradas incuráveis por métodos convencionais, que vão das hereditárias e degenerativas às diversas formas de câncer e doenças infecciosas.
O ano 2000 já começa com um marco histórico para a ciência. Foi apresentado a primeira versão do genoma humano _ um quebra-cabeça gigantesco, que vai identificar os 130 mil genes do nosso organismo e mostrar como estão combinadas as suas 3 bilhões de bases químicas. Sem sombra de dúvida, é um fecho de ouro para a ciência no século XX. Com esse verdadeiro manual do nosso código genético, fruto de anos e anos de pesquisa em genética e informática, poderemos começar a entender o que somos, por que cada um de nós é diferente de todos os outros e de que modo poderemos nos livrar de milhares de doenças genéticas, do câncer e de doenças infecciosas.
O genoma pronto abre um caminho novo e espetacular para a terapia gênica _ a pesquisa médica passa a ocorrer no nível das moléculas e genes. Computadores farão, com uma velocidade e precisão fantásticas, as análises, hoje impensáveis, dos genes e da estrutura de milhares de moléculas por eles codificadas. A terapia gênica será um recurso natural para curar muitas doenças, uma vez que os defeitos genéticos respondem por cerca de 20% da mortalidade infantil, 50% dos abortos e 80% dos casos de problemas mentais.
Não demorará muito tempo, para que cerca de 20 a 30 doenças hereditárias sejam decifradas pelo uso das informações do projeto genoma e muitas delas possam ser curadas pela terapia gênica. Essa lista deverá incluir diabete, hemofilia, mal de Alzheimer, fibrose cística, distrofia muscular, mal de Huntington, certas formas de anemia, obesidade hereditária, alguns tipos de câncer e parte dos distúrbios cardiovasculares. Além disso, certos tumores malígnos poderão ser controlados num estágio inicial, permitindo ao seu portador levar uma vida praticamente normal.

Texto retirado do ensaio de

Texto retirado do ensaio de Rafael Raiter
Site: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/TG110.htm

segunda-feira, 20 de abril de 2009


Júlio Pedrosa Da equipe de A CRÍTICA

Há quatro anos em Manaus, o fisioterapeuta Igor Simões Andrade, 33, criador da Bototerapia, prática terapêutica assistida por golfinhos de rio - como são conhecidos os botos-cor-de-rosa da Amazônia - aguarda a decisão sobre a implantação dos hotéis de selva na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé para viabilizar a implantação, no local, do projeto que oferece terapia para portadores de necessidades especiais.
Hoje, a bototerapia, segundo Igor, é oferecida apenas no Hotel Ariaú, no Município de Iranduba. A idéia do terapeuta é trazer o trabalho para uma área mais próxima de Manaus e treinar os moradores das comunidades da RDS para que possam atuar também na aplicação da técnica.
Segundo Igor, o trabalho hoje é realizado com pouco mais de 40 crianças de entidades filantrópicas, e a intenção é aumentar esse número. “Não é preciso grandes estruturas para fazer o trabalho. Uma das vantagens está no fato de a reserva estar mais próxima de Manaus (a uma distância aproximada de 25 quilômetros). Para que o trabalho seja feito, bastam apenas um flutuante, vigilância, combustível para deslocamento das embarcações e peixes para alimentar os botos”, explicou.
Segundo Igor, na RDS do Tupé existem inúmeras comunidades de botos, inclusive no igarapé do Tatu, onde existe a perspectiva de funcionamento de um hotel de selva flutuante. “A espécie ocorre geralmente nos canais principais e no encontro dos afluentes com grandes rios, como é o caso do Cuieras com Negro, e Tarumã com Negro, na praia do Tupé”, diz.
Meio ambiente
O especialista observa que o Projeto Bototerapia também tem finalidade ambiental, pois visa a proteção da espécie, que é vítima da caça predatória. “O boto hoje é vítima de uma matança silenciosa. Já existem até caçadores profissionais que matam o animal, picam a carne para utilizá-la como isca para a pesca da piracatinga, um peixe liso que tem toneladas exportadas para outros países”, relata.
Fonte: Jornal a crítica

segunda-feira, 6 de abril de 2009

"VENTILAR É PRECISO... MOBILIZAR, TAMBÉM É PRECISO!"

onte.:www.mobilida defuncional. blogspot. com

"VENTILAR É PRECISO... MOBILIZAR, TAMBÉM É PRECISO!"

Nos últimos anos houve um avanço muito importante dentro da fisioterapia em terapia intensiva, entretanto muito dos métodos utilizados ainda carece de comprovação científica. Assim, resolvi realizar um paralelo temporal entre duas importantes revisões críticas da atuação da fisioterapia em U.T.I a nível mundial, bem como apontar os novos direcionamentos propostos pela Task Force on Physiotherapy de 2008.
Percebe-se, que houve uma firmação do profsional fisioterapeuta dentro desta área tão restrita (UTI), antes visto apenas pelo manejo ventilatório do paciente, atualmente, o enfoque é outro, e mais importância vem sendo dada a mobilização precoce do paciente no leito, mesmo em ventilação mecânica.
Oito anos depois da Fisioterapeuta australiana K. Stiller (1) demonstrar, com um perfil critico, que apesar de compor a equipe multidisciplinar em terapia intensiva, a Fisioterapia não possuía comprovação científica de suas técnicas, a Task Force on Physiotherapy em acordo com European Respiratory Society e a European Society of Intensive Care Medicine, divulgou ainda no ano passado, uma análise sobre a nossa prática em terapia intensiva na atualidade. Oito anos depois, e o que mudou?
Não mudou muito, isso é certo, embora hoje existe uma firmação da presença do fisioterapeuta na unidade de terapia intensiva, os níveis de evidência ainda em sua grande maioria são C e D, ou seja, faltam estudos controlados e randomizados que embasem a nossa prática clínica.
Sensivelmente, nesses oito anos, a visão dos efeitos deletérios da imobilidade no leito ganharam evidência, e estão sendo mais discutidos, sendo que nesta última revisão ganhou um espaço notável2, e os aspectos referentes a mobilização precoce do paciente no leito que está sob ventilação mecânica deixou de ser um capítulo tímido e avança no sentido de ser o principal papel do fisioterapeuta em UTI.
Ainda existe uma necessidade urgente de novos estudos que devem ser realizados para justificar o papel da fisioterapia na UTI, e quatro grandes áreas foram apontadas (2): imobilidade no leito; terapia de higiene brônquica; terapia de expansão pulmonar e desmame ventilatório.

Parece existir, agora, uma outra grande diferença em termos de raciocínio:

-Estabelecimento mais preciso do diagnóstico Fisioterapêutico.
-Priorizar e definir as metas e parâmetros de tratamentos
-Substituição do uso de técnicas individuais por uma associação destas, envolvendo sobretudo os aspectos gravitacionais.
-Utilização de instrumentos validados de desempenho funcional
-Abordagem diferente para as diferentes condições clínicas ao invés de abordagens padronizadas.
-Necessidade de padronizar o processo de decisão clínica, bem como definir o perfil profissional dos fisioterapeutas na UTI.

Novas discussões que foram implementadas:

-Assegurar educação e informação ao paciente (nível D).
-Massagem como uma intervenção para ansiedade e promoção do sono (nível C).
-Terapêutica do toque em todos os tratamentos que fornecer (nível D).

Atenção especial:

-Distúrbios e complicações neuromusculares e musculosquelé tica, sendo a prevenção essencial.
-Aspectos emocionais e problemas de comunicação dos pacientes internados.

Problemas que foram identificados como alvos terapêuticos para fisioterapia:

-Fraqueza muscular
-Rigidez articular
-Retenção de secreções das vias aéreas
-Atelectasias
-Evitar a intubação e o fracasso do desmame

Como conclusão, percebe-se nesses oito anos, mais enfaticamente que outrora, que a fisioterapia pode melhorar os resultados e reduzir os riscos associados aos cuidados intensivos, bem como minimizar os custos, quando bem realizada. A falta de revisões sistemáticas para apoiar ou rejeitar fisioterapia foi reconhecido pela Task Force (2), uma vez que a maior parte das recomendações foram nível C e D. No entanto, segundo os autores, a prática em saúde baseada em evidências na UTI não é restrito as revisões e meta-análises, outras formas, incluindo peritos e provas fisiológicas, são igualmente válidas no termos de fornecer uma base para a prática e identificar áreas onde ainda é necessária maiores investigações.

REFERÊNCIAS

1. Stiller K. Physiotherapy in intensive care: towards an evidence-based practice. Chest. 2000;118(6): 1801-13. 

2. Gosselink R, Bott J, Johnson M, Dean E, Nava S, Norrenberg M, Schönhofer B, Stiller K, Leur H, Vincent J. Physiotherapy for adult patients with critical illness: recommendations of the European Respiratory Society and European Society of Intensive Care Medicine Task Force on Physiotherapy for Critically Ill Patients. Intensive Care Med. 2008; 34 (7); 1188-1199.

Rodrigo Queiroz
Fisioterapeuta Graduado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Depoimento - Rabdomiosarcoma

Por diversas vezes nos deparamos com condições típicas de nossa vida profissional que nos parecem intransponíveis.A inabilidade de lidar com determinadas situações, a morte iminente de nossos pacientes que por tanto tempo e mesmo que no anonimato, lutamos um pouco a sua luta, a morosidade infeliz da medicina e da saúde de uma forma geral e a incapacidade de entender que certas condições não dependem nem um pouco de nossos esforços pessoais ou profissionais.Mas, afinal trabalhar com oncologia é recheado de altos e baixos...E muitas vezes o que podemos fazer é estarmos presentes no fim e conscientes de que fizemos o máximo que poderíamos na determinada ocasião.Entretanto, creio sinceramente que chegará um dia em que saberemos um pouco mais sobre a oncologia, faremos mais por nossos pacientes e seremos muito, mas muito mais humildes em aceitar que para tudo na vida, existe um propósito.

Rabdomiosarcoma

Tipo de sarcoma de partes moles mais freqüente em crianças até 12 anos e em adolescentesaté 18, rabdomiossarcoma é o um tumor maligno que se desenvolve na musculaturaesquelética ou em tecidos fibrosos e pode afetar qualquer área do corpo.Cabeça e pescoço (inclusive o globo ocular), são as regiões mais comumente afetadas, assimcomo a bexiga e os testículos. Pode também ocorrer na parede abdominal, nos músculospeitorais ou membros superiores e inferiores.Há dois grupos principais de rabdomiossarcoma: o embrionário (cerca de 75% dos casos) e oalveolar. A incidência do tipo embrionário é maior em crianças de até 4 anos, enquanto que otipo alveolar surge igualmente em todas as faixas etárias, desde bebês, crianças, adolescentese adultos jovens.Trata-se de uma neoplasia muito agressiva e invasiva, com alta taxa de recidivas locais e demetástases disseminadas pela circulação sanguínea e/ou linfática, podendo alojar-se emórgãos como fígado, ossos, pulmões e cérebro.
Sinais e sintomas mais freqüentesGeralmente o rabdomiossarcoma desenvolve-se em regiões do corpo facilmente detectáveispelos pais da criança.Tumores pequenos, localizados nos músculos atrás do globo ocular, tornam o olho visivelmenteestufado. Na cavidade nasal, costumam provocar inchaço e sangramentos nasais recorrentes.Quando se desenvolve ao redor dos testículos, o tumor pode ser percebido durante o banho.Nos casos em que surge na bexiga ou partes do trato urinário, a dificuldade para expelir a urinageralmente provoca sangramentos visíveis na urina ou na fralda.Tumores nos braços, pernas ou no tronco de crianças mais velhas são mais difíceis deperceber, por se comportarem como ferimentos comuns, com sintomas de dor e inchaço local.

fontes:American Cancer SocietyCancerBACUP U.K.National Cancer Institute

quinta-feira, 26 de março de 2009

O contexto da fisioterapia em Manaus(parte III).

Parte III - Blog

Continuando, a segunda questão levantada no início do ensaio é muito mais difícil responder. E talvez quem sabe um dia poderei respondê-la.
Mas mesmo assim, abordaremos algumas questões relevantes. Não consigo compreender como nós fisioterapeutas, prestadores de serviço que somos, apresentamos tanta ineficiência no que concerne a publicidade e o marketing pessoal/profissional já que são condições inerentes a todo e qualquer profissional liberal, com eficiência comprovada mundialmente e desde sempre.
Uma boa apresentação individual, passando pela forma com que nos vestimos e como nos dirigimos aos nossos clientes e aos profissionais com que mantemos relação estreita por conta de nossas atividades profissionais , são primordiais e precisamos atentar para certos desvios de postura.
Comumente me deparo com situações no mínimo hilárias se não fossem sórdidas. A interação interpessoal é a chave para futuros contatos profissional. E precisamos lembrar que nossos clientes são exigentes quanto ao trabalho oferecido e por nós prestados. Da mesma forma os demais profissionais da área da saúde são exigentes quando o assunto é o cliente que necessita de nossos serviços, principalmente quando o sucesso de suas intervenções prévias depende da recuperação funcional plena do indivíduo.
Uma relação sólida construída com os nossos clientes, baseada no conhecimento científico-técnico e resultados satisfatórios são nossos cartões de visita.
Entretanto, seguindo a máxima de que a quem nunca aparece nada acontece, é preciso que mantenhamos estreito contato com os demais profissionais que encaminharam os clientes para os nossos serviços. Relatórios da evolução de nossos clientes expedidos por nós a cada reavaliação com o outro profissional é importantíssimo, uma vez que mostramos quem é o profissional que está na outra ponta da linha da mesma forma que ao promover a evolução dos clientes, a chance daquele profissional em acreditar em nossa intervenção cresce exponencialmente.
Outra consideração a ser feita é a constante necessidade de se fazer presente nos principais nichos freqüentados por semelhantes. Encontros científicos, palestras, congressos e curso de extensão promovidos em nossa cidade são excelentes veículos de divulgação de nossos trabalhos.
Participe sempre que possível de atividades inerentes a sua profissão. Promova cursos e palestras, visite as faculdades que ofereçam o curso de graduação de fisioterapia, não restrinja seu núcleo de convívio só porque é aluno desta ou de outra instituição. Publique e divulgue seus trabalhos em jornadas científicas promovidas por todas as instituições de Manaus.
Tenha sempre em mãos um currículo bem fundamentado e claro impresso e digital. O antigo cartão de visita ou de apresentação profissional também tem o seu valor. Converse interaja principalmente com aqueles profissionais que usualmente não fazem parte do seu convívio profissional.
E nunca, jamais, pare de produzir ou de divulgar o seu trabalho por conta de críticas. Estas sempre estarão presentes, mas somente para àqueles que se destacam e normalmente são instrumentos úteis para que possamos repensar uma melhor tática e uma abordagem mais eficiente.
Lembre-se que os fisioterapeutas mais ilustres de nossa profissão não são aqueles que estavam na hora certa e no lugar certo, mas que souberam aproveitar o momento para divulgar seus trabalhos seja científico, seja com suas performances profissionais.

Para acessar o texto na íntegra:

http://www.webartigos.com/articles/15641/1/o-contexto-atual-da-fisioterapia-em-manaus/1.html

segunda-feira, 16 de março de 2009

O contexto atual da fisioterapia em Manaus.(Parte I)

Semanalmente estarei postando este artigo composto por 3 partes. Espero que gostem...

Constantemente sou abordado por ex-alunos, alunos e colegas de trabalho acerca de duas questões fundamentais:

1.      Como está o mercado de trabalho em Manaus e o que fazer para ser inserido?

2.      O que fazer para alcançar o tão almejado sucesso?

       A primeira vista, a resposta parece simples e direta, entretanto, tão logo começamos aquele velho e batido discurso sobre a necessidade de atualização constante, do relevante papel da especialização e blábláblá... Deparamos-nos com questões muito mais complexas e a angústia e incerteza se faz presente no semblante destes interlocutores.

       Uma condição que normalmente é preterida em favor de tantas outras, é o fato de que a vida profissional se inicia invariavelmente durante a graduação.

       Os preceptores, professores, orientadores e coordenadores, normalmente são o elo de ligação mais consistente e próximo destes futuros profissionais com o mercado de trabalho; e as possibilidades são imensas...

       Certamente uma formação fomentada por ensaios clínicos, publicação de artigos científicos , monitorias entre outros durante a graduação, mostram uma base de formação sólida e madura, onde aos olhos dos docentes, vale investir neste acadêmico.

       Investir? Claro, ao orientar, supervisionar e ensinar, os docentes investem tempo e dedicação no processo de formação destes.

       Confesso, porém, que muitas vezes falhamos como instrumentos facilitadores no ingresso do futuro profissional no mercado de trabalho, na medida em que viramos as costas para um futuro e potencial competidor; na mesma proporção em que falha o acadêmico em aceitar passivamente o que lhe é oferecido.

       Cabe ao docente o reconhecimento de que a competição pelo mercado de trabalho é mais do que natural, é necessária e saudável para a concretização do profissionalismo da fisioterapia enquanto profissão. E a atualização constante, o profissionalismo e a ética são pilares que cerceiam as condutas destes também. Aos discentes cabe a persistência contínua, a cobrança responsável e a clareza de que conhecimento e experiência são bens inestimáveis.

       No que tange as especializações, existe um contra-senso no que se refere cursar as pós-graduações oferecidas por instituições locais versus cursar em outras regiões e em instituições bem conceituadas fora de Manaus. Ora, uma vez que a fisioterapia em Manaus se mostra em vertiginoso crescimento, e pela quantidade de bons docentes e profissionais presentes na cidade, é incompreensível que o futuro especialista prefira deslocar-se para outras regiões para cursar o mesmo que ele cursaria aqui em sua cidade.

       É uma forma mesmo que inconsciente, de corroborar com a antiga e provinciana idéia de que os profissionais de fora são superiores aos que exercem suas atividades aqui em Manaus. Isso não é verdade. A fisioterapia é uma só e há tempos o fluxo e migração constante de profissionais de outras regiões, embasou e garantiu uma posição satisfatória da fisioterapia enquanto profissão da saúde em Manaus.

       No entanto, entendo que a diversidade de experiência é válida e esta questão de cursar uma especialização em outros locais tem o seu valor.

       Uma boa saída, consiste em preferir cursar uma pós-graduação em outra instituição de Manaus que não aquela em que cursou a graduação. Vale a mesma linha de raciocínio, a diversidade de experiência e o contato com novos profissionais, docentes de outras instituições.

sábado, 14 de março de 2009

Um teste pode salvar pacientes em coma

 Recentemente, foi publicado na revista exame uma entrevista interessante com Bekinshtein, biólogo argentino phd em neurociência, que embora experimental, abre uma relevante possibilidade na deteção de consciência em pacientes inconscientes(coma).
       Afirma o autor que através de testes sistemáticos e simples é possível detectar respostas encefálicas nesse grupo de pacientes.
       A partir de estímulos com vários padrões sonoros, observaram desvios no eletroencefalograma condizentes com a atividade neural inscipiente.
       Para os profissionais que lidam com pacientes neste estado, principalmente em unidades intensivas, vale a pena aguardar mais estudos e ensaios clínicos desta monta, já que dispomos atualmente de avaliações pouco específicas e sensíveis, como a escala/exane de glasgow que cada vez mais tem se mostrado incapaz de uma real avaliação do estado de consciência destes pacientes.

Neural signature of the concious processing of auditory regularities,PNAS,2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009



Clínica de Reabilitação Funcional do Joelho
A 1º Clínica especializada em joelho de manaus
Apesar da existência de inúmeras clínicas de fisioterapia em Manaus, não dispomos atualmente de um serviço especializado em patologias do joelho. A carência por inovações técnico-científicas, a distante utopia da fisioterapia baseada em evidências e a falta de material humano qualificado, comprometem a qualidade da reabilitação cinético-funcional.
A fim de preencher esta lacuna, apresentamos a Clínica de Reabilitação Funcional do Joelho, empresa estruturada para a prestação de serviços em Fisioterapia, comprometida na busca incessante pela excelência na reinserção Biopsicosocial de seus clientes, surgimos com a proposta de constituir um centro de excelência em reabilitação de patologias do joelho.
Com o objetivo de conquistar um público exigente e procurando atender as expectativas de um mercado competitivo, buscaremos incessantemente atualizar métodos e condutas. Dentro de nossa proposta inicial, está a criação de um centro de estudos equipado com um sistema de computação e multimídia, onde serão documentados exames, avaliações ortopédicas e fisioterapêuticas a fim de construir um ambiente propício à pesquisa científica além da promoção de cursos de aprimoramento e reuniões científicas.
Como parte integrante do processo de reabilitação, atuaremos diretamente desde o período pré-operatório, passando pelo pós-operatório imediato até a alta do cliente. O contato íntimo com o cirurgião ortopedista é de fundamental importância principalmente nas avaliações e reavaliações, discussão de planos e estratégias do tratamento aumentando a possibilidade de êxito e melhora da qualidade de vida do cliente.
Missão.
1. Tornar-se um centro de referência e excelência na reabilitação de membros inferiores na cidade de Manaus.
2. Constituir uma sede para realização de ensaios clínicos e divulgação de conhecimento técnico-científico no Amazonas.

Objetivos:
1. Constituir uma equipe especializada no tratamento de patologias do joelho;2. Padronização no atendimento fisioterapêutico;3. Eficiência e qualidade no processo de Reabilitação;4. Elaboração de protocolos cinético-funcionais;5. Produção científica na área de Fisioterapia ortopédica;6. Fisioterapia baseada em evidências.7. Diminuir o tempo de recuperação funcional do cliente com qualidade e excelência profissional.
Contato:
Endereço da clínica:AV:Guaranás 19, QD 17, LT ETAPA 1; Cidade Nova I (Antiga Rua Tucuruy). Próximo ao Colégio Casimiro de AbreuCEP:69090-110E-Mail:
xavierdaniel@hotmail.comAgendamento de consultas:(92) 81260452 / (92)36417276Fax:(92) 36417276