O site da Fisioterapia em Manaus

Vídeo da clínica de reabilitação funcional de Manaus

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fisioterapia oncológica para a graduação


Prefácio

A vida humana é um bem precioso de valor inestimável. A saúde, um meio que permite que esta seja desenvolvida em sua total plenitude. Indissociáveis, juntas carregam uma idéia real de possibilidades e realizações.

O câncer é devastador! Não só para a pessoa objeto como para seus familiares. O sentido de plenitude imediatamente é perdido e os sonhos de realizações abandonados.

O paradigma câncer-morte, ainda incrustado em nossa prática médica atual, aos poucos vem sendo abandonado. Os avanços técnico-científicos de nossa era, por ora, jogam em nosso favor e garantem ao paciente oncológico uma esperança, mesmo que tênue, da tão almejada cura.
Neste contexto, a fisioterapia oncológica ganha espaço na medida em que garante a qualidade de vida e a dignidade ao portador da enfermidade oncológica.

A labuta por vezes é ingrata, mas os resultados sempre gloriosos. Fazer parte de um corpo de cuidadores que lidam diariamente com os conceitos tão peculiares à condição humana como os conceitos de vida e da morte, da esperança jamais abandonada e da superação constante, moldam nosso caráter e promove o crescimento pessoal e profissional.

À fisioterapia oncológica, cabe essencialmente, a tarefa de prevenir, manter e promover condições previamente perdidas, entretanto, nosso maior mérito consiste em garantir a dignidade do ser humano.

Este livro é dedicado inteiramente a todos àqueles guerreiros que lutam constantemente pela superação e pela vida, onde o embate ultrapassa nossas possibilidades de compreensão.
Aos pacientes oncológicos, meu mais sincero sentido de gratidão e apreço pelos ensinamentos diários e pela oportunidade de acompanhar suas lutas, decepções e histórias.

Daniel Xavier

domingo, 13 de dezembro de 2009

1º especialização em fisioterapia intensiva de Manaus


Especialização em Fisioterapia Intensiva - Manaus 2010
Apresentamos a 1º Especialização em Fisioterapia Intensiva de Manaus a ser realizada com início em Abril de 2010.
Compondo sua grade curricular temos 416h/aula de caráter teórico, 416 h/aula de caráter prático, a ser realizado dentro do ambiente hospitalar em UTI e 108h/aula de aulas aos sábados o que confere a esta especialização como sendo uma das mais completas na formação do fisioterapeuta intensivista.
Com a chancela da SOBRATI-Sociedade Brasielira de Terapia Intensiva, garantimos a confiabilidade e credenciais necessários para formarmos a primeira turma de especialistas em fisioterapia intensiva da região norte do país.

Nosso site: www.sobratimanaus.com.br

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ACISO - Abrigo Moacir Alves Manaus/AM




ACISO, segundo o Boletim do Exército, é uma das formas pelas qual a instituição militar presta assistência às comunidades carentes.

Na presente data, sob a coordenação da 12º Região Militar, o Abrigo Moacir Alves, entidade filantrópica que presta assistência à crianças deficientes da cidade de Manaus, foi contemplada por ações de cunho assistencial em saúde.


1º Ten Xavier, chefe do setor de fisioterapia do HGeM com o fisioterapeuta do AMA, Flaudemir


Como uma das maiores deficiências e necessidades da entidade é a reabilitação das crianças especiais, esteve presente na pessoa do 1º Ten Xavier, o serviço de fisioterapia do HGeM-Hospital Geral de Manaus.

A partir deste contato inicial, o exército brasileiro na pessoa do 1º Ten Xavier, Chefe do setor de fisioterapia do HGem, firmam convênio de prestação de serviços em fisioterapia neurofuncional.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Piso salarial do fisioterapeuta 2009

O presidente do CREFITO6, Dra. Ricardo Lotif Araújo esteve em Brasília durante esta semana para participar da Comissão de Assuntos Parlamentares do COFFITO, da qual é membro, e também acompanhar o andamento do Projeto de Lei nº 5393/2009, que dispõe sobre a criação de piso salarial nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional.

Este Projeto de Lei altera a Lei n.º 6.316, de 17 de dezembro de 1975, que “Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e dá outras providências”, para fixar o piso salarial do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional. O PL prevê o piso salarial de R$ 4.650,00 (quatro mil seiscentos e cinqüenta reais), a ser reajustado.

No dia 1º de julho, o PL foi distribuído para as seguintes Comissões: Seguridade Social e Família; Trabalho, Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação e também para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania. O Projeto está sujeito à apreciação conclusiva destas Comissões e iniciará tramitação na Comissão de Seguridade Social e Família.

“Estamos lutando com afinco para a melhoria salarial das categorias, gostaríamos que este piso fosse maior, porém ele é passível de reajustes. Assim temos que fortalecer nossos sindicatos e federações para lutarmos por melhorias cada vez mais significativas para a população ter o melhor atendimento possível e nós sermos remunerados condignamente” foi o que disse o Dr. Ricardo Lotif Araújo, presidente do CREFITO-6 e membro da CAP/COFFITO (Comissão de Assuntos Parlametares do COFFITO)

sábado, 31 de outubro de 2009

I CONGRESSO INTERNACIONAL DE FISIOTERAPIA DA AMAZÔNIA É com imensa satisfação que anunciamos o I CONGRESSO INTERNACIONAL DE FISIOTERAPIA DA AMAZÔNI

I CONGRESSO INTERNACIONAL DE FISIOTERAPIA DA AMAZÔNIA




É com imensa satisfação que anunciamos o I CONGRESSO INTERNACIONAL DE FISIOTERAPIA DA AMAZÔNIA, um evento único, como jamais realizado na Região Norte. Uma grande conquista da Fisioterapia.

Com os olhos do mundo voltados para a Amazônia, já era tempo de também a Fisioterapia atrair a atenção em prol de seu desenvolvimento e expansão em terras amazônicas. Com o estrondoso crescimento do número de profissionais e acadêmicos de Manaus e região, surgiu também a necessidade de se promover a união de todos por um único objetivo: fazer com que a profissão ganhe novo fôlego e se renove através da oportunidade de estar em contato com os grandes nomes da fisioterapia das diversas áreas sem ter que se deslocar para os grandes centros de outras regiões do país.

Ver congregados os mais renomados profissionais de outros Estados, que alavancam a Fisioterapia no Brasil, e também de outros Países, com competentes profissionais que lutam pela área na Região, é uma experiência que não se deve deixar passar em branco. É um grande acontecimento que deve ser presenciado por todos os amantes da área, para que a Fisioterapia cresça, tome forma e dê um grande salto para um caminho mais claro e preciso. Além disso, conquistamos para o Congresso apoios importantes, que podem fazer a diferença.

Evento científico de grande expressão, o Congresso cumprirá atualizar informações e novidades aos profissionais e acadêmicos, além de tratar a Fisioterapia em seus diversos campos de atuação e amplas abordagens, colaborando para que o fisioterapeuta tenha uma melhor direção a respeito da área que quer seguir.

Com um importante papel social e responsabilidade na reabilitação, conduzindo a esperança de muitas vidas, a Fisioterapia deve ser levada a sério em todos os seus níveis. Por isso a relevância do Congresso.

Manaus irá sediar a I edição do evento, que ocorrerá nos amplos e imponentes salões do Tropical Hotel, em meio às belezas naturais da Amazônia. Esperamos poder contar com o apoio e a presença em massa de todos os profissionais e acadêmicos a fim de que o sonho deixe de ser apenas sonho. A Fisioterapia não pode e nem deve mais ser apenas uma sombra de outras profissões, aparecendo apenas em eventos menores com pequenos espaços dedicados a ela. Não se deve negligenciar a Fisioterapia, nem renegá-la a um segundo plano. Queiram ser grandes. A realidade é o que se pode construir no momento em que as oportunidades aparecem.

Nós todos nos veremos lá: de 14 a 17 de julho de 2010 em uma união que pode romper barreiras. A Região Norte estava há algum tempo merecendo. Afinal, todos trabalhamos arduamente para sermos reconhecidos.

Apresentem seus trabalhos, mostrem sua força, compareçam!!!
Inscrição: www.fisioterapiamanaus2010.com.br

domingo, 25 de outubro de 2009

O contexto atual da fisioterapia em Manaus.

O contexto atual da fisioterapia em Manaus.

Constantemente sou abordado por ex-alunos, alunos e colegas de trabalho acerca de duas questões fundamentais:

  1. Como está o mercado de trabalho em Manaus e o que fazer para ser inserido?
  2. O que fazer para alcançar o tão almejado sucesso?

A primeira vista, a resposta parece simples e direta, entretanto, tão logo começamos aquele velho e batido discurso sobre a necessidade de atualização constante, do relevante papel da especialização e blábláblá... Deparamos-nos com questões muito mais complexas e a angústia e incerteza se faz presente no semblante destes interlocutores.

Uma condição que normalmente é preterida em favor de tantas outras, é o fato de que a vida profissional se inicia invariavelmente durante a graduação.

Os preceptores, professores, orientadores e coordenadores, normalmente são o elo de ligação mais consistente e próximo destes futuros profissionais com o mercado de trabalho; e as possibilidades são imensas...


Texto redigido na íntegra: http://www.webartigos.com/articles/15641/1/o-contexto-atual-da-fisioterapia-em-manaus/pagina1.html

Autor: Daniel Xavier

domingo, 18 de outubro de 2009

A importância da fisioterapia oncológica

A importância da fisioterapia oncológica

Desde alguns anos que há uma grande preocupação de todas as equipas multidisciplinares, médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas, no tratamento e acompanhamento do doente oncológico. Graças à investigação cientifica e investimento feito nesta área, e campanhas de sensibilização para o diagnostico precoce, que toda a abordagem no tratamento do doente oncológico é bem diferente daquela que se fazia há uns anos atrás.

As abordagens cirúrgicas são essencialmente conservadoras e as terapias adjuvantes cada vez mais direccionadas ao tipo de tumor, sendo que a sobrevida e qualidade de vida dos doentes é mais longa e eficaz.

Mesmo assim, por vezes o doente percorre um caminho longo e doloroso. A cura é em muitos casos total e noutros a sobrevida bem maior.

A Fisioterapia oncológica tem cada vez mais um papel fundamental e oportuno.

A actuação do fisioterapeuta começa logo quando o doente é encaminhado pelo médico na fase pré-operatória, podendo e devendo prevenir uma série de complicações pela sua actuação:

  • Melhorando as capacidades ventilatorias
  • Ensino da tosse
  • Cuidados a ter e conselhos de higiene
  • Alivio da dor, corrigindo posturas e aconselhando posturas.

Tendo o fisioterapeuta conhecimentos profundos das patologias oncológicas e sabendo as limitações hematológicas que advêm dos tratamentos de quimioterapia, avalia e estabelece um plano de tratamento e seguimento do doente ao longo do seu percurso de tratamento, incidindo a sua actuação nos seguintes problemas:

  • Alterações funcionais e articulares, com exercícios activos e dinâmicos, para ganhar o mais breve possível todas as amplitudes articulares
  • Nas alterações musculares e tendinosas, com massagem e técnicas de relaxamento
  • Nas retracções cicatriciais, com abordagens especificas para cicatrizes, fibroses e retracções
  • Nas alterações respiratórias e posturais, com cinesioterápia respiratória
  • No alivio da Dor
  • Nas alterações vasculares e neurológicas
  • No aconselhamento nos cuidados a ter
  • Na prevenção e tratamento do Edema linfático, com drenagem linfática manual e uso de posturas facilitadores do retorno linfático, bandas multi-camadas e contenção elástica
  • No treino de equilíbrio e Marcha
  • Nas orientações a dar aos familiares nos cuidados a ter.

A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao doente a necessidade de retomar as suas actividades diárias, dando-lhe confiança e certezas quanto ao futuro.

Esta é uma pequena amostra do que o fisioterapeuta pode fazer para minimizar e ajudar o doente oncológico.

Autor:Conceição ·
http://www.asuafisioterapeuta.com/2008/a-importancia-da-fisioterapia-oncologica/

sábado, 29 de agosto de 2009

Fisioterapia intensiva


Pesquisa realizada pelo Serviço de Fisioterapia do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP mostra que as sessões de fisioterapia reduzem em até 40% o tempo de permanência do paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando aplicadas sem interrupções, ou seja, 24 horas por dia. O estudo avaliou 500 pacientes, num período de seis meses.

Segundo a professora Clarice Tanaka, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FM, responsável pela pesquisa, "a redução de complicações com melhora significativa do paciente deve-se ao tratamento noturno". Nos primeiros três meses, as atividades do fisioterapeuta levaram 12 horas e a média de internação do paciente na UTI foi de dez dias. Nos três meses seguintes, o atendimento foi de 24 horas e a média de permanência do paciente caiu para seis dias.

O procedimento garante a "limpeza" contínua dos pulmões, permite a extubação (retirada do tubo traqueal) no período noturno, reduz a agressão mecânica e propicia recuperação pulmonar mais rápida do paciente. O estudo apontou ainda que sem o trabalho intensivo dos profissionais, 24 horas por dia, aumenta o risco de piora do quadro respiratório do paciente, obrigando a sua reintubação, com possibilidades de contrair pneumonia, pelo uso da ventilação mecânica.

Qualidade de Vida
A pesquisa aponta que a expansão dos serviços reduz o sofrimento dos pacientes, permite a liberação mais rápida e segura dos leitos, com o conseqüente aumento do número de vagas disponíveis. Também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e propicia economia de recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo.

A partir dos resultados da pesquisa, o HC tem implementado gradativamente a fisioterapia integral em outras UTIs, com a criação de turnos extras à noite, de modo a garantir melhor qualidade de vida ao paciente e familiar. Ao mesmo tempo, o Instituto Central está implantando uma Unidade de Atendimento Ambulatorial em Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional , alta complexidade.

Com seis consultórios, três boxes individuais, três salas de atendimento para fisioterapia em grupo, recepção e sala de espera, distribuídos em 438,60 metros quadrados, a nova unidade terá capacidade para 6.000 atendimentos de alta complexidade por mês. Também será equipada com modernos instrumentos de avaliação funcional do movimento como eletromiógrafo, plataforma de força e um sistema especializado de câmeras.

"O atendimento ambulatorial é essencial porque garante a continuidade do tratamento e previne disfunções e seqüelas em pacientes com distúrbios neurológicos, músculo-esqueléticos e respiratórios", enfatiza Clarice Tanaka. "As sessões podem evitar a limitação funcional de movimentos que, na maioria das vezes, afasta o indivíduo do convívio social".

(Com informações do Centro de Comunicação Institucional do Instituto Central do HCFMUSP)

sábado, 8 de agosto de 2009

Atendimento domiciliar - Clínica ORTOCLINFI


Nossa clínica, uma das pioneiras na prestação de serviços em fisioterapia domiciliar em Manaus, dispõe de uma equipe integrada e equipamentos para um atendimento com qualidade e profissionalismo na cidade de Manaus.


A facilidade de receber o tratamento fisioterapêutico em domicílio, além do acompanhamento do atendimento e a evolução do cliente, garantem uma maior interação entre o fisioterapeuta e os familiares.
Dispomos da possibilidade do atendimento à pacientes neurológicos tanto adultos quantos infantis, além do cuidado ao idoso à preços acessíveis e pacotes para os atendimentos.

Conhecendo a fisioterapia domiciliar

A Fisioterapia Domiciliar ou, popularmente conhecida como Fisioterapia Home Care, é a modalidade dessa profissão que prevê o atendimento do paciente em sua própria residência.. A grande vantagem desse tipo de abordagem em relação à internação prolongada, atendimentos ambulatoriais intermináveis, ou mesmo à estada ad eternum de idosos, doentes crônicos e terminais em casas de repouso e hospitais de retaguarda, são as condições propícias à recuperação física e psíquica proporcionadas pela proximidade de um ambiente familiar, bem como pelo contato afetivo de parentes e amigos.

Um dos objetivos da fisioterapia na reabilitação de pacientes portadores de doenças neurológicas crônicas é alcançar maior grau de independência. A motivação do paciente e a aceitação no que diz respeito às alterações do seu estilo de vida são fatores relevantes para o sucesso da reabilitação .
O profissional precisa inicialmente dominar a capacidade de se comunicar e angariar a confiança e, assim, a cooperação do paciente. Sua conduta não deve ser restrita ao protocolo de tratamento, mas também a boa avaliação, monitorização do progresso e orientação aos parentes nos cuidados e na convivência com o doente.



Contato:
xavierdaniel@hotmail.com

www.fisioterapiamanaus.com.br

VI Congresso Amazônico de ortopedia e traumatologia e XI Jornada de ortopedia e fisioterapia da região norte

Assista a apresentação da palestra proferida por Daniel Xavier na VI Congresso Amazônico de ortopedia e traumatologia e XI Jornada de ortopedia e fisioterapia da região norte realizado nesta semana em Manaus.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A extensão ativa precoce após a reconstrução do ligamento cruzado anterior não resulta no aumento da frouxidão do joelho

A ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma lesão comum tanto durante os esportes como em atividades nas horas de lazer.


Um protocolo de reabilitação pós-operatória bem planejado é importante para o resultado final após a reconstrução do LCA bem como a própria cirurgia. Movimento articular precoce é também benéfico quando feito para prevenir a contração capsular e reduzir o inchaço e a dor. A imobilização pós-operatória do joelho pode contribuir para a limitação da amplitude de movimento (ADM), hipotrofia muscular e função inferior do joelho. O protocolo de reabilitação objetiva restaurar a ADM, força, coordenação e a função completa o mais precoce possível, sem danificar o enxerto.


Para nosso conhecimento, não existem estudos randomizados com um seguimento adequado os quais usaram um método exato de técnica de mensuração como a análise radiostereométrica (RSA) para estudar a influência da extensão imediata e ativa na lassidão antero-posterior do joelho (lassidão A-P), após a reconstrução do LCA apesar dos muitos programas de reabilitação, incluindo extensão total precoce ativa e/ou passiva após a reconstrução do LCA.


Em 1990, Shelbourne e Nitz apresentaram seus protocolos acelerado de reabilitação pós-operatória após LCA, no qual eles permitiam a imediata extensão ativa total do joelho e enfatizaram a reabilitação agressiva precoce. Em 1995, Shelbourne et al. apresentaram 2-6 anos de seguimento após a reconstrução do LCA com enxerto do tendão patelar autógeno e participação no programa de reabilitação acelerado. Três anos depois Munetta e colaboradores apresentaram o resultado após a reconstrução do LCA, com múltiplos feixes do tendão semitendíneo, no qual eles enfatizaram a reabilitação agressiva precoce.


Diversos estudos compararam o efeito da cadeia cinética aberta (CCA) e cadeia cinética fechada (CCF) e a maioria dos protocolos de reabilitação pós-operatória utilizados hoje incluem a combinação de ambos os métodos. Entretanto, somente alguns estudos dirigiram-se à questão de se a extensão precoce ativa e passiva imediatamente após a RLCA afeta a lassidão A-P do joelho.


Acredita-se também que existem dois períodos pós-operatórios durante o qual o enxerto do LCA e suas fixações estão mais vulneráveis. O primeiro período inicia imediatamente após a reconstrução, enquanto o segundo inicia quando o enxerto torna-se fraco devido à revitalização do enxerto, até que alcance seu ponto mais fraco, aproximadamente 12 semanas após a reconstrução.


Nosso objetivo era de estudar se permitindo a extensão ativa e passiva, imediatamente após a reconstrução do LCA poderia aumentar a lassidão A-P pós-operatória e conduzir subseqüentemente a um resultado clinico inferior.


Nossas hipóteses eram que permitindo a extensão ativa e passiva, sem nenhuma restrição, imediatamente após a reconstrução do LCA não teria efeitos negativos na lassidão A-P, produzindo resultados clínicos similares até 2 anos após a operação.

www.webtvinterativa.com/rrevista/rr131206b.do

domingo, 26 de julho de 2009

A Fisioterapia brasileira


Recentemente ao ler uma entrevista que citava com propriedade inúmeros desportistas e médicos do Brasil, deparei-me com uma situação no mínimo inusitada.

Uma afirmativa entre estas sumidades era consensual: “ A fisioterapia brasileira é uma das melhores do mundo”.

Não havia até o presente momento pensado nesta situação, afinal que diferença faria ser o Brasil o local onde a fisioterapia é realizada com maior propriedade no mundo?

Poderia de fato, ter sido uma afirmação a esmo e falada por grandes nacionalistas sem qualquer teor ou embasamento teórico-científico.

Mas cá entre nós, em nosso país nos degladiamos com outras profissões em busca do espaço há muito alcançado. Lutamos constantemente para embasar nossa terapêutica. Lidamos diariamente com a descrença e por muitas vezes o escárnio de alguns colegas da área da saúde. Seja em qualquer área onde a fisioterapia se faça presente, sempre parece haver uma barreira intransponível diante de nossos olhos.

Entretanto, diante destas dificuldades inerentes ao dia-a-dia de nossa profissão, nos tornamos mais fortes, mais profissionais e quem sabe mais coesos enquanto entidade ou classe.

Diferente de outros países onde a fisioterapia é um curso técnico e coadjuvante ao atendimento médico, aqui gozamos de autonomia plena para exercermos nossas profissões.

Ao longo dos anos, temos alcançado vitórias que nos garantem certa credibilidade junto a mídia nacional e internacional. A nossa parca tecnologia nos forçou sobremaneira a encontrar formas variadas de lidar com problemas rotineiros seja pela falta de material ou pela falta de capacitação.


Sim, de fato nos tornamos mais fortes e maduros enquanto profissão.

Dentro da fisioterapia desportiva nos tornamos sumidades. Reabilitamos com qualidade e propriedade. Na fisioterapia intensiva, demonstramos através de nossa capacitação que imperioso é o fato de termos um espaço cada dia mais relevante na recuperação dos enfermos mais graves. Na fisioterapia oncológica, prática extremamente recente, a busca pela qualidade de vida nos torna eminentes.

Concluindo, pouco na verdade importa se somos de fato a melhor fisioterapia do mundo, isto é irrelevante. O que realmente interessa é o quanto somos imprescindíveis para o nosso cliente, suas história e sua consideração pelos nossos feitos.

Que não percamos nossa constante capacidade de adaptação às dificuldades a nós apresentada, que não deixemos de lado nosso ideal de nos fazermos presentes em toda e qualquer área da saúde. Que não percamos jamais nossa terna humildade de saber que o caminho a ser percorrido é duro e que exige de cada um de nós, fisioterapeutas, a excelência e o profissionalismo extremos.


Daniel Xavier

Mestre em fisioterapia neuromuscular

Mestre em fisioterapia intensiva

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Clínica de reabilitação funcional do joelho -manaus


Inauguramos neste sábado um novo conceito em reabilitação na cidade de manaus. Apesar da existência de inúmeras clínicas de fisioterapia em manaus, não dispomos atualmente de um serviço especializado em patologias do joelho. A carência por inovações técnico-científicas, a distante utopia da fisioterapia baseada em evidências e a falta de material humano qualificado, comprometem a qualidade da reabilitação cinético-funcional.

Como parte integrante do processo de reabilitação, atuaremos diretamente desde o período pré-operatório, passando pelo pós-operatório imediato até a alta do cliente. O contato íntimo com o cirurgião ortopedista é de fundamental importância principalmente nas avaliações e reavaliações, discussão de planos e estratégias do tratamento aumentando a possibilidade de êxito e melhora da qualidade de vida do cliente.

Localização:

Endereço da clínica:AV:Guaranás 19, QD 17, LT ETAPA 1; Cidade Nova I (Antiga Rua Tucuruy).
Próximo ao Colégio Casimiro de Abreu
CEP:69090-110
E-Mail:xavierdaniel@hotmail.com
Agendamento de consultas:(92) 81260452 / (92)36417276

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Protocolo acelerado pós-meniscectomia parcial de joelho

O protocolo para reabilitação de joelho utilizado como base para o tratamento dos casos clínicos caso apresentava as seguintes fases:
FASE 1: fase imediata após cirurgia.Objetivos: Redução de edema e derrame articular; redução processo álgico (analgesia); melhora ADM articular femuro-tibial/femuro-patelar; extensão completa; fortalecimento de grupos musculares adjacentes ao joelho (talo crural/coxo femural); flexibilidade.
FASE 2: fase de proteção primaria deambulação. Objetivos: reduzir dor e edema, reestabeler movimento articular do joelho, fortalecer grupos musculares mono e bi-articulares da articulação do joelho e articulações adjacentes, flexibilidade e progressão para apoio total de peso sem muletas.
FASE 3: fase de proteção moderada, fortalecimento da musculatura de membro inferior (exercícios em cadeia cinética fechada e inicio do treinamento proprioceptivo).
FASE 4: fase de fortalecimento muscular, progredir para corrida em esteira, pista ou rua, avaliação de sintomas e retorno às atividades esportivas sem contato, inícios de exercícios pliométricos.
FASE 5: fase de atividade livre e continuar fortalecendo a musculatura do membro inferior, iniciar treino de agilidade, iniciar nível básico de treinamento de técnicas especificam do esporte (avaliação do sintoma e retorno às atividades esportivas
de contato).
FASE 6: Preparação para alta fisioterapêutica Objetivos: Total independência funcional, Liberação para retomada às atividades esportivas, treino de habilidades específicas, agilidade, endurance e alta fisioterapeutica.
Tabela 1 – Protocolo sugerido e dividido em 6 fases.
As sessões de fisioterapia tiveram a duração de 1 hora e trinta minutos diariamente, 5 vezes por semana, excetuando-se os fins de semana e feriados.
No primeiro dia de liberação para a fisioterapia assim como ao final do terceiro mês de reabilitação aplicamos um questionário desenvolvido em Cincinatti (EUA) por Noyes e colaboradores (ANEXO 1), que atribui notas a diversos itens relacionados à dor, falseio e capacidade de deslocamento, como parâmetro comparativo quantificando e qualificando a progressão da reabilitação dos pacientes pós meniscectomia.


Autor: Daniel Xavier
http://www.webartigos.com/articles/14545/1/intervencao-e-evolucao-de-militares-da12-regiao-militar-submetidos-a-meniscectomia-parcial-a-realidade-vivenciada-no-hospital-geral-do-exercito-de-manaus-hgem/pagina1.html

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Acupuntura "falsa" supera medicina comum em teste

Hoje recebi um e-mail(lazarojt@terra.com.br) no mínimo intrigante...
A partir de uma publicação recente do Arquivos de Medicina Interna, um dos melhores periódicos mundiais (fator de impacto = 8,391).

O maior estudo clínico estudando acupuntura para tratar dores nas costas (638 indivíduos) encontrou resultados semelhantes ao comparar acupuntura com acupuntura placebo. Mas o espantoso e mais interessante é que, ambos, tiveram resultados superiores ao "tratamento convencional" (medicação+orientação+fisioterapia).

Posto no Blog o artigo integral e que poderá ser encontrado na página: http://www.prontuariodenoticias.com.br/noticias.asp?secao=PE&id=5762

Um estudo que avaliou a eficácia da acupuntura para tratamento de dor nas costas concluiu que ela não consegue ser melhor do que uma forma falsa desse tratamento, na qual as pessoas são submetidas apenas a picadas superficiais em pontos aleatórios do corpo.
O trabalho, porém, trouxe uma revelação surpreendente: as duas formas de acupuntura, a verdadeira e a simulada, parecem ser mais eficazes do que o "atendimento usual" que pacientes de lombalgia costumam receber.
Os resultados do teste clínico estão na edição de ontem da revista "Archives of Internal Medicine", da Associação Médica Americana. Com 638 voluntários, é um dos maiores ensaios já feitos para testar se a acupuntura funciona para valer.
Para avaliar a eficácia de um remédio que vem na forma de comprimidos, o que médicos fazem é comparar seu efeito ao de um placebo --uma pílula de farinha sem nenhuma substância relevante. O problema da acupuntura é que é difícil alguém fingir que está aplicando agulhas num paciente sem que ele perceba que não está sendo espetado.
Só nos últimos anos é que cientistas têm usado a acupuntura simulada --um tipo de "agulha placebo"-- para isso.No estudo publicado ontem, Daniel Cherkin, do Centro para Estudos da Saúde, de Seattle (EUA), e seus coautores explicam como é essa estratégia."Desenvolvemos uma técnica de acupuntura simulada usando um palito de dentes no tubo de suporte da agulha, que se mostrou capaz de passar por acupuntura com credibilidade em pacientes de lombalgia sem experiência de tratamento com acupuntura", escrevem Cherkin e colegas. "O acupunturista pressiona o palito gentilmente, torcendo-o um pouco para simular uma agulha de acupuntura se agarrando à pele."Para distanciar o tratamento ainda mais da acupuntura real, os cientistas aplicaram o palito de dentes em pontos longe das regiões tidas como corretas por acupunturistas profissionais.Ninguém percebeu a diferença e, surpresa ou não, o palito de dentes teve a mesma eficácia da agulha verdadeira.
Mas susto maior veio quando os dados sobre "atendimento usual" aos pacientes entraram na conta.Após oito semanas, 60% dos pacientes sob acupuntura real ou simulada tiveram certa melhora, mas só 39% dos outros voluntários relataram progresso. Estes últimos, porém, não passaram por nenhum "atendimento relacionado ao estudo", só pelo tratamento que o médico de cada um indicava ("em geral remédios, cuidados primários e idas à fisioterapia").Se, por um lado, a acupuntura real não se saiu melhor do que palitos de dentes, por outro, o teste sugere que autoridades de saúde pública deem um passo atrás para saber o que o "atendimento usual" tem reservado a quem tem lombalgia.

Fonte : Folha On Line

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fortalecimento dos músculos pode substituir cirurgia nos joelhos



Pesquisadores analisaram recuperação após substituição do joelho.Resultados saíram no periódico Arthritis Care and Research.
Um novo estudo sugere que um programa cuidadosamente focado de fortalecimento muscular pode fazer uma importante diferença em como os pacientes se recuperam de uma cirurgia de substituição de joelho.
Pacientes que se submeteram a seis semanas de fortalecimento muscular progressivo focado no quadríceps se saíram muito melhor que pacientes que receberam o tratamento convencional. O estudo aparece na edição de fevereiro da publicação "Arthritis Care & Research".
De acordo com o estudo, quase 500 mil substituições de joelho são realizadas anualmente nos Estados Unidos. Enquanto os procedimentos reduzem a dor e devolvem grande parte da mobilidade, os pacientes muitas vezes relatam que ainda enfrentam problemas com movimentos como andar e escalar.
Para o estudo, mais de 200 pacientes foram divididos em três grupos e receberam diferentes tratamentos por cerca de quatro semanas após a cirurgia.
Um grupo recebeu tratamento convencional, incluindo reabilitação interna e fisioterapia. Outro recebeu o fortalecimento de quadríceps. O terceiro recebeu o fortalecimento de quadríceps, combinado com estímulos elétricos para contrair os músculos.
Enquanto os estímulos elétricos não pareceram fazer diferença, disseram os pesquisadores, o fortalecimento muscular aparentemente trouxe os pacientes de volta a um nível de funcionamento quase normal para sua idade.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A História e a Evolução da Fisioterapia Oncológica

A História e a Evolução da Fisioterapia Oncológica

Os avanços tecnológicos associado à melhor prestação de serviços em oncologia aumentaram significativamente as taxas de sobrevida de pacientes acometidos por esta terrível patologia.

Em todos estes pacientes, o câncer e sua intervenção terapêutica necessária muitas vezes produzem significativa perda funcional permanente ou a longo prazo, requerendo reabilitação para retorno do indivíduo à independência funcional e para melhorar a sua qualidade de vida.

Artigo na íntegra: http://www.webartigos.com/articles/17226/1/a-historia-e-a-evolucao-da-fisioterapia-oncologica/1.html

sábado, 25 de abril de 2009

Apresento com grande satisfação uma série bem simples que acredito possa auxiliar no dia a dia do fisioterapeuta.
Trata de uma série auto-explicativa contendo uma série de informações de fácil entendimento e execução.
Como forma de auxiliar os fisioterapeutas no processo de entendimento de suas orientações na prática clínica.
Aqui o grande executor da reabilitação é o próprio paciente/cliente, onde ele é o responsável por sua integridade física.
Contando sempre com a ajuda de um profissional.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

A terapia Gênica

Terapia gênica, em seu termo mais amplo, significa o tratamento de doenças ou a correção de qualquer disfunção do organismo pela introdução de genes funcionais que substituam ou complementem aqueles defeituosos. Atualmente, o conceito de terapia gênica foi ampliado e inclui o tratamento de doenças infecciosas e do câncer. Nesses casos, a terapia tem como base a transferência de um pedaço do código genético do agente causador da doença para animais ou humanos. Aplicado por meio de injeção intramuscular, esse DNA, freqüentemente associado a um plasmídeo, cria condições para a produção da proteína antigênica pelas próprias células do indivíduo inoculado. Essa estratégia é hoje a maior esperança para o combate não só do câncer como das doenças infecciosas, para as quais ainda não se tem tratamento ou prevenção segura, como herpes, Aids, malária, hepatite, esquistossomose, dengue e a tuberculose.

A terapia gênica deverá ser indicada para

o tratamento de vários tipos de câncer: tumores cerebrais, câncer de mama, câncer colon-retal, melanoma malígno, neuroblastoma, câncer pulmonar, câncer de ovário, carcinoma de célula renal. A terapia gênica também deverá ser apropriada para a cura da diabetes e obesidade, produção de hormônios ,desenvolvimento de vacina contra o HIV e no tratamento de doenças neurológicas.

PERSPECTIVAS DA TERAPIA GENICA

As expectativas atuais indicam que a terapia gênica não se limitará somente a substituir ou corrigir genes defeituosos. Novas possibilidades terapêuticas dessa recente tecnologia estão sendo desenvolvidas, para permitir a liberação de proteínas que também controlem os níveis hormonais ou estimulem o sistema imunológico. A terapia gênica é a esperança de tratamento para um grande número de doenças até hoje consideradas incuráveis por métodos convencionais, que vão das hereditárias e degenerativas às diversas formas de câncer e doenças infecciosas.
O ano 2000 já começa com um marco histórico para a ciência. Foi apresentado a primeira versão do genoma humano _ um quebra-cabeça gigantesco, que vai identificar os 130 mil genes do nosso organismo e mostrar como estão combinadas as suas 3 bilhões de bases químicas. Sem sombra de dúvida, é um fecho de ouro para a ciência no século XX. Com esse verdadeiro manual do nosso código genético, fruto de anos e anos de pesquisa em genética e informática, poderemos começar a entender o que somos, por que cada um de nós é diferente de todos os outros e de que modo poderemos nos livrar de milhares de doenças genéticas, do câncer e de doenças infecciosas.
O genoma pronto abre um caminho novo e espetacular para a terapia gênica _ a pesquisa médica passa a ocorrer no nível das moléculas e genes. Computadores farão, com uma velocidade e precisão fantásticas, as análises, hoje impensáveis, dos genes e da estrutura de milhares de moléculas por eles codificadas. A terapia gênica será um recurso natural para curar muitas doenças, uma vez que os defeitos genéticos respondem por cerca de 20% da mortalidade infantil, 50% dos abortos e 80% dos casos de problemas mentais.
Não demorará muito tempo, para que cerca de 20 a 30 doenças hereditárias sejam decifradas pelo uso das informações do projeto genoma e muitas delas possam ser curadas pela terapia gênica. Essa lista deverá incluir diabete, hemofilia, mal de Alzheimer, fibrose cística, distrofia muscular, mal de Huntington, certas formas de anemia, obesidade hereditária, alguns tipos de câncer e parte dos distúrbios cardiovasculares. Além disso, certos tumores malígnos poderão ser controlados num estágio inicial, permitindo ao seu portador levar uma vida praticamente normal.

Texto retirado do ensaio de

Texto retirado do ensaio de Rafael Raiter
Site: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/TG110.htm

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Palel da fisioterapia no combate à dor oncológica(parteI)

Comumente, na presença de dor oncológica, os pacientes reduzem a sua movimentação e sua atividade física como um todo, ocasionando um comprometimento gradual do condicionamento físico, da força muscular, da flexibilidade e da capacidade aeróbica, fatores esses que com freqüência levam o paciente à chamada síndrome da imobilização, a qual compromete a coordenação motora, reduz a amplitude de movimento articular e acarreta retrações tendíneas.

Assim como no pós-operatório, a cinesioterapia se torna um recurso de grande valia, visto que auxilia na restauração e na melhora do desempenho funcional dos segmentos acometidos, desenvolvendo propriocepção, o movimento, a força e o trofismo muscular, prevenindo a imobilidade no leito e devolvendo a amplitude de movimento articular

(Sampaio et al,1999).

Estimulação nervosa elétrica transcutânea - (TENS) e outros recursos eletroterapêuticos.

Segundo a Associação Internacional de cuidados paliativos e hospitalares, 2003(IAHPC) dentre as intervenções fisioterapêuticas para a dor, a eletroterapia traz rápidos resultados; todavia, o alívio é variável entre os pacientes. No entanto, não é possível tratar a dor oncológica apenas com a utilização de corrente analgésica, mas, de acordo com estudos, pode se diminuir de maneira significativa o uso de analgésicos e seus efeitos colaterais.

Outro estudo, utilizando TENS (Estimulação Elétrica Transcutânea), verificou que o uso desta corrente diminui em até 47% o uso de morfina comparado com o TENS placebo (não ligada), ocorrendo também diminuição da percepção da dor através da Escala Análoga Visual, associada à incidência de náuseas e prurido de forma significativa (HAMZA,1999).

O que determina a percepção individual de um estímulo doloroso é a "abertura" ou "fechamento" da comporta a esses estímulos. Como a condução elétrica da TENS ocorre através das grandes fibras mielínicas, as quais são altamente sensíveis à estimulação elétrica e de condução rápida, levando rapidamente a mensagem até a medula espinhal, o TENS pode propiciar um mecanismo que mantenha o portão fechado a esses estímulos. O mecanismo pelo qual é impedido esse trânsito ocorre através das fibras nociceptivas (condutoras de dor).

De acordo com Sampaio e colaboradores, quanto mais próximo da área afetada se puder aplicar a TENS, maior será a chance de inibir os estímulos nocivos. Esse processo de redução ou minimização da transmissão da dor é conhecido como neuromodulação. Portanto, esta corrente pode ser utilizada com segurança em pacientes oncológicos, todavia deverá ser aplicada onde a sensibilidade tátil estiver preservada e a pele estiver íntegra.

A estimulação elétrica é alcançada ligando a máquina de TENS a eletrodos, na pele dos pacientes, estimulando fibras mielínicas aferentes, o que reduz o impulso dos nociceptores à medula e ao cérebro (“gatecontrol”).

Em pacientes com dor crônica, 70% respondem ao TENS, inicialmente. No entanto, apenas 30% ainda se beneficiam de sua eficácia, após um ano.

As indicações em Cuidados Paliativos são para aqueles pacientes com dor de leve a moderada intensidade, especificamente:

- dor em região de cabeça e pescoço;

- dor derivada de compressão ou invasão tumoral nervosa;

- nevralgia pós-herpética;

- dor óssea metastática

O uso da Corrente Interferencial é bem estabelecido para diminuição da dor, no entanto ainda não há consenso sobre qual variação da amplitude modulada de freqüência (AMF) é mais eficaz. Não foram encontradas diferenças na analgesia em grupos com AMF de 5, 40, 80, 120, 160, 200, 240 Hz. Talvez esta diferença esteja relacionada com as características individuais de tecidos da pele e músculos durante passagem da corrente, sendo que variações de lípides, água e íons interferem na geração da Corrente Interferencial, não sendo possível definir o quão é reprodutível o fenômeno no interior dos tecidos (JOHNSON,2003).

Outras modalidades de técnicas complementares para controle da dor podem ser utilizadas, como calor local, frio local, massagem, acupuntura e mesmo exercícios, encorajando o paciente a manter a atividade o maior tempo possível.

A acupuntura pode ser de grande ajuda em casos de dor devido a espasmo muscular, espasmo vesical e em casos de hiperestesia, disestesia e nevralgia pós-herpética, mas ainda há poucos estudos que avaliem a efetividade real desta modalidade, no controle da dor de câncer.

In: Fisioterapia oncológica. Daniel Xavier,2008.Portal da educação.