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Vídeo da clínica de reabilitação funcional de Manaus

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fisioterapia oncológica para a graduação


Prefácio

A vida humana é um bem precioso de valor inestimável. A saúde, um meio que permite que esta seja desenvolvida em sua total plenitude. Indissociáveis, juntas carregam uma idéia real de possibilidades e realizações.

O câncer é devastador! Não só para a pessoa objeto como para seus familiares. O sentido de plenitude imediatamente é perdido e os sonhos de realizações abandonados.

O paradigma câncer-morte, ainda incrustado em nossa prática médica atual, aos poucos vem sendo abandonado. Os avanços técnico-científicos de nossa era, por ora, jogam em nosso favor e garantem ao paciente oncológico uma esperança, mesmo que tênue, da tão almejada cura.
Neste contexto, a fisioterapia oncológica ganha espaço na medida em que garante a qualidade de vida e a dignidade ao portador da enfermidade oncológica.

A labuta por vezes é ingrata, mas os resultados sempre gloriosos. Fazer parte de um corpo de cuidadores que lidam diariamente com os conceitos tão peculiares à condição humana como os conceitos de vida e da morte, da esperança jamais abandonada e da superação constante, moldam nosso caráter e promove o crescimento pessoal e profissional.

À fisioterapia oncológica, cabe essencialmente, a tarefa de prevenir, manter e promover condições previamente perdidas, entretanto, nosso maior mérito consiste em garantir a dignidade do ser humano.

Este livro é dedicado inteiramente a todos àqueles guerreiros que lutam constantemente pela superação e pela vida, onde o embate ultrapassa nossas possibilidades de compreensão.
Aos pacientes oncológicos, meu mais sincero sentido de gratidão e apreço pelos ensinamentos diários e pela oportunidade de acompanhar suas lutas, decepções e histórias.

Daniel Xavier

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

sábado, 7 de novembro de 2009

A Fisioterapia intensiva

A Fisioterapia intensiva é uma especialidade da fisioterapia cujo objetivo é assistência ao paciente criticamente enfermo em unidades de terapia intensiva (UTI).
O profissional fisioterapeuta intensivista é aquele que , entre muitas funções, efetua manutenção da assistência ventilatória, além de intervenções terapêuticas em pacientes com diversas disfunções de sistemas orgânicos em UTIs.
A especialidade foi iniciada no Brasil pelo médico intensivista Dr. Douglas Ferrari, presidente-fundador da Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva (Sobrati).( Projeto Aprovado na Resolução 043 de 17 de abril de 2002 na 98a Plenária realizada nos dias 03 e 04 de abril de 2002, através do primeiro Projeto Nacional com a denominação e estrutura pedagógica da Fisioterapia Intensiva, autor Ferrari D., Instituição Santa Cruz, então coordenador técnico da UTI na época.


Fisioterapia Intensiva: Nova Especialidade e Modelo Educacional

A Fisioterapia dedicada ao paciente crítico tem seu início no mundo na década de 1950 com a crise da poliomielite .
Inicialmente tinha seu enfoque na assistência ventilatória com manuseio dos ventiladores não invasivos chamados de pulmão de aço ( Iron Lung ). Após este período, vem sido incorporada ao atendimento dos pacientes principalmente no aspecto respiratório, a chamada fisioterapia pneumo-funcional, e a neurológica então neuro-funcional. Em 2001, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional ( COFFITO ) reconhece os primeiros cursos de Fisioterapia Intensiva no Brasil, dando início a conceituação moderna da atuação do fisioterapeuta intensivista, este com atuação exclusiva nas unidades de Terapia Intensiva e Semi-Intensiva.

As Unidades de Terapia Intensiva transformaram-se em serviço especializado de caráter multiprofissional o qual englobou o fisioterapeuta no aspecto de diagnóstico, tratamento e prevenção. Nesta nova perspectiva há necessidade de transformar o profissional, oferecendo-lhe conhecimento teórico e prático para poder oferecer assistência com qualidade e interferir para o bom prognóstico e qualidade pós-internação. Portanto a formação específica em Fisioterapia Intensiva é fundamental e necessária para introduzir o fisioterapeuta definitivamente no tratamento do paciente crítico.

O crescimento da complexidade aliado ao desenvolvimento tecnológico na atenção ao paciente criticamente doente exige uma formação profissional aprofundada, reflexiva e crítica que permita ao fisioterapeuta desenvolver ações assistenciais que o permitam superar os desafios clínicos e funcionais dos pacientes, os quais apresentam quadros clínicos flutuantes, exigindo uma maior complexidade nos processos diagnósticos e terapêuticos de tomadas de decisões.
A assistência ventilatória do paciente crítico, a monitorização ventilo-respiratória, a prevenção dos efeitos decorrentes do repouso prolongado no leito, assim como a atenção dos distúrbios e lesões musculoesqueléticos, neurofuncionais, metabólicos e cardiovasculares imprimem uma gama de conhecimentos que transcende a Fisioterapia Pneumofuncional, apontando para a necessidade do treinamento na área de Fisioterapia Intensiva, especialidade de maior nível de complexidade e que, se devidamente administrada proporciona melhora significativa de indicadores de qualidade assistencial, tais como: morbidade, mortalidade e taxa de permanência, representando ganhos funcionais importantes e otimizando a relação custo-benefício da assistência. Nesta visão surge o Fisioterapeuta Intensivista ( FI ).

Quem é o Fisioterapeuta Intensivista ?
É profissional que se dedica ao atendimento do paciente crítico, efetuando diagnósticos e terapias cinesio-funcionais. Sua importância é reconhecida na Portaria do MS a qual prevê sua obrigatoriedade em regime exlcusivo de 12 horas nas UTIs. É sua função elaborar o prontuário fisioterapeutico com os diagnósticos e tratamentos funcionais e finalização de alta. Como agente promotor da fisioterapia, deve ser o coordenador dos procedimentos fisioterapeuticos, orientado os componentes das Unidades, sobretudo auxiliares, e sendo o realizador principal dessa atividade.

Titulação- No âmbito de complexidade, a fisioterapia participa do processo na sua integridade o que exige formação específica e competente, impondo-se critérios de Titulação.

  • Formação e Titulação: As tendências atuais levam a duas formas de titulação direta emitida através do Conselho de Fisioterapia, ou seja, a de especialização em CF-AFIB ou profissionais que comprovem até 2003 5 anos de atuação em UTI.
Objetivos da especialização em FI:

• Capacitar o fisioterapeuta a utilizar os modernos recursos diagnósticos cinesiológicos funcionais e fisioterapêuticos na prática clínica da Fisioterapia Intensiva;
• Aprofundar os conhecimentos do fisioterapeuta quanto à administração do Processo Fisioterapêutico, englobando os aspectos diagnósticos, prognósticos e intervencionistas, considerando as ações sinérgicas e cinéticas dos órgãos e sistemas humanos;
• Capacitar os fisioterapeutas á resolução de intercorrências relacionadas à prática fisioterapêutica
• Aperfeiçoar o nível de assistência prestada por fisioterapeutas no âmbito da Fisioterapia Intensiva;
• Favorecer o desenvolvimento da formação científica no campo da Fisioterapia Intensiva, e
• Formar especialistas designados fisioterapeutas intensivista para abrangência proporcional mercadológica do crescimento nacional das UTIS

É de caráter obrigatório que todos profissionais sejam submetidos a aprovação do SAFI e recomenda-se o ACLS Advanced Cardiologic Life Support para ser portador do título de especilista em FI.

O FI tem a necessidade de conhecer a clinica e as manifestações das doenças nos diversos sistemas para poder interagir melhor no atendimento fisioterapêutico.

Atuação Específica :
a. Parada-Cárdio-Respiratória : Os procedimentos fisioterapeuticos intensivos podem favorecer fatores que induzam a arritmias. Portanto o fisioterapeuta deve em situações emergenciais iniciar as manobras de reanimação pertinentes incluindo ABCD primário e, na ausência do médico e caracterizada a urgência-emergência, efetuar o A secundário ( intubação orotraqueal ) desde esteja habilitado ( portador do ACLS e Título ). Assistência Ventilatória : refere-se a indicação, acompanhamento e técnica de desmame com avaliação dos principais índices respiratórios como Tobim e PaO2/Fio2. Na prática é essencial a utilização dos ventilômetros, manovacuômetros, e insentivadores;
b. Transporte intra-hospitalar: deve ser de rotina o acompanhamento do FI no transporte de pacientes dependentes de oxigênio ou ventiladores para exames como tomografia computadorizada e ressonâncias, onde com ventiladores microprocessados de transporte com MICROTAK podem ser de extrema importância em pacientes dependentes de modos ventilatórios volumétricos e peep;
c. Atendimento emergencial – pronto socorro

Diretrizes curriculares básicas para formação do FI: O projeto pedagógico destinado a formação do FI inclui sua atividade de formação exclusiva no ambiente UTI, com carga horária mínima de 1600 horas, e mínimo de 13 meses, em Unidades que permitam 2 leito / 1especializando e possuam alto grau de complexidade. Curricularmente inclui nas suas disciplinas:
1. Fisioterapia Pneumo-Funcional Intensiva;
2. Fisioterapia Neuro-Funcional Intensiva;
3. Assistência Ventilatória;
4. Exames Complementares em UTI;
5. Fisioterapia Cárdio-Vascular Intensiva;
6. Fisioterapia Músculo-esquelética;
7. Fisioterapia Nefrológica Intensiva;

Atuação do FI:
Assistência Ventilatória: Inclui a oxigenoterapia e Ventilação mecânica.
a. Oxigenioterapia: impregada através de catéter, máscara ou ventilação mecânica, deve indicada e acompanhadas através de avaliações gasométricas diárias.
b. Ventilação Mecânica: - avaliação de força e condição muscular global ( exame fisico; perimetria muscular; manovacuometro e ventilometro para musculatura. Monitorização gráfica em pacientes em VM.
• Estratégia protetora
• SARA
• DPOC
• AVC
• TCE
• VMNI
• Desmame Ventilatória
Manobras de Higiene brônquica Intensivas
a. Técnica de Expiração Forçada ( TEF )
b. Técnica de Vibração
c. Percussão
d. Drenagem Postural
e. Reexpansão pulmonar
f. Aspiração traqueal
Manobras Motoras Intensivas : Reabilitação da musculatura em pacientes inconscientes e conscientes sem estímulos voluntários através de eletroestimulação (FES), cinesioterapia. Atuação em Escaras de Decubito através de posicionamento, uso de laser terapêutico e manipulação miofascial (quando instalada a lesão). Indicações de Orteses para minimização de disturbios ostio-articulares.
a- Mobilização ativa
b- Mobilização passiva
a. Posicionamento intermitente
b. Avaliação da Monitorização Neurológica ( PIC – PPC )
Análise dos Exames Complementares: Conhecimento necessário para interpretar os exames de rotina em UTI (gasometrias, Radiologias Torax, Tomografias, Eletrocardiograma, etc).
Interação Medicamentosa: Interações das principais drogas usadas pela parte médica nos pacientes e suas implicações no atendimento fisioterapêutico.
Humanização: compromisso ético com o familiar e paciente, retratando o atendimento fisioterapêutico e minimizando o sofrimento e melhorar sua condição psico-físico-social.
Atuação na equipe multidisciplinar: auxilia e interage com outros profissionais evidenciando as indicações e contra indicações de suas condutas fisioterapêuticas estabelecendo prioridades em suas intervenções.
Atuação na analgesia: Analgesia muscular (Termoterapia, Crioterapia, Eletroanalgesia) e indicação da sedação, analgesia ou curarização para procedimento fisioterapeutico ou assistência-ventilatória.

Prontuário Fisioterapeutico na Uti
• Dados do paciente
• Admissão
• História Clínica
• Exame Físico Geral
• Exame físico Especial ( Sistemas )
• Hipótese Diagnóstica Fisioterapêutica cinesiológica
• Tratamento fisioterapeutico funcional

Sites:
www.coffito.org.br
www.medicinaintensiva.com.br

Escrito por: Dr.Douglas Ferrari

domingo, 25 de outubro de 2009

O contexto atual da fisioterapia em Manaus.

O contexto atual da fisioterapia em Manaus.

Constantemente sou abordado por ex-alunos, alunos e colegas de trabalho acerca de duas questões fundamentais:

  1. Como está o mercado de trabalho em Manaus e o que fazer para ser inserido?
  2. O que fazer para alcançar o tão almejado sucesso?

A primeira vista, a resposta parece simples e direta, entretanto, tão logo começamos aquele velho e batido discurso sobre a necessidade de atualização constante, do relevante papel da especialização e blábláblá... Deparamos-nos com questões muito mais complexas e a angústia e incerteza se faz presente no semblante destes interlocutores.

Uma condição que normalmente é preterida em favor de tantas outras, é o fato de que a vida profissional se inicia invariavelmente durante a graduação.

Os preceptores, professores, orientadores e coordenadores, normalmente são o elo de ligação mais consistente e próximo destes futuros profissionais com o mercado de trabalho; e as possibilidades são imensas...


Texto redigido na íntegra: http://www.webartigos.com/articles/15641/1/o-contexto-atual-da-fisioterapia-em-manaus/pagina1.html

Autor: Daniel Xavier

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Na semana comemorativa aos 35 anos da FCECON, a fisioterapia esteve presente com palestras ministradas a acadêmicos, profissionais da fundação e pacientes.
Representando um marco, a fisioterapia não contava com um espaço tão grande até o ano passado.
Com a modificação da mentalidade geral e quebrando o paradigma câncer-morte, a fisioterapia apresenta-se como uma potente terapia no incremento da qualidade de vida aos pacientes oncológicos.
Agradecemos a todos que hoje reconhecem a fisioterapia oncológica como relevante no cuidado oncológico e em especial aos diretores do ensino e pesquisa por reconhecerem nosso trabalho realizado.

domingo, 27 de setembro de 2009

Fisioterapia desportiva em manaus

Estádio Vivaldo Lima - Manaus/Amazonas

Iniciamos na tarde de ontem, o acompanhamento integral aos atletas de futebol profissional do Asa futebol clube de Manaus.


Com a equipe médica toda presente, composta por 01 médico, 01 fisioterapêuta e um massagista além do quadro técnico, o Asa em sua missão de inovação e profissionalismo, inaugura uma nova etapa em busca da profissionalização do futebol amazonense.

Apesar do empate em 0X0 com a equipe do Clipper, a equipe mostrou-se mais entrosada e aguerrida, o que conferiu o domínio absoluto durante toda a partida.

Durante o intervalo, os jogadores profissionais que estavam sob os cuidados da fisioterapia, responderam a contento e jogaram os 90 minutos. O goleiro titular Mateus que até a sexta-feira era preocupação como desfalque para a partida, apresentou-se em plenas condições após o trabalho intensivo de fisioterapia e foi um dos destaques do time.



No próximo sábado, viajaremos com os atletas para a cidade de Manacapuru onde o time mede forças com o até então líder do campeonato Operário futebol clube.

Com o apoio da ortoclinfi/Manaus, na pessoa do fisioterapêuta, Daniel Xavier, Os atletas recebem o que há de mais atual em termos de fisioterapia desportiva.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

MODOS VENTILATÓRIOS.

Assistência ventilatória pode ser entendida como a manutenção da oxigenação e/ou da ventilação dos pacientes de maneira artificial até que estes estejam capacitados a reassumi-las. Esta assistência torna-se importante para os pacientes submetidos à anestesia geral e para aqueles internados nas unidades de terapia intensiva com insuficiência respiratória.

Atualmente, a ventilação mecânica consiste em uma fonte de temor constante para quase todos graduandos de último período do curso de fisioterapia. Quase sempre encarados como “um bicho de sete cabeças” mostra-se depois de um período de estudo como um aparato simples e extremamente útil para a manutenção da vida em UTI.

Talvez o que mais impressione não consista no ventilador mecânico propriamente dito, mas sim o ambiente encontrado em UTI…

Procurarei aos poucos e com a colaboração de muitos, desmitificar esse nosso companheiro fiel na labuta dentro da unidade de tratamento intensivo.

Modo ventilatório a volume-Controlado ou Pressão-Controlada.

O Ventilador inicia e termina a inspiração de acordo com o tempo subordinado e
freqüência respiratória preestabelecida, o ventilador determina o volume corrente, fluxo
inspiratório e relação do tempo inspiratório e expiratório.

Ventilação Assistido-Controlada:

O início da inspiração é determinada por fluxo ou pressão negativa gerada pelo esforço
do paciente. A freqüência respiratória, tempo de inspiração e expiração são vinculado
ao drive do paciente. Deve se ajustar a sensibilidade que regula o nível de esforço
respiratório mínimo do paciente para iniciar a inspiração 0,5 - l,0 cmH2O, quanto mais
negativa a sensibilidade maior o trabalho muscular'.

Ventilação Mandatória Intermitente (IMV):

É uma combinação de ciclos espontâneos e ciclos assistidos com volume corrente
previamente ajustado. Desta forma uma freqüência de suporte é utilizada em intervalos
fixos, e entre esses ciclos o paciente pode respirar espontaneamente ar enriquecido com
oxigênio.

Ventilação com Pressão Controlada (PCV):

Modo ventilatório em que a pressão inspiratória é previamente ajustada, bem como o
tempo inspiratório e a freqüência respiratória de backup. 0 paciente ventila de modo
assistido-controlado, entretanto o volume corrente não é garantido pelo ventilador.

Ventílação com Pressão de Suporte (PSV):

É uma forma de pressão positiva intermitente que é previamente ajustada e liberada a
cada esforço inspiratório do paciente. É um modo de ventilação puramente espontânea,
exige que o paciente tenha um bom drive respiratório. Não se ajusta a freqüência
respiratória mínima e não se sabe o volume corrente. Ventilação ideal para o desmame
com grande aceitação.

Ventilação Com Escape de pressão nas vias Respiratórias (APRV):

É um sistema CPAP modificado, a ventilação se da a níveis de CPAP predeterminada e
adequados a melhor troca gasosa. Períodos curtos de escapes de pressão passiva e perda
de CO2. O paciente pode respirar espontaneamente.

Ventilação com Pressão de Suporte e Volume Garantido (VAPSV):
Modo ventilatório com Fluxo livre e um Fluxo ñxo quadrado com volume Corrente pré-
ajustado.

Ventilação de Alta Freqüência:
É uma forma de ventilação que uma cânula é inserida através do tubo endotraqueal ou
da membrana cricotireoidea que libera gás enriquecido com 02 em freqüência de l00 a
350 ciclos pó minuto.

1. BARBAS, C.S.V.; ROTHMAN, A.; AMATO, M.B.P.; RODRIGUES Jr.,M. Técnicas de assistência ventilatória. In: KNOBEL, E. Condutas no paciente grave. São Paulo. Atheneu, 1994. p.312-346.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fisioterapia em oncologia

Fisioterapia em pacientes oncológicos




Uma complicação frequente em pacientes acamados é a atelectasia, que é o fechamento parcial ou total do alvéolo com resultado de diminuição da capacidade funcional residual, da respiração superficial e diminuição dos movimentos ativos e mudanças de decúbito.

A atelectasia pode levar a hipoxemia e ao aumento de secreção, e pode ser prevenida com mudanças de decúbitos, incentivo da atividade voluntária e aumento da profundidade da respiração.

A dispnéia é um sintoma comum, ocorrendo em 45 a 70% dos pacientes com câncer avançado, sendo definida como uma sensação subjetiva e desconfortável de falta de ar quando a demanda de oxigênio é maior que o suprimento. Este sintoma pode ser decorrente de alterações no parênquima pulmonar ou redução da trama vascular com aumento do espaço morto como resultado de quimioterapia, de excesso de secreção, descondicionamento físico, etc.

A sensação de falta de ar limita as atividades diárias do paciente como caminhar, subir escada, tomar banho, alimentar e se concentrar, dentre outros. Além dos aspectos fisiopatológicos da dispnéia, esta também sofre grande influência de componentes psico-sociais, sendo que medidas objetivas como saturação de oxigênio, gasometria arterial, etc. nem sempre se correlacionam com a severidade da dispnéia.

Os meios fisioterapêuticos para o manejo da dispnéia são exercícios de controle respiratório, que auxiliam o paciente na sintomatologia e evitam a ansiedade durante um ataque dispnéico; orientações sobre gasto energético, diminuindo a demanda metabólica; o relaxamento, útil na diminuição da ansiedade e dos aspectos emocionais da dispnéia, e alívio da tensão muscular gerada pelo esforço respiratório.

Quando ocorre a queda da saturação para menos de 85% em ar ambiente, durante o repouso, a oxigenioterapia é indicada, podendo se valer de recursos como ventilação não-invasiva por pressão positiva intermitente (VNPPI), CPAP (pressão positiva contínua) ou BiPAP (pressão positiva com níveis alternados).

Outra complicação pulmonar em pacientes acamados é o acúmulo de secreção pulmonar devido à diminuição da movimentação do transporte mucociliar e enfraquecimento da tosse. A fisioterapia respiratória atua em patologias pulmonares obstrutivas através de percussões, drenagem postural e manobras respiratórias como tosse assistida. Um método útil para a mobilização de secreção pulmonar é o instrumento de oscilação expiratória (p.ex: Flutter®), que se utilizado sequencialmente por quatro semanas há a diminuição da viscoelasticidade do muco.

O posicionamento é importante para o paciente acamado. A posição sentada aumenta os volumes pulmonares e diminui o trabalho respiratório dos pacientes. A posição em prono aumenta a capacidade residual funcional e a relação ventilação/perfusão, enquanto que as posições laterais, aumentam a ventilação e a mobilização de secreção pela ajuda da gravidade.

Técnicas de vibração e percussão auxiliam na higiene brônquica através da propagação de energia mecânica através da parede torácica. Um modo de aumentar a efetividade da tosse é a manobra chamada “huffing”, onde se orienta ao paciente criar uma base de suporte para os abdominais abraçando um travesseiro, solicita-se então a realização de três expirações com a boca aberta e então, segue-se à tosse.

Em alguns casos é necessário realizar a aspiração da secreção através de sonda. A realização da aspiração não deve ser sistemática e sim baseada na necessidade individual. A avaliação de ruídos pulmonares, agitação do paciente, diminuição da oximetria e mudanças do padrão respiratório são indicativos de acúmulo de secreção, no entanto nenhum parâmetro foi validado ainda. Apesar de ser claro que aspiração remove as secreções das vias aéreas, esta também está associada ao desenvolvimento de hipoxemia, instabilidade hemodinâmica, lesões e hemorragias locais. O uso de sedação tópica na sonda, pré-oxigenação e preparo profissional minimizam estas ocorrências.

Fonte: Revista Brasileira de Cancerologia
In: www.concursoefisioterapia.blogspot.com

sábado, 29 de agosto de 2009

Fisioterapia intensiva


Pesquisa realizada pelo Serviço de Fisioterapia do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP mostra que as sessões de fisioterapia reduzem em até 40% o tempo de permanência do paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando aplicadas sem interrupções, ou seja, 24 horas por dia. O estudo avaliou 500 pacientes, num período de seis meses.

Segundo a professora Clarice Tanaka, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FM, responsável pela pesquisa, "a redução de complicações com melhora significativa do paciente deve-se ao tratamento noturno". Nos primeiros três meses, as atividades do fisioterapeuta levaram 12 horas e a média de internação do paciente na UTI foi de dez dias. Nos três meses seguintes, o atendimento foi de 24 horas e a média de permanência do paciente caiu para seis dias.

O procedimento garante a "limpeza" contínua dos pulmões, permite a extubação (retirada do tubo traqueal) no período noturno, reduz a agressão mecânica e propicia recuperação pulmonar mais rápida do paciente. O estudo apontou ainda que sem o trabalho intensivo dos profissionais, 24 horas por dia, aumenta o risco de piora do quadro respiratório do paciente, obrigando a sua reintubação, com possibilidades de contrair pneumonia, pelo uso da ventilação mecânica.

Qualidade de Vida
A pesquisa aponta que a expansão dos serviços reduz o sofrimento dos pacientes, permite a liberação mais rápida e segura dos leitos, com o conseqüente aumento do número de vagas disponíveis. Também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e propicia economia de recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo.

A partir dos resultados da pesquisa, o HC tem implementado gradativamente a fisioterapia integral em outras UTIs, com a criação de turnos extras à noite, de modo a garantir melhor qualidade de vida ao paciente e familiar. Ao mesmo tempo, o Instituto Central está implantando uma Unidade de Atendimento Ambulatorial em Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional , alta complexidade.

Com seis consultórios, três boxes individuais, três salas de atendimento para fisioterapia em grupo, recepção e sala de espera, distribuídos em 438,60 metros quadrados, a nova unidade terá capacidade para 6.000 atendimentos de alta complexidade por mês. Também será equipada com modernos instrumentos de avaliação funcional do movimento como eletromiógrafo, plataforma de força e um sistema especializado de câmeras.

"O atendimento ambulatorial é essencial porque garante a continuidade do tratamento e previne disfunções e seqüelas em pacientes com distúrbios neurológicos, músculo-esqueléticos e respiratórios", enfatiza Clarice Tanaka. "As sessões podem evitar a limitação funcional de movimentos que, na maioria das vezes, afasta o indivíduo do convívio social".

(Com informações do Centro de Comunicação Institucional do Instituto Central do HCFMUSP)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Protocolos de reabilitação pós-cirurgia de Ligamento Cruzado Anterior



Protocolos de reabilitação pós-cirurgia de Ligamento Cruzado Anterior


Na fase de reabilitação pós-cirúrgica, podem ser utilizados 2 tipos de protocolos diferentes. O Protocolo normal que visa a recuperação do joelho do paciente não atleta, ou de pacientes do sexo feminino, e o protocolo acelerado de reabilitação do joelho para pacientes atletas com a intenção de recuperá-lo em menor tempo, retornando assim a sua atividade profissional mais rapidamente possível.





Os protocolos serão descritos abaixo:

Protocolo Normal de Reabilitação do joelho
1º ao 3º dia - pós-operatório

- Mobilização passiva da patela
- ADM a 90º brace em extensão
- Marchas com muletas sem apoio
- Crioterapia no joelho.


4º ao 14º dia

- ADM 0º até o suportável
- Exercícios isométricos sem carga
- Exercícios isotônicos de quadril e tornozelo com carga progressiva
- Exercícios ativos livres (flexo-extensão)
- Criocinética

3ª semanas

- ADM 0º a 120º
- Retirada do brace
- Propriocepção sem descarga de peso (sentado)
- Alongamentos leves
- Exercícios isométricos de joelho com carga progressiva
- Exercícios isotônicos de quadril com carga
- Exercícios isotônicos de tornozelo

4ª semanas

- ADM normal
- Piscina terapêutica
- Propriocepção com apoio bipodal em solo estável
- Marcha com apoio total (após 21 dias)

1º ao 2º mês

- Propriocepção com apoio unipodal em solo estável evoluindo para instável
- Bicicleta estacionária com carga gradual
- Exercícios isotônicos de joelho com carga progressiva


2º ao 3º mês

- Marcha na esteira com inclinação
- Propriocepção com apoio unipodal em solo instável
- Step com resistência gradual


3º ao 4º mês

- Propriocepção avançada
- Trote sem mudança de direção
- Natação
- Mecanoterapia com carga gradual e baixa ADM

4º ao 6º mês

- Propriocepção específica para o esporte, Saltos,
- Reforço muscular global intensivo
- Corrida com mudança de direção
- Nova avaliação isocinética
- Alta ambulatorial

6º ao 8º mês

- Reabilitação especial para retorno a atividade esportiva
- Treinamento específico
- Condicionamento físico
(GOULD III, 1993)


Protocolo acelerado reabilitação para reconstrução do ligamento cruzado anterior

1º dia de PO

- Mobilização passiva de O a 90º graus
- Brace em extensão completa
- Apoio na marcha tanto quanto tolerado (sem muletas)

2º ao 4º dia

- extensão total
- apoio total sem muletas

7º ao 10º dia

- alongamento de isquiostibiais
- flexão ativo assistida
- retirada gradual brace
- Caminhar

2ª a 3ª semanas

- Mobilização passiva de 0 a 110 graus
- Fortalecimento gastrocnêmico, sóleo
- Atividades com carga

5ª a 6ª semanas

- Mobilização passiva de 0 a 130 graus
- Avaliação isocinética
- Início de corridas leves, pular corda, exercícios de agilidade

10ª semanas

- Mobilização passiva total
- Exercícios de agilidade
- Atividades esportiva específicas¨

Treinamento específico

- Condicionamento físico

4º a 6º mês

- Retorno à atividade esportiva
(GOULD III, 1993)


Mais informações: www.fisioterapiamanaus.com.br

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Clínica de fisioterapia em Manaus

Com uma equipe especializada em fisioterapia neurológica, oferecemos nossos serviços tanto em nossa clínica como no sistema de Home-Care. Uma inovação da fisioterapia em manaus, constamos com uma estreita relação com os melhores neurologistas de Manaus.

A fisioterapia neurológica é uma especialidade que trata as doenças que envolvem os sistemas nervoso e central e acometem crianças (acima de dois anos) e adultos.

Esse tipo de fisioterapia é indicado para pacientes com paralisia cerebral, síndromes neurológicas e vítimas de acidentes vasculares cerebrais (derrames).

O campo da neurologia engloba uma grande variedade de doenças e lesões que podem afetar parte do Sistema Nervoso Central (SNC) ou Sistema Nervoso Periférico (SNP). Inclui doenças genéticas, como a Distrofia Muscular (DM), a Paralisia Cerebral (PC); inclui enfermidades de origem desconhecida como a Esclerose Múltipla (EM), Mal de Parkinson, Doença de Alzheimer; Doenças degenerativas como: Atrofia Cerebelar, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), tumores. Outras patologias surgem subitamente, desencadeadas por eventos internos do próprio organismo, como é o caso do Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido por "derrame", e também trauma conseqüente de ferimentos por objetos cortantes, acidentes com arma de fogo, lesão cerebral ou medular (TCE e TRM).


O planejamento das sessões é definido após uma avaliação minuciosa do paciente, para que o fisioterapeuta tenha conhecimento do grau de acometimento e assim determinar as metas para o tratamento que, geralmente são em longo prazo, incluem a normalização do tônus muscular, estabilidade de tronco, alongamentos, fortalecimentos, estimular percepção corporal e postural, equilíbrio, coordenação, treinar marcha, orientações quanto às atividades da vida diária, dessa forma melhorando a qualidade de vida do paciente e reintegrando-o à sociedade.

Localização:

Endereço da clínica:AV:Guaranás 19, QD 17, LT ETAPA 1; Cidade Nova I (Antiga Rua Tucuruy).

Próximo ao Colégio Casimiro de Abreu

CEP:69090-110

E-Mail: xavierdaniel@hotmail.com

Agendamento de consultas:(92) 81260452 / (92)36417276



quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pós operatório de ligamento cruzado anterior

Nas primeiras fases da reabilitação, as prioridades são: alívio da dor, proteção da articulação e ganho de movimento do joelho. A colaboração do paciente é sempre muito importante.
Com a finalidade de obter resultados satisfatórios rapidamente, preparamos algumas atividades que o paciente poderá realizar em casa:

Massagem Cicatricial: consiste em uma massagem (com um pouco de óleo ou creme) com movimentos circulares realizada com o indicador e o dedo médio de cada mão, realizando com uma mão um círculo no sentido horário e com a outra no sentido anti-horário.
Esta massagem evita que a cicatriz fique aderida, ou seja, grude, de modo que ao realizar o movimento o paciente sinta dor no local ou próximo ao local do corte da cirurgia.

Desensibilização: Logo depois da cirurgia parece que o joelho fica sem sensibilidade em alguns lugares, principalmente na parte anterior da perna, popularmente chamada de “canela”. Existe um processo chamado de DESENSIBILIZAÇÃO muito simples de ser realizado que consiste em passar diferentes texturas na área sem sensibilidade. Pegue vários tipos de tecidos e texturas, qualquer coisa ou objeto que tenha em casa (bucha, escova de dente antiga, tecido áspero, lixa, algodão, velcro) e passe no local que não tem sensibilidade, sem força durante 2 min, do tecido mais áspero ao mais liso. No começo o mais áspero não irá incomodar. À medida que começar a incomodar é sinal que uma sensibilidade, que nós chamamos de “tato grosso”, está voltando e assim se repete com outras texturas até sentirmos a textura mais lisa, daí se recuperou o “tato fino”. A volta da sensibilidade é importante para evitarmos alguns acidentes como queimaduras.
Ganho de Movimento (amplitude): pode ser realizado com o paciente sentado em uma cadeira, com o pé da perna operada em cima da bola, realizando o movimento de deslizamento para frente e para trás fazendo com que o joelho dobre (flexão) e estique (extensão). Este exercício é denominado pela fisioterapia de mobilização ativa (pois a própria pessoa realiza o movimento).

Aplicação de Gelo: o paciente deve realizar a aplicação de gelo, se possível 3x ao dia. Em caso de inchaço constante (edema), a aplicação deve ser feita de 4 em 4 horas até a resolução do mesmo.
Esta aplicação deve ser realizada com o paciente de preferência deitado, de barriga para cima (em decúbito dorsal) com o joelho acima do nível do coração para ajudar a diminuir o inchaço (drenar o edema) e realizar uma compressão com uma atadura de crepe (pode ser comprada em farmácia). Tenha cuidado ao realizar a compressão da faixa, pois muita compressão pode prejudicar ao invés de ajudar. O gelo pode ser colocado em um saco plástico normal, caso use a bolsa que fica no congelador, retire um pouco antes da aplicação para se moldar ao joelho e não ficar rígida, pegando só uma parte do joelho.
A duração da aplicação deve ser de 20 min e não deve exceder esse tempo.

Uso de Muletas: A muleta deve ser usada nas primeiras 2 a 3 semanas e sua retirada avaliada pelos profissionais da área da saúde de acordo com a dificuldade para andar e realização das atividades de vida diárias. A muleta deve ser usada no lado contralateral (contrário) ao lado lesado. O uso correto é muito importante nessa fase inicial de recuperação, pois evita esforços nos tecidos que ainda estão se recuperando do processo cirúrgico.
Exercícios Isométricos para Quadríceps: Quadríceps é a musculatura da parte da frente da coxa. Exercícios isométricos são exercícios realizados para aumentar a qualidade da contração muscular.
ISO = mesmo MÉTRICO = tamanho, medida.
Significa que durante o exercício, o músculo se mantém no mesmo comprimento.
Ex1. Paciente deitado de barriga para cima (em decúbito dorsal) com a perna esticada (em extensão) e a outra dobrada (em flexão) vai elevar a perna esticada numa altura que não ultrapasse o joelho dobrado e vai segurar contando até dez (10 segundos) e relaxar a perna.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.
Ex2. Paciente sentado em uma cadeira vai esticar o joelho (realizar a extensão) até onde conseguir sem dor e vai segurar contando até dez (10 segundos) ou o tempo que conseguir inferior a 10 segundos.
Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.

Exercício para ser realizado intercalado com as sessões de fisioterapia 1 vez ao dia.

Site de referência:
http://web.taktos.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=87&Itemid=72

terça-feira, 19 de maio de 2009

Os meniscos são estruturas laminares em forma de meia-lua, consistente, hiper-hidratadas contendo aproximadamente 70 % de água em sua formação. Formada na sua maior parte por fibras de colágeno tipo I e menores quantidades dos tipos II, III, V, IV e uma baixa quantidade de fibras elásticas. Estão localizados na superfície articular da tíbia com a função de receber alta pressão, amortecendo os impactos aplicados sobre a articulação de joelho (DANGELO &FATINNI 2005).
Segundo Bruno Fischer (2007) o joelho é uma das maiores articulações do corpo humano e também uma das que mais sofre lesões. Essa articulação é formada pela extremidade distal do fêmur, extremidade proximal da tíbia, patela, ligamentos, meniscos e tendões de músculos que o cruzam. O joelho pode ser lesionado de várias formas por ser muito vulnerável ao trauma direto (pancadas) ou indireto (entorse), além de ser lesionado principalmente pelo excesso de uso ou uso inadequado (regiões condrais e tendíneas são as mais acometidas).
A lesão em alça de balde é uma lesão vertical ou oblíqua, com extensão longitudinal e deslocamento medial do fragmento meniscal, acometendo mais freqüentemente o menisco medial, recebendo esta denominação porque o fragmento central separado assemelha-se à alça de um balde, e a porção periférica remanescente do menisco corresponderia ao balde ( VIENNA EVANDRO & COL 2004).
Segundo Marcelo Souza (2007) o mecanismo de lesão mais comum é a combinação da sustentação do peso com rotação interna ou externa, durante a extensão ou flexão do joelho. O mais comumente lesionado é o menisco medial, e isto se dá pela: rotação interna do fêmur, forte e rápida, estando o joelho parcialmente fletido e o pé apoiado no solo. Ocorre principalmente nas manobras de mudança de direção. Há dois tipos de rupturas: vertical-longitudinal ou em alça de balde. Assim, forças axiais compressivas são transmitidas diretamente para a cartilagem articular, o que leva à degeneração precoce da cartilagem e à osteoartrose. O reconhecimento de lesões meniscais comprometendo essas estruturas tem, portanto, relevância clínica, pois seu diagnóstico propicia formas mais adequadas de tratamento, evitando progressão das lesões meniscais e das alterações degenerativas articulares. (JAMIL NATOUR & col. 2007) .

As lesões no joelho são muito comuns no meio esportivo. Atletas das modalidades que possuem corridas e/ou saltos, geralmente se queixam de dores em algum estágio de suas vidas competitivas, muitas vezes tendo que abandonar o esporte. Os atletas recreativos ou mesmo praticantes de academias, também são acometidos a estas lesões. Praticamente todas as estruturas do joelho podem ser lesionadas, neste texto daremos enfoque às lesões mais comuns: lesões dos meniscos (FISHER BRUNO 2007).

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Acupuntura "falsa" supera medicina comum em teste

Hoje recebi um e-mail(lazarojt@terra.com.br) no mínimo intrigante...
A partir de uma publicação recente do Arquivos de Medicina Interna, um dos melhores periódicos mundiais (fator de impacto = 8,391).

O maior estudo clínico estudando acupuntura para tratar dores nas costas (638 indivíduos) encontrou resultados semelhantes ao comparar acupuntura com acupuntura placebo. Mas o espantoso e mais interessante é que, ambos, tiveram resultados superiores ao "tratamento convencional" (medicação+orientação+fisioterapia).

Posto no Blog o artigo integral e que poderá ser encontrado na página: http://www.prontuariodenoticias.com.br/noticias.asp?secao=PE&id=5762

Um estudo que avaliou a eficácia da acupuntura para tratamento de dor nas costas concluiu que ela não consegue ser melhor do que uma forma falsa desse tratamento, na qual as pessoas são submetidas apenas a picadas superficiais em pontos aleatórios do corpo.
O trabalho, porém, trouxe uma revelação surpreendente: as duas formas de acupuntura, a verdadeira e a simulada, parecem ser mais eficazes do que o "atendimento usual" que pacientes de lombalgia costumam receber.
Os resultados do teste clínico estão na edição de ontem da revista "Archives of Internal Medicine", da Associação Médica Americana. Com 638 voluntários, é um dos maiores ensaios já feitos para testar se a acupuntura funciona para valer.
Para avaliar a eficácia de um remédio que vem na forma de comprimidos, o que médicos fazem é comparar seu efeito ao de um placebo --uma pílula de farinha sem nenhuma substância relevante. O problema da acupuntura é que é difícil alguém fingir que está aplicando agulhas num paciente sem que ele perceba que não está sendo espetado.
Só nos últimos anos é que cientistas têm usado a acupuntura simulada --um tipo de "agulha placebo"-- para isso.No estudo publicado ontem, Daniel Cherkin, do Centro para Estudos da Saúde, de Seattle (EUA), e seus coautores explicam como é essa estratégia."Desenvolvemos uma técnica de acupuntura simulada usando um palito de dentes no tubo de suporte da agulha, que se mostrou capaz de passar por acupuntura com credibilidade em pacientes de lombalgia sem experiência de tratamento com acupuntura", escrevem Cherkin e colegas. "O acupunturista pressiona o palito gentilmente, torcendo-o um pouco para simular uma agulha de acupuntura se agarrando à pele."Para distanciar o tratamento ainda mais da acupuntura real, os cientistas aplicaram o palito de dentes em pontos longe das regiões tidas como corretas por acupunturistas profissionais.Ninguém percebeu a diferença e, surpresa ou não, o palito de dentes teve a mesma eficácia da agulha verdadeira.
Mas susto maior veio quando os dados sobre "atendimento usual" aos pacientes entraram na conta.Após oito semanas, 60% dos pacientes sob acupuntura real ou simulada tiveram certa melhora, mas só 39% dos outros voluntários relataram progresso. Estes últimos, porém, não passaram por nenhum "atendimento relacionado ao estudo", só pelo tratamento que o médico de cada um indicava ("em geral remédios, cuidados primários e idas à fisioterapia").Se, por um lado, a acupuntura real não se saiu melhor do que palitos de dentes, por outro, o teste sugere que autoridades de saúde pública deem um passo atrás para saber o que o "atendimento usual" tem reservado a quem tem lombalgia.

Fonte : Folha On Line

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A História e a Evolução da Fisioterapia Oncológica

A História e a Evolução da Fisioterapia Oncológica

Os avanços tecnológicos associado à melhor prestação de serviços em oncologia aumentaram significativamente as taxas de sobrevida de pacientes acometidos por esta terrível patologia.

Em todos estes pacientes, o câncer e sua intervenção terapêutica necessária muitas vezes produzem significativa perda funcional permanente ou a longo prazo, requerendo reabilitação para retorno do indivíduo à independência funcional e para melhorar a sua qualidade de vida.

Artigo na íntegra: http://www.webartigos.com/articles/17226/1/a-historia-e-a-evolucao-da-fisioterapia-oncologica/1.html

sábado, 25 de abril de 2009

Apresento com grande satisfação uma série bem simples que acredito possa auxiliar no dia a dia do fisioterapeuta.
Trata de uma série auto-explicativa contendo uma série de informações de fácil entendimento e execução.
Como forma de auxiliar os fisioterapeutas no processo de entendimento de suas orientações na prática clínica.
Aqui o grande executor da reabilitação é o próprio paciente/cliente, onde ele é o responsável por sua integridade física.
Contando sempre com a ajuda de um profissional.

Mais sobre esta série: www.fisioterapiamanaus.com.br




quarta-feira, 22 de abril de 2009

A terapia Gênica

Terapia gênica, em seu termo mais amplo, significa o tratamento de doenças ou a correção de qualquer disfunção do organismo pela introdução de genes funcionais que substituam ou complementem aqueles defeituosos. Atualmente, o conceito de terapia gênica foi ampliado e inclui o tratamento de doenças infecciosas e do câncer. Nesses casos, a terapia tem como base a transferência de um pedaço do código genético do agente causador da doença para animais ou humanos. Aplicado por meio de injeção intramuscular, esse DNA, freqüentemente associado a um plasmídeo, cria condições para a produção da proteína antigênica pelas próprias células do indivíduo inoculado. Essa estratégia é hoje a maior esperança para o combate não só do câncer como das doenças infecciosas, para as quais ainda não se tem tratamento ou prevenção segura, como herpes, Aids, malária, hepatite, esquistossomose, dengue e a tuberculose.

A terapia gênica deverá ser indicada para

o tratamento de vários tipos de câncer: tumores cerebrais, câncer de mama, câncer colon-retal, melanoma malígno, neuroblastoma, câncer pulmonar, câncer de ovário, carcinoma de célula renal. A terapia gênica também deverá ser apropriada para a cura da diabetes e obesidade, produção de hormônios ,desenvolvimento de vacina contra o HIV e no tratamento de doenças neurológicas.

PERSPECTIVAS DA TERAPIA GENICA

As expectativas atuais indicam que a terapia gênica não se limitará somente a substituir ou corrigir genes defeituosos. Novas possibilidades terapêuticas dessa recente tecnologia estão sendo desenvolvidas, para permitir a liberação de proteínas que também controlem os níveis hormonais ou estimulem o sistema imunológico. A terapia gênica é a esperança de tratamento para um grande número de doenças até hoje consideradas incuráveis por métodos convencionais, que vão das hereditárias e degenerativas às diversas formas de câncer e doenças infecciosas.
O ano 2000 já começa com um marco histórico para a ciência. Foi apresentado a primeira versão do genoma humano _ um quebra-cabeça gigantesco, que vai identificar os 130 mil genes do nosso organismo e mostrar como estão combinadas as suas 3 bilhões de bases químicas. Sem sombra de dúvida, é um fecho de ouro para a ciência no século XX. Com esse verdadeiro manual do nosso código genético, fruto de anos e anos de pesquisa em genética e informática, poderemos começar a entender o que somos, por que cada um de nós é diferente de todos os outros e de que modo poderemos nos livrar de milhares de doenças genéticas, do câncer e de doenças infecciosas.
O genoma pronto abre um caminho novo e espetacular para a terapia gênica _ a pesquisa médica passa a ocorrer no nível das moléculas e genes. Computadores farão, com uma velocidade e precisão fantásticas, as análises, hoje impensáveis, dos genes e da estrutura de milhares de moléculas por eles codificadas. A terapia gênica será um recurso natural para curar muitas doenças, uma vez que os defeitos genéticos respondem por cerca de 20% da mortalidade infantil, 50% dos abortos e 80% dos casos de problemas mentais.
Não demorará muito tempo, para que cerca de 20 a 30 doenças hereditárias sejam decifradas pelo uso das informações do projeto genoma e muitas delas possam ser curadas pela terapia gênica. Essa lista deverá incluir diabete, hemofilia, mal de Alzheimer, fibrose cística, distrofia muscular, mal de Huntington, certas formas de anemia, obesidade hereditária, alguns tipos de câncer e parte dos distúrbios cardiovasculares. Além disso, certos tumores malígnos poderão ser controlados num estágio inicial, permitindo ao seu portador levar uma vida praticamente normal.

Texto retirado do ensaio de

Texto retirado do ensaio de Rafael Raiter
Site: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/TG110.htm

segunda-feira, 20 de abril de 2009


Júlio Pedrosa Da equipe de A CRÍTICA

Há quatro anos em Manaus, o fisioterapeuta Igor Simões Andrade, 33, criador da Bototerapia, prática terapêutica assistida por golfinhos de rio - como são conhecidos os botos-cor-de-rosa da Amazônia - aguarda a decisão sobre a implantação dos hotéis de selva na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé para viabilizar a implantação, no local, do projeto que oferece terapia para portadores de necessidades especiais.
Hoje, a bototerapia, segundo Igor, é oferecida apenas no Hotel Ariaú, no Município de Iranduba. A idéia do terapeuta é trazer o trabalho para uma área mais próxima de Manaus e treinar os moradores das comunidades da RDS para que possam atuar também na aplicação da técnica.
Segundo Igor, o trabalho hoje é realizado com pouco mais de 40 crianças de entidades filantrópicas, e a intenção é aumentar esse número. “Não é preciso grandes estruturas para fazer o trabalho. Uma das vantagens está no fato de a reserva estar mais próxima de Manaus (a uma distância aproximada de 25 quilômetros). Para que o trabalho seja feito, bastam apenas um flutuante, vigilância, combustível para deslocamento das embarcações e peixes para alimentar os botos”, explicou.
Segundo Igor, na RDS do Tupé existem inúmeras comunidades de botos, inclusive no igarapé do Tatu, onde existe a perspectiva de funcionamento de um hotel de selva flutuante. “A espécie ocorre geralmente nos canais principais e no encontro dos afluentes com grandes rios, como é o caso do Cuieras com Negro, e Tarumã com Negro, na praia do Tupé”, diz.
Meio ambiente
O especialista observa que o Projeto Bototerapia também tem finalidade ambiental, pois visa a proteção da espécie, que é vítima da caça predatória. “O boto hoje é vítima de uma matança silenciosa. Já existem até caçadores profissionais que matam o animal, picam a carne para utilizá-la como isca para a pesca da piracatinga, um peixe liso que tem toneladas exportadas para outros países”, relata.
Fonte: Jornal a crítica

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Desmame da ventilação mecânica

DESMAME DA VENTILACAO MECANICA:

Daily Screening:

1)PaO2/ FiO2 > ou igual a 200

2)Peep <> 35 por mais de 5 min ou

SatO2<> 180 ou < 90 durante pelo menos 1 min ou

Agitação ou ansiedade + diaforese intensa por mais de 5 min

Verificando-se qualquer destes itens voltar p/ VM e refazer o daily screening e o trial de ventilação espontânea no dia seguinte.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O contexto da fisioterapia em Manaus(parte III).

Parte III - Blog

Continuando, a segunda questão levantada no início do ensaio é muito mais difícil responder. E talvez quem sabe um dia poderei respondê-la.
Mas mesmo assim, abordaremos algumas questões relevantes. Não consigo compreender como nós fisioterapeutas, prestadores de serviço que somos, apresentamos tanta ineficiência no que concerne a publicidade e o marketing pessoal/profissional já que são condições inerentes a todo e qualquer profissional liberal, com eficiência comprovada mundialmente e desde sempre.
Uma boa apresentação individual, passando pela forma com que nos vestimos e como nos dirigimos aos nossos clientes e aos profissionais com que mantemos relação estreita por conta de nossas atividades profissionais , são primordiais e precisamos atentar para certos desvios de postura.
Comumente me deparo com situações no mínimo hilárias se não fossem sórdidas. A interação interpessoal é a chave para futuros contatos profissional. E precisamos lembrar que nossos clientes são exigentes quanto ao trabalho oferecido e por nós prestados. Da mesma forma os demais profissionais da área da saúde são exigentes quando o assunto é o cliente que necessita de nossos serviços, principalmente quando o sucesso de suas intervenções prévias depende da recuperação funcional plena do indivíduo.
Uma relação sólida construída com os nossos clientes, baseada no conhecimento científico-técnico e resultados satisfatórios são nossos cartões de visita.
Entretanto, seguindo a máxima de que a quem nunca aparece nada acontece, é preciso que mantenhamos estreito contato com os demais profissionais que encaminharam os clientes para os nossos serviços. Relatórios da evolução de nossos clientes expedidos por nós a cada reavaliação com o outro profissional é importantíssimo, uma vez que mostramos quem é o profissional que está na outra ponta da linha da mesma forma que ao promover a evolução dos clientes, a chance daquele profissional em acreditar em nossa intervenção cresce exponencialmente.
Outra consideração a ser feita é a constante necessidade de se fazer presente nos principais nichos freqüentados por semelhantes. Encontros científicos, palestras, congressos e curso de extensão promovidos em nossa cidade são excelentes veículos de divulgação de nossos trabalhos.
Participe sempre que possível de atividades inerentes a sua profissão. Promova cursos e palestras, visite as faculdades que ofereçam o curso de graduação de fisioterapia, não restrinja seu núcleo de convívio só porque é aluno desta ou de outra instituição. Publique e divulgue seus trabalhos em jornadas científicas promovidas por todas as instituições de Manaus.
Tenha sempre em mãos um currículo bem fundamentado e claro impresso e digital. O antigo cartão de visita ou de apresentação profissional também tem o seu valor. Converse interaja principalmente com aqueles profissionais que usualmente não fazem parte do seu convívio profissional.
E nunca, jamais, pare de produzir ou de divulgar o seu trabalho por conta de críticas. Estas sempre estarão presentes, mas somente para àqueles que se destacam e normalmente são instrumentos úteis para que possamos repensar uma melhor tática e uma abordagem mais eficiente.
Lembre-se que os fisioterapeutas mais ilustres de nossa profissão não são aqueles que estavam na hora certa e no lugar certo, mas que souberam aproveitar o momento para divulgar seus trabalhos seja científico, seja com suas performances profissionais.

Para acessar o texto na íntegra:

http://www.webartigos.com/articles/15641/1/o-contexto-atual-da-fisioterapia-em-manaus/1.html