O site da Fisioterapia em Manaus

Vídeo da clínica de reabilitação funcional de Manaus

sábado, 8 de agosto de 2009

Atendimento domiciliar - Clínica ORTOCLINFI


Nossa clínica, uma das pioneiras na prestação de serviços em fisioterapia domiciliar em Manaus, dispõe de uma equipe integrada e equipamentos para um atendimento com qualidade e profissionalismo na cidade de Manaus.


A facilidade de receber o tratamento fisioterapêutico em domicílio, além do acompanhamento do atendimento e a evolução do cliente, garantem uma maior interação entre o fisioterapeuta e os familiares.
Dispomos da possibilidade do atendimento à pacientes neurológicos tanto adultos quantos infantis, além do cuidado ao idoso à preços acessíveis e pacotes para os atendimentos.

Conhecendo a fisioterapia domiciliar

A Fisioterapia Domiciliar ou, popularmente conhecida como Fisioterapia Home Care, é a modalidade dessa profissão que prevê o atendimento do paciente em sua própria residência.. A grande vantagem desse tipo de abordagem em relação à internação prolongada, atendimentos ambulatoriais intermináveis, ou mesmo à estada ad eternum de idosos, doentes crônicos e terminais em casas de repouso e hospitais de retaguarda, são as condições propícias à recuperação física e psíquica proporcionadas pela proximidade de um ambiente familiar, bem como pelo contato afetivo de parentes e amigos.

Um dos objetivos da fisioterapia na reabilitação de pacientes portadores de doenças neurológicas crônicas é alcançar maior grau de independência. A motivação do paciente e a aceitação no que diz respeito às alterações do seu estilo de vida são fatores relevantes para o sucesso da reabilitação .
O profissional precisa inicialmente dominar a capacidade de se comunicar e angariar a confiança e, assim, a cooperação do paciente. Sua conduta não deve ser restrita ao protocolo de tratamento, mas também a boa avaliação, monitorização do progresso e orientação aos parentes nos cuidados e na convivência com o doente.



Contato:
xavierdaniel@hotmail.com

www.fisioterapiamanaus.com.br

VI Congresso Amazônico de ortopedia e traumatologia e XI Jornada de ortopedia e fisioterapia da região norte

Assista a apresentação da palestra proferida por Daniel Xavier na VI Congresso Amazônico de ortopedia e traumatologia e XI Jornada de ortopedia e fisioterapia da região norte realizado nesta semana em Manaus.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A extensão ativa precoce após a reconstrução do ligamento cruzado anterior não resulta no aumento da frouxidão do joelho

A ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma lesão comum tanto durante os esportes como em atividades nas horas de lazer.


Um protocolo de reabilitação pós-operatória bem planejado é importante para o resultado final após a reconstrução do LCA bem como a própria cirurgia. Movimento articular precoce é também benéfico quando feito para prevenir a contração capsular e reduzir o inchaço e a dor. A imobilização pós-operatória do joelho pode contribuir para a limitação da amplitude de movimento (ADM), hipotrofia muscular e função inferior do joelho. O protocolo de reabilitação objetiva restaurar a ADM, força, coordenação e a função completa o mais precoce possível, sem danificar o enxerto.


Para nosso conhecimento, não existem estudos randomizados com um seguimento adequado os quais usaram um método exato de técnica de mensuração como a análise radiostereométrica (RSA) para estudar a influência da extensão imediata e ativa na lassidão antero-posterior do joelho (lassidão A-P), após a reconstrução do LCA apesar dos muitos programas de reabilitação, incluindo extensão total precoce ativa e/ou passiva após a reconstrução do LCA.


Em 1990, Shelbourne e Nitz apresentaram seus protocolos acelerado de reabilitação pós-operatória após LCA, no qual eles permitiam a imediata extensão ativa total do joelho e enfatizaram a reabilitação agressiva precoce. Em 1995, Shelbourne et al. apresentaram 2-6 anos de seguimento após a reconstrução do LCA com enxerto do tendão patelar autógeno e participação no programa de reabilitação acelerado. Três anos depois Munetta e colaboradores apresentaram o resultado após a reconstrução do LCA, com múltiplos feixes do tendão semitendíneo, no qual eles enfatizaram a reabilitação agressiva precoce.


Diversos estudos compararam o efeito da cadeia cinética aberta (CCA) e cadeia cinética fechada (CCF) e a maioria dos protocolos de reabilitação pós-operatória utilizados hoje incluem a combinação de ambos os métodos. Entretanto, somente alguns estudos dirigiram-se à questão de se a extensão precoce ativa e passiva imediatamente após a RLCA afeta a lassidão A-P do joelho.


Acredita-se também que existem dois períodos pós-operatórios durante o qual o enxerto do LCA e suas fixações estão mais vulneráveis. O primeiro período inicia imediatamente após a reconstrução, enquanto o segundo inicia quando o enxerto torna-se fraco devido à revitalização do enxerto, até que alcance seu ponto mais fraco, aproximadamente 12 semanas após a reconstrução.


Nosso objetivo era de estudar se permitindo a extensão ativa e passiva, imediatamente após a reconstrução do LCA poderia aumentar a lassidão A-P pós-operatória e conduzir subseqüentemente a um resultado clinico inferior.


Nossas hipóteses eram que permitindo a extensão ativa e passiva, sem nenhuma restrição, imediatamente após a reconstrução do LCA não teria efeitos negativos na lassidão A-P, produzindo resultados clínicos similares até 2 anos após a operação.

www.webtvinterativa.com/rrevista/rr131206b.do

domingo, 26 de julho de 2009

A Fisioterapia brasileira


Recentemente ao ler uma entrevista que citava com propriedade inúmeros desportistas e médicos do Brasil, deparei-me com uma situação no mínimo inusitada.

Uma afirmativa entre estas sumidades era consensual: “ A fisioterapia brasileira é uma das melhores do mundo”.

Não havia até o presente momento pensado nesta situação, afinal que diferença faria ser o Brasil o local onde a fisioterapia é realizada com maior propriedade no mundo?

Poderia de fato, ter sido uma afirmação a esmo e falada por grandes nacionalistas sem qualquer teor ou embasamento teórico-científico.

Mas cá entre nós, em nosso país nos degladiamos com outras profissões em busca do espaço há muito alcançado. Lutamos constantemente para embasar nossa terapêutica. Lidamos diariamente com a descrença e por muitas vezes o escárnio de alguns colegas da área da saúde. Seja em qualquer área onde a fisioterapia se faça presente, sempre parece haver uma barreira intransponível diante de nossos olhos.

Entretanto, diante destas dificuldades inerentes ao dia-a-dia de nossa profissão, nos tornamos mais fortes, mais profissionais e quem sabe mais coesos enquanto entidade ou classe.

Diferente de outros países onde a fisioterapia é um curso técnico e coadjuvante ao atendimento médico, aqui gozamos de autonomia plena para exercermos nossas profissões.

Ao longo dos anos, temos alcançado vitórias que nos garantem certa credibilidade junto a mídia nacional e internacional. A nossa parca tecnologia nos forçou sobremaneira a encontrar formas variadas de lidar com problemas rotineiros seja pela falta de material ou pela falta de capacitação.


Sim, de fato nos tornamos mais fortes e maduros enquanto profissão.

Dentro da fisioterapia desportiva nos tornamos sumidades. Reabilitamos com qualidade e propriedade. Na fisioterapia intensiva, demonstramos através de nossa capacitação que imperioso é o fato de termos um espaço cada dia mais relevante na recuperação dos enfermos mais graves. Na fisioterapia oncológica, prática extremamente recente, a busca pela qualidade de vida nos torna eminentes.

Concluindo, pouco na verdade importa se somos de fato a melhor fisioterapia do mundo, isto é irrelevante. O que realmente interessa é o quanto somos imprescindíveis para o nosso cliente, suas história e sua consideração pelos nossos feitos.

Que não percamos nossa constante capacidade de adaptação às dificuldades a nós apresentada, que não deixemos de lado nosso ideal de nos fazermos presentes em toda e qualquer área da saúde. Que não percamos jamais nossa terna humildade de saber que o caminho a ser percorrido é duro e que exige de cada um de nós, fisioterapeutas, a excelência e o profissionalismo extremos.


Daniel Xavier

Mestre em fisioterapia neuromuscular

Mestre em fisioterapia intensiva

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Protocolos de reabilitação pós-cirurgia de Ligamento Cruzado Anterior



Protocolos de reabilitação pós-cirurgia de Ligamento Cruzado Anterior


Na fase de reabilitação pós-cirúrgica, podem ser utilizados 2 tipos de protocolos diferentes. O Protocolo normal que visa a recuperação do joelho do paciente não atleta, ou de pacientes do sexo feminino, e o protocolo acelerado de reabilitação do joelho para pacientes atletas com a intenção de recuperá-lo em menor tempo, retornando assim a sua atividade profissional mais rapidamente possível.





Os protocolos serão descritos abaixo:

Protocolo Normal de Reabilitação do joelho
1º ao 3º dia - pós-operatório

- Mobilização passiva da patela
- ADM a 90º brace em extensão
- Marchas com muletas sem apoio
- Crioterapia no joelho.


4º ao 14º dia

- ADM 0º até o suportável
- Exercícios isométricos sem carga
- Exercícios isotônicos de quadril e tornozelo com carga progressiva
- Exercícios ativos livres (flexo-extensão)
- Criocinética

3ª semanas

- ADM 0º a 120º
- Retirada do brace
- Propriocepção sem descarga de peso (sentado)
- Alongamentos leves
- Exercícios isométricos de joelho com carga progressiva
- Exercícios isotônicos de quadril com carga
- Exercícios isotônicos de tornozelo

4ª semanas

- ADM normal
- Piscina terapêutica
- Propriocepção com apoio bipodal em solo estável
- Marcha com apoio total (após 21 dias)

1º ao 2º mês

- Propriocepção com apoio unipodal em solo estável evoluindo para instável
- Bicicleta estacionária com carga gradual
- Exercícios isotônicos de joelho com carga progressiva


2º ao 3º mês

- Marcha na esteira com inclinação
- Propriocepção com apoio unipodal em solo instável
- Step com resistência gradual


3º ao 4º mês

- Propriocepção avançada
- Trote sem mudança de direção
- Natação
- Mecanoterapia com carga gradual e baixa ADM

4º ao 6º mês

- Propriocepção específica para o esporte, Saltos,
- Reforço muscular global intensivo
- Corrida com mudança de direção
- Nova avaliação isocinética
- Alta ambulatorial

6º ao 8º mês

- Reabilitação especial para retorno a atividade esportiva
- Treinamento específico
- Condicionamento físico
(GOULD III, 1993)


Protocolo acelerado reabilitação para reconstrução do ligamento cruzado anterior

1º dia de PO

- Mobilização passiva de O a 90º graus
- Brace em extensão completa
- Apoio na marcha tanto quanto tolerado (sem muletas)

2º ao 4º dia

- extensão total
- apoio total sem muletas

7º ao 10º dia

- alongamento de isquiostibiais
- flexão ativo assistida
- retirada gradual brace
- Caminhar

2ª a 3ª semanas

- Mobilização passiva de 0 a 110 graus
- Fortalecimento gastrocnêmico, sóleo
- Atividades com carga

5ª a 6ª semanas

- Mobilização passiva de 0 a 130 graus
- Avaliação isocinética
- Início de corridas leves, pular corda, exercícios de agilidade

10ª semanas

- Mobilização passiva total
- Exercícios de agilidade
- Atividades esportiva específicas¨

Treinamento específico

- Condicionamento físico

4º a 6º mês

- Retorno à atividade esportiva
(GOULD III, 1993)


Mais informações: www.fisioterapiamanaus.com.br