O site da Fisioterapia em Manaus

Vídeo da clínica de reabilitação funcional de Manaus

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sábado, 27 de novembro de 2010

A Fisioterapia intensiva na Hipertensão Intracraniana

A Fisioterapia intensiva na Hipertensão Craniana

A hipertensão intracraniana (HIC) é a síndrome clínica resultante do aumento da pressão intracraniana (PIC). No ambiente de UTI, se faz necessário de uma equipe multiprofissional em constantes atualizações e reciclagens tendo em vista um melhor tratamento para esses pacientes, pois é de extrema importância o conhecimento da patologia, para buscar o diagnóstico e a terapêutica, precoce e adequada, prevenindo assim o surgimento de lesões secundárias.

A pressão intracraniana é resultante da soma de três volumes que ocupam um total entre 1000 ml e 1600 ml que se distribuem da seguinte maneira:

• 70% de componente parenquimatoso (tecido Nervoso);
• 23% componente licórico e água extravascular;
• 7% de componente vascular.

Quando ocorre um aumento de um dos componentes, causam um efeito de massa responsável por compressões e deslocamentos denominadas de hénia encefálica.

A hipertensão intracraniana constitui um evento comum entre traumatismos cerebrais agudos graves, lesões tumorais (Neoplasias, abscessos, hematomas, cistos congênitos, granulomas) e hidrocefalia. Como a HIC está relacionado a fenômenos compressivos e isquêmicos, ocorrerá uma interferência no fluxo sanguíneo cerebral (FSC), pela diminuição da pressão da perfusão cerebral (PPC), causada pelo aumento da PIC, ou seja, a elevação da PIC acarreta a diminuição da PPC, que, por sua vez, diminui o FSC. Por esse motivo, a HIC é uma urgência neurológica e a ventilação mecânica se torna imprescindível, protegendo as vias aéreas, permitindo a sedação e evitando a hipoxemia e a hipercapnia.

Para melhor controle da HIC são realizadas algumas monitorizações neurológicas como:

Monitorização da PIC: consegue detectar o quanto antes a elevação da PIC, sua monitorização é intraventricular, permitindo a drenagem de líquor no controle da HIC, seu valor tolerável é de até 20 mmHg, podendo ser utilizado o seguinte critério:

• PIC ≤ 10 mmHg: Normal
• PIC 10 e 20 mmHg: levemente aumentada
• PIC 21 e 40 mmHg: moderadamente aumentada
• PIC acima de 40 mmHg: gravemente aumentada

Fluxo Sanguíneo Cerebral (FSC): o cérebro possui 2 a 3% do peso corporal, mas necessita de 20% de todo O2 consumido pelo organismo, e essa demanda é atendida pelo FSC que irá variar em função da PPC e do RVC sendo calçudo da seguinte maneira:
FSC = PPC / RVC

Sendo FSC inversamente proporcional a RVC e diretamente proporcional a PPC.
Pressão de Perfusão Cerebral (PPC): é o gradiente pressórico que há entre a Pressão Arterial Media (PAM) e a Pressão Intracraniana (PIC), que deverá ser mantida ≥ a 70 mmHg para que aja uma perfusão sanguínea adequada no SNC, sendo calculado da seguinte maneira:

PPC = PAM – PIC

 Extração Cerebral de Oxigênio (ECO2) e Consumo Cerebral de Oxigênio (CCO2): a taxa de ECO2 avalia a relação entre o CCO2 e o FSC, ou seja, a oferta de oxigênio e o consumo cerebral. A ECO2 é a diferença arteriojugular das saturações de oxiemoglobina, com medida de sangue arterial geralmente obtida pela artéria radial (SaO2) e sangue venoso cerebral obtido do bulbo jugular (SjO2), utilizando esta formula:

ECO2 = SaO2 – SjO2

As faixas normais de variação da ECO2 é de 24 a 42% em adultos e 17 a 35% em crianças e da SjO2 é de 55 a 69% em adultos e 62 a 76% em crianças.
A manutenção terapêutica da ECO2 normal ou próximo do normal se associa significativamente a uma melhor evolução neurológica.

Capnometria: permite a monitorização continua do CO2 exalado por meio de um sensor adaptado a cânula de entubação, em geral o paciente deve ser mantido com PaCO2 em torno de 35 mmHg, pois a hiperventilação prolongada deverá ser evitada pelo risco de induzir isquemia cerebral por queda FSC.

Durante o período de controle da HIC, se prefere o uso da ventilação assisto- controlado modo volume controlado, para obter um maior controle do volume corrente e das modificações do FSC ocorridas pelas alterações na PaCO2, decorrentes da hipo ou hiperventilação.

Para controle da PaCO2 são necessários ajustes do Volume-minuto por meio das alterações do volume corrente/pressão inspiratória e/ou freqüência respiratória do paciente, devendo-se ter cuidado evitando elevadas freqüências respiratórias, para que não haja o auto-PEEP. Sendo também conveniente manter a saturação de O2 aproximadamente na faixa entre 96% a 98% ajustando assim, a fração inspirada de O2 juntamente com a PEEP, adequada à situação respiratória em questão, e que a utilização de PEEP elevadas, demonstram pouca influencia na PIC e complacência cerebral.

O principal objetivo dos cuidados no paciente neurológico é evitar a injuria secundaria, mantendo estabilidade hemodinâmica, metabólica, e respiratória, com o intuito de manter uma adequada oferta de oxigênio e de nutrientes ao tecido cerebral.

Especializandos: Isane Farias e Lissiane Tavares.
Orientação: Daniel Xavier.

www. sobratimanaus.com

domingo, 5 de setembro de 2010

Especialização em fisioterapia Intensiva

Especialização em fisioterapia intensiva na cidade de Manaus

"A mais completa da cidade de Manaus".

Com aulas teóricas semanais e práticas duas vezes por semana em nossos hospitais conveniados;Hospital e pronto socorro 28 de agosto, Fundação de Medicina Tropical, Hospital Platão Araújo e FCECON, nossa especialização é a mais completa da cidade de Manaus.

Formando especialistas em fisioterapia intensiva com vivência teórica e o que é imprescindível, vivência prática dentro da Unidade de tratamento intensivo, temos nos tornado referência na formação de fisioterapêutas intensivistas na região norte do país.

Aula teórico-prático sobre montagem, ajustes e modalidades da ventilação mecânica.

Diante de nossa grade curricular única e da presença de profissionais qualificados, contamos em nosso grupo de especializandos com profissionais da cidade de Coari-AM, Boa Vista-RR, Rio Branco-AC e Santarém-PA, além de professores de renome na cidade de Manaus que tendo em vista o custo-benefício e a qualidade da nossa especialização em fisioterapia intensiva, cursam a especialização em caráter de "alunos especiais".


Informações: www.sobratimanaus.com.br
diretoria@sobratimanaus.com

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Fisioterapia Intensiva em Manaus

Especializaçao em Fisioterapia Intensiva

ESPECIALIZANDOS DA SOBRATI/MANAUS SAO REFERÊNCIA EM FISIOTERAPIA INTENSIVA NA CIDADE DE MANAUS

Especializandas da primeira turma de especializaçao-SOBRATI/MANAUS


Os especializandos da primeira turma de fisioterapia intensiva da cidade de manaus vem á passos largos conquistando o espaço que compete a fisioterapia como componente fundamental na formaçao da equipe interdisciplinar dentro da Unidade de Tratamento intensivo.
Após concluirem o período de treinamento básico na Fundaçao CECON/AM, centro de referência no tratamento de pacientes oncológicos da regiao Norte do país, encontram-se atuando de forma irrepreenscível e levando qualidade na prestaçao de serviços em fisioterapia ao Hospital e pronto Socorro 28 de agosto.


O pioneirismo, associado a uma grade curricular robusta e completa, proporciona aos especializandos um embasamento teórico-prático inédito nesta regiao do País, fazendo com que nossos alunos nao mais precisem sair de Manaus para cursarem uma especializaçao de qualidade em outros estados do Brasil.
Contando com uma grade curricular que perfaz uma carga horária total de 1.200 horas/aula, nossos especializandos além de cursarem a parte prática da especializaçao em centros de excelência como a FCECON e o Hospital 28 de agosto, contam ainda com a possibilidade de outros dois centros/Hospitais de referência na cidade de Manaus, O Hospital e pronto Socorro Platao Araújo e a fundaçao de medicina tropical.

Diante destas enorme conquistas e através do profissionalismo e ética apresentando por nossos especializandos, mostramos a necessidade do fisioterapeuta dentro da Unidade de tratamento intensiva; Entretanto, a maior conquista talvez consista na abertura e colocaçao profissional que nossos especializandos vem conquistando diante dos hospitais da cidade de Manaus.
Professores Kleber Prado, Daniel Xavier-Diretor regional da SOBRATI/MANAUS, Nilander franco e Lilian Merine

O nosso diferencial enquanto especializaçao consiste na formaçao de especialistas que contam com um nível de experiência provido tanto pelas aulas teóricas semanais, quanto pela vivência prática evidenciada através de plantoes em UTIs de renome regional, além evidentemente da chancela de uma sociedade de reconhecimento nacional e internacional, a SOBRATI.
www.sobratimanaus.com
www.xavierdaniel.com
www.medicinaintensiva.com.br

domingo, 22 de agosto de 2010

Treinamento teórico-prático ministrado pela SOBRATI/MANAUS sobre a avaliação em fisioterapia intensiva.

Treinamento teórico-prático ministrado pela SOBRATI/MANAUS sobre a avaliação em fisioterapia intensiva.

Uma dos aspectos mais importantes acerca da fisioterapia intensiva consiste na avaliação realizada beira-leito dos pacientes criticamente enfermos dentro da Unidade de tratamento intensivo.

A partir de uma coleta sistemática de dados, que consiste primeiramente em uma análise minuciosa do prontuário médico, associado à leitura e interpretação correta dos exames complementares, embasam a tomada de decisão terapêutica e caracterizam a atuação do fisioterapeuta intensivista.

Os aspectos relacionados à elaboração do diagnóstico cinético-funcional são fundamentais e exigem um alto grau de conhecimento sobre os aspectos fisiológicos cardiopulmonar, da mecânica ventilatória e da fisiopatologia pulmonar.

A conduta terapêutica como um fim, deve ser subsidiada por todas as informações pertinentes ao paciente de forma a convergir para uma tomada de decisão concisa e que irá determinar a eficácia da fisioterapia em uma unidade de tratamento intensiva.

O treinamento teórico-prático é imprescindível a todos que pretendem trilhar os caminhos da terapia intensiva. O graduando ou especializando, deve ter acesso a todas as formas de avaliação disponíveis, bem como o correto treinamento para a posterior avaliação e conseqüente tomada de decisões terapêuticas.

Antigos paradigmas e conceitos usuais na fisioterapia respiratória, antes inquestionáveis, hoje já perderam sua condição em detrimento de uma maior complexidade e qualificação do profissional intensivista.

Um destes “paradigmas” consistia em que uma eficaz fisioterapia respiratória sempre terminava com a aspiração das vias aéreas dos pacientes internados. Hoje, esta conduta invasiva e por vezes traumática, fica dependente de uma criteriosa avaliação que justifique a sua real necessidade, onde para tanto, uma ausculta eficaz, somada a outros critérios, são prevalentes e exigem deste novo profissional, uma carga de conhecimento muito maior.

De fato, este novo profissional, o fisioterapeuta intensivista, a partir de sua formação diferenciada, consegue suprir a necessidade de um atendimento qualificado inerente aos pacientes gravemente enfermos e internados na UTI.

Nós da SOBRATI/MANAUS reconhecendo a importância fundamental na formação destes novos intensivistas, baseamos inicialmente nosso trabalho na capacitação através da avaliação cinético-funcional em UTI, disponibilizando materiais inovadores e atualmente inexistentes na cidade de Manaus, a fim de oferecer as melhores condições possíveis favorecendo o processo de ensino-aprendizagem.

Autor: Daniel Xavier.

Diretor regional da SOBRATI/MANAUS

sábado, 14 de agosto de 2010

Especialização em fisioterapia Intensiva em Manaus

Especialização em fisioterapia Intensiva em Manaus

Dr. Rafael Malezan, Dr.Daniel Xavier, Dra.Lilian Merini e Dr.Nilander Franco


Com o intuito de fortalecer nossa equipe de profissionais buscando sempre o melhor corpo docente para a especialização em fisioterapia intensiva, recebemos na condição de alunos especiais e professores do curso, a Dra. Lilian Merini Regini, professora e coordenadora da UFAM-Universidade Federal do Amazonas de Coari e o professor Dr. Rafael Malezan, reconhecidamente um dos melhores profissionais de Manaus e professor da Uninorte e da UEA.

Diante do crescimento e do reconhecimento da especialização em fisioterapia intensiva como uma das mais completas da cidade de Manaus, temos formado uma equipe coesa e com os profissionais extremamente qualificados para comporem nosso quadro de professores e parceiros.

Dispomos aos nossos especializandos uma carga horária e grade curricular que somam 1.200 horas/aula, onde inovando nas especializações existentes na cidade de Manaus, a metade desta carga será de caráter prático a serem realizadas em uma das Instituições conveniadas como: FCECON, Hospital 28 de Agosto, Hospital Platão Araújo e Fundação de Medicina Tropical.

Viemos com a SOBRATI, um grupo sólido com mais de dez anos na formação de intensivistas, com o intuito de formar profissionais altamente capacitados para o exercício da fisioterapia intensiva. Não temos a intenção de segmentar a profissão, mas sim agregar de forma a não desmerecer nenhuma outra pós-graduação, seja ela co-relata ou não.Tratamos com ética e profissionalismo não só nossos especializandos mas todos os profissionais da cidade de Manaus e o nossso sucesso é a maior resposta e prova de um trabalho ético, profissional e verdadeiramento voltado apenas para o crescimento da fisioterapia na região norte.

www.sobratimanaus.com

domingo, 13 de dezembro de 2009

1º especialização em fisioterapia intensiva de Manaus


Especialização em Fisioterapia Intensiva - Manaus 2010
Apresentamos a 1º Especialização em Fisioterapia Intensiva de Manaus a ser realizada com início em Abril de 2010.
Compondo sua grade curricular temos 416h/aula de caráter teórico, 416 h/aula de caráter prático, a ser realizado dentro do ambiente hospitalar em UTI e 108h/aula de aulas aos sábados o que confere a esta especialização como sendo uma das mais completas na formação do fisioterapeuta intensivista.
Com a chancela da SOBRATI-Sociedade Brasielira de Terapia Intensiva, garantimos a confiabilidade e credenciais necessários para formarmos a primeira turma de especialistas em fisioterapia intensiva da região norte do país.

Nosso site: www.sobratimanaus.com.br

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fisioterapia Intensiva: Nova Especialidade e Modelo Educacional

Fisioterapia Intensiva: Nova Especialidade e Modelo Educacional

Autor: Douglas Ferrari Co-Autores: André Luciano Pinto, Rodrigo Tadine, Silvio César Autílio.

FISIOTERAPIA INTENSIVA

A Fisioterapia dedicada ao paciente crítico tem seu início no mundo na década de 1950 com a crise da poliomielite .

( UTI em 1955 com utilização do pulmão de aço - Boston )

Inicialmente tinha seu enfoque na assistência ventilatória com manuseio dos ventiladores não invasivos chamados de pulmão de aço ( Iron Lung ). Após este período, vem sido incorporada ao atendimento dos pacientes principalmente no aspecto respiratório, a chamada fisioterapia pneumo-funcional, e a neurológica então neuro-funcional. Em 2001, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional ( COFFITO ) reconhece os primeiros cursos de Fisioterapia Intensiva no Brasil, dando início a conceituação moderna da atuação do fisioterapeuta intensivista, este com atuação exclusiva nas unidades de Terapia Intensiva e Semi-Intensiva.

Douglas Ferrari, Presidente da SOBRATI descreve em 2000 o Primeiro Projeto pedagógico Oficial e nome da Especialidade: Fisioterapia Intensiva

As Unidades de Terapia Intensiva transformaram-se em serviço especializado de caráter multiprofissional o qual englobou o fisioterapeuta no aspecto de diagnóstico, tratamento e prevenção. Nesta nova perspectiva há necessidade de transformar o profissional, oferecendo-lhe conhecimento teórico e prático para poder oferecer assistência com qualidade e interferir para o bom prognóstico e qualidade pós-internação. Portanto a formação específica em Fisioterapia Intensiva é fundamental e necessária para introduzir o fisioterapeuta definitivamente no tratamento do paciente crítico.

O crescimento da complexidade aliado ao desenvolvimento tecnológico na atenção ao paciente criticamente doente exige uma formação profissional aprofundada, reflexiva e crítica que permita ao fisioterapeuta desenvolver ações assistenciais que o permitam superar os desafios clínicos e funcionais dos pacientes, os quais apresentam quadros clínicos flutuantes, exigindo uma maior complexidade nos processos diagnósticos e terapêuticos de tomadas de decisões.

A assistência ventilatória do paciente crítico, a monitorização ventilo-respiratória, a prevenção dos efeitos decorrentes do repouso prolongado no leito, assim como a atenção dos distúrbios e lesões musculoesqueléticos, neurofuncionais, metabólicos e cardiovasculares imprimem uma gama de conhecimentos que transcende a Fisioterapia Pneumofuncional, apontando para a necessidade do treinamento na área de Fisioterapia Intensiva, especialidade de maior nível de complexidade e que, se devidamente administrada proporciona melhora significativa de indicadores de qualidade assistencial, tais como: morbidade, mortalidade e taxa de permanência, representando ganhos funcionais importantes e otimizando a relação custo-benefício da assistência. Nesta visão surge o Fisioterapeuta Intensivista ( FI ).

Quem é o Fisioterapeuta Intensivista ?

É profissional que se dedica ao atendimento do paciente crítico, efetuando diagnósticos e terapias cinesio-funcionais. Sua importância é reconhecida na Portaria do MS a qual prevê sua obrigatoriedade em regime exlcusivo de 12 horas nas UTIs. É sua função elaborar o prontuário fisioterapeutico com os diagnósticos e tratamentos funcionais e finalização de alta. Como agente promotor da fisioterapia, deve ser o coordenador dos procedimentos fisioterapeuticos, orientado os componentes das Unidades, sobretudo auxiliares, e sendo o realizador principal dessa atividade.

Titulação- No âmbito de complexidade, a fisioterapia participa do processo na sua integridade o que exige formação específica e competente, impondo-se critérios de Titulação.

Formação e Titulação: As tendências atuais levam a duas formas de titulação direta emitida através do Conselho de Fisioterapia, ou seja, a de especialização em CF-AFIB ou profissionais que comprovem até 2003 5 anos de atuação em UTI.

Objetivos da especialização em FI:

  • Capacitar o fisioterapeuta a utilizar os modernos recursos diagnósticos cinesiológicos funcionais e fisioterapêuticos na prática clínica da Fisioterapia Intensiva;

  • Aprofundar os conhecimentos do fisioterapeuta quanto à administração do Processo Fisioterapêutico, englobando os aspectos diagnósticos, prognósticos e intervencionistas, considerando as ações sinérgicas e cinéticas dos órgãos e sistemas humanos;

  • Capacitar os fisioterapeutas á resolução de intercorrências relacionadas à prática fisioterapêutica

  • Aperfeiçoar o nível de assistência prestada por fisioterapeutas no âmbito da Fisioterapia Intensiva;

  • Favorecer o desenvolvimento da formação científica no campo da Fisioterapia Intensiva, e

  • Formar especialistas designados fisioterapeutas intensivista para abrangência proporcional mercadológica do crescimento nacional das UTIS

É de caráter obrigatório que todos profissionais sejam submetidos a aprovação do SAFI e recomenda-se o ACLS Advanced Cardiologic Life Support para ser portador do título de especilista em FI.

O FI tem a necessidade de conhecer a clinica e as manifestações das doenças nos diversos sistemas para poder interagir melhor no atendimento fisioterapêutico.

Atuação Específica :

  1. Parada-Cárdio-Respiratória : Os procedimentos fisioterapeuticos intensivos podem favorecer fatores que induzam a arritmias. Portanto o fisioterapeuta deve em situações emergenciais iniciar as manobras de reanimação pertinentes incluindo ABCD primário e, na ausência do médico e caracterizada a urgência-emergência, efetuar o A secundário ( intubação orotraqueal ) desde esteja habilitado ( portador do ACLS e Título ). Assistência Ventilatória : refere-se a indicação, acompanhamento e técnica de desmame com avaliação dos principais índices respiratórios como Tobim e PaO2/Fio2. Na prática é essencial a utilização dos ventilômetros, manovacuômetros, e insentivadores;

  2. Transporte intra-hospitalar: deve ser de rotina o acompanhamento do FI no transporte de pacientes dependentes de oxigênio ou ventiladores para exames como tomografia computadorizada e ressonâncias, onde com ventiladores microprocessados de transporte com MICROTAK podem ser de extrema importância em pacientes dependentes de modos ventilatórios volumétricos e peep;

  3. Atendimento emergencial – pronto socorro

Diretrizes curriculares básicas para formação do FI: O projeto pedagógico destinado a formação do FI inclui sua atividade de formação exclusiva no ambiente UTI, com carga horária mínima de 1600 horas, e mínimo de 13 meses, em Unidades que permitam 2 leito / 1especializando e possuam alto grau de complexidade. Curricularmente inclui nas suas disciplinas:

  1. Fisioterapia Pneumo-Funcional Intensiva;

  2. Fisioterapia Neuro-Funcional Intensiva;

  3. Assistência Ventilatória;

  4. Exames Complementares em UTI;

  5. Fisioterapia Cárdio-Vascular Intensiva;

  6. Fisioterapia Músculo-esquelética;

  7. Fisioterapia Nefrológica Intensiva;

Atuação do FI:

Assistência Ventilatória: Inclui a oxigenoterapia e Ventilação mecânica.

  1. Oxigenioterapia: impregada através de catéter, máscara ou ventilação mecânica, deve indicada e acompanhadas através de avaliações gasométricas diárias.

  2. Ventilação Mecânica: - avaliação de força e condição muscular global ( exame fisico; perimetria muscular; manovacuometro e ventilometro para musculatura. Monitorização gráfica em pacientes em VM.

  • Estratégia protetora

  • SARA

  • DPOC

  • AVC

  • TCE

  • VMNI

  • Desmame Ventilatória

Manobras de Higiene brônquica Intensivas

  1. Técnica de Expiração Forçada ( TEF )

  2. Técnica de Vibração

  3. Percussão

  4. Drenagem Postural

  5. Reexpansão pulmonar

  6. Aspiração traqueal

Manobras Motoras Intensivas : Reabilitação da musculatura em pacientes inconscientes e conscientes sem estímulos voluntários através de eletroestimulação (FES), cinesioterapia. Atuação em Escaras de Decubito através de posicionamento, uso de laser terapêutico e manipulação miofascial (quando instalada a lesão). Indicações de Orteses para minimização de disturbios ostio-articulares.

a- Mobilização ativa

b- Mobilização passiva

  1. Posicionamento intermitente

  2. Avaliação da Monitorização Neurológica ( PIC – PPC )

Análise dos Exames Complementares: Conhecimento necessário para interpretar os exames de rotina em UTI (gasometrias, Radiologias Torax, Tomografias, Eletrocardiograma, etc).

Interação Medicamentosa: Interações das principais drogas usadas pela parte médica nos pacientes e suas implicações no atendimento fisioterapêutico.

Humanização: compromisso ético com o familiar e paciente, retratando o atendimento fisioterapêutico e minimizando o sofrimento e melhorar sua condição psico-físico-social.

Atuação na equipe multidisciplinar: auxilia e interage com outros profissionais evidenciando as indicações e contra indicações de suas condutas fisioterapêuticas estabelecendo prioridades em suas intervenções.

Atuação na analgesia: Analgesia muscular (Termoterapia, Crioterapia, Eletroanalgesia) e indicação da sedação, analgesia ou curarização para procedimento fisioterapeutico ou assistência-ventilatória.

Prontuário Fisioterapeutico na Uti

  • Dados do paciente

  • Admissão

  • História Clínica

  • Exame Físico Geral

  • Exame físico Especial ( Sistemas )

  • Hipótese Diagnóstica Fisioterapêutica cinesiológica

  • Tratamento fisioterapeutico funcional

sábado, 7 de novembro de 2009

A Fisioterapia intensiva

A Fisioterapia intensiva é uma especialidade da fisioterapia cujo objetivo é assistência ao paciente criticamente enfermo em unidades de terapia intensiva (UTI).
O profissional fisioterapeuta intensivista é aquele que , entre muitas funções, efetua manutenção da assistência ventilatória, além de intervenções terapêuticas em pacientes com diversas disfunções de sistemas orgânicos em UTIs.
A especialidade foi iniciada no Brasil pelo médico intensivista Dr. Douglas Ferrari, presidente-fundador da Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva (Sobrati).( Projeto Aprovado na Resolução 043 de 17 de abril de 2002 na 98a Plenária realizada nos dias 03 e 04 de abril de 2002, através do primeiro Projeto Nacional com a denominação e estrutura pedagógica da Fisioterapia Intensiva, autor Ferrari D., Instituição Santa Cruz, então coordenador técnico da UTI na época.


Fisioterapia Intensiva: Nova Especialidade e Modelo Educacional

A Fisioterapia dedicada ao paciente crítico tem seu início no mundo na década de 1950 com a crise da poliomielite .
Inicialmente tinha seu enfoque na assistência ventilatória com manuseio dos ventiladores não invasivos chamados de pulmão de aço ( Iron Lung ). Após este período, vem sido incorporada ao atendimento dos pacientes principalmente no aspecto respiratório, a chamada fisioterapia pneumo-funcional, e a neurológica então neuro-funcional. Em 2001, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional ( COFFITO ) reconhece os primeiros cursos de Fisioterapia Intensiva no Brasil, dando início a conceituação moderna da atuação do fisioterapeuta intensivista, este com atuação exclusiva nas unidades de Terapia Intensiva e Semi-Intensiva.

As Unidades de Terapia Intensiva transformaram-se em serviço especializado de caráter multiprofissional o qual englobou o fisioterapeuta no aspecto de diagnóstico, tratamento e prevenção. Nesta nova perspectiva há necessidade de transformar o profissional, oferecendo-lhe conhecimento teórico e prático para poder oferecer assistência com qualidade e interferir para o bom prognóstico e qualidade pós-internação. Portanto a formação específica em Fisioterapia Intensiva é fundamental e necessária para introduzir o fisioterapeuta definitivamente no tratamento do paciente crítico.

O crescimento da complexidade aliado ao desenvolvimento tecnológico na atenção ao paciente criticamente doente exige uma formação profissional aprofundada, reflexiva e crítica que permita ao fisioterapeuta desenvolver ações assistenciais que o permitam superar os desafios clínicos e funcionais dos pacientes, os quais apresentam quadros clínicos flutuantes, exigindo uma maior complexidade nos processos diagnósticos e terapêuticos de tomadas de decisões.
A assistência ventilatória do paciente crítico, a monitorização ventilo-respiratória, a prevenção dos efeitos decorrentes do repouso prolongado no leito, assim como a atenção dos distúrbios e lesões musculoesqueléticos, neurofuncionais, metabólicos e cardiovasculares imprimem uma gama de conhecimentos que transcende a Fisioterapia Pneumofuncional, apontando para a necessidade do treinamento na área de Fisioterapia Intensiva, especialidade de maior nível de complexidade e que, se devidamente administrada proporciona melhora significativa de indicadores de qualidade assistencial, tais como: morbidade, mortalidade e taxa de permanência, representando ganhos funcionais importantes e otimizando a relação custo-benefício da assistência. Nesta visão surge o Fisioterapeuta Intensivista ( FI ).

Quem é o Fisioterapeuta Intensivista ?
É profissional que se dedica ao atendimento do paciente crítico, efetuando diagnósticos e terapias cinesio-funcionais. Sua importância é reconhecida na Portaria do MS a qual prevê sua obrigatoriedade em regime exlcusivo de 12 horas nas UTIs. É sua função elaborar o prontuário fisioterapeutico com os diagnósticos e tratamentos funcionais e finalização de alta. Como agente promotor da fisioterapia, deve ser o coordenador dos procedimentos fisioterapeuticos, orientado os componentes das Unidades, sobretudo auxiliares, e sendo o realizador principal dessa atividade.

Titulação- No âmbito de complexidade, a fisioterapia participa do processo na sua integridade o que exige formação específica e competente, impondo-se critérios de Titulação.

  • Formação e Titulação: As tendências atuais levam a duas formas de titulação direta emitida através do Conselho de Fisioterapia, ou seja, a de especialização em CF-AFIB ou profissionais que comprovem até 2003 5 anos de atuação em UTI.
Objetivos da especialização em FI:

• Capacitar o fisioterapeuta a utilizar os modernos recursos diagnósticos cinesiológicos funcionais e fisioterapêuticos na prática clínica da Fisioterapia Intensiva;
• Aprofundar os conhecimentos do fisioterapeuta quanto à administração do Processo Fisioterapêutico, englobando os aspectos diagnósticos, prognósticos e intervencionistas, considerando as ações sinérgicas e cinéticas dos órgãos e sistemas humanos;
• Capacitar os fisioterapeutas á resolução de intercorrências relacionadas à prática fisioterapêutica
• Aperfeiçoar o nível de assistência prestada por fisioterapeutas no âmbito da Fisioterapia Intensiva;
• Favorecer o desenvolvimento da formação científica no campo da Fisioterapia Intensiva, e
• Formar especialistas designados fisioterapeutas intensivista para abrangência proporcional mercadológica do crescimento nacional das UTIS

É de caráter obrigatório que todos profissionais sejam submetidos a aprovação do SAFI e recomenda-se o ACLS Advanced Cardiologic Life Support para ser portador do título de especilista em FI.

O FI tem a necessidade de conhecer a clinica e as manifestações das doenças nos diversos sistemas para poder interagir melhor no atendimento fisioterapêutico.

Atuação Específica :
a. Parada-Cárdio-Respiratória : Os procedimentos fisioterapeuticos intensivos podem favorecer fatores que induzam a arritmias. Portanto o fisioterapeuta deve em situações emergenciais iniciar as manobras de reanimação pertinentes incluindo ABCD primário e, na ausência do médico e caracterizada a urgência-emergência, efetuar o A secundário ( intubação orotraqueal ) desde esteja habilitado ( portador do ACLS e Título ). Assistência Ventilatória : refere-se a indicação, acompanhamento e técnica de desmame com avaliação dos principais índices respiratórios como Tobim e PaO2/Fio2. Na prática é essencial a utilização dos ventilômetros, manovacuômetros, e insentivadores;
b. Transporte intra-hospitalar: deve ser de rotina o acompanhamento do FI no transporte de pacientes dependentes de oxigênio ou ventiladores para exames como tomografia computadorizada e ressonâncias, onde com ventiladores microprocessados de transporte com MICROTAK podem ser de extrema importância em pacientes dependentes de modos ventilatórios volumétricos e peep;
c. Atendimento emergencial – pronto socorro

Diretrizes curriculares básicas para formação do FI: O projeto pedagógico destinado a formação do FI inclui sua atividade de formação exclusiva no ambiente UTI, com carga horária mínima de 1600 horas, e mínimo de 13 meses, em Unidades que permitam 2 leito / 1especializando e possuam alto grau de complexidade. Curricularmente inclui nas suas disciplinas:
1. Fisioterapia Pneumo-Funcional Intensiva;
2. Fisioterapia Neuro-Funcional Intensiva;
3. Assistência Ventilatória;
4. Exames Complementares em UTI;
5. Fisioterapia Cárdio-Vascular Intensiva;
6. Fisioterapia Músculo-esquelética;
7. Fisioterapia Nefrológica Intensiva;

Atuação do FI:
Assistência Ventilatória: Inclui a oxigenoterapia e Ventilação mecânica.
a. Oxigenioterapia: impregada através de catéter, máscara ou ventilação mecânica, deve indicada e acompanhadas através de avaliações gasométricas diárias.
b. Ventilação Mecânica: - avaliação de força e condição muscular global ( exame fisico; perimetria muscular; manovacuometro e ventilometro para musculatura. Monitorização gráfica em pacientes em VM.
• Estratégia protetora
• SARA
• DPOC
• AVC
• TCE
• VMNI
• Desmame Ventilatória
Manobras de Higiene brônquica Intensivas
a. Técnica de Expiração Forçada ( TEF )
b. Técnica de Vibração
c. Percussão
d. Drenagem Postural
e. Reexpansão pulmonar
f. Aspiração traqueal
Manobras Motoras Intensivas : Reabilitação da musculatura em pacientes inconscientes e conscientes sem estímulos voluntários através de eletroestimulação (FES), cinesioterapia. Atuação em Escaras de Decubito através de posicionamento, uso de laser terapêutico e manipulação miofascial (quando instalada a lesão). Indicações de Orteses para minimização de disturbios ostio-articulares.
a- Mobilização ativa
b- Mobilização passiva
a. Posicionamento intermitente
b. Avaliação da Monitorização Neurológica ( PIC – PPC )
Análise dos Exames Complementares: Conhecimento necessário para interpretar os exames de rotina em UTI (gasometrias, Radiologias Torax, Tomografias, Eletrocardiograma, etc).
Interação Medicamentosa: Interações das principais drogas usadas pela parte médica nos pacientes e suas implicações no atendimento fisioterapêutico.
Humanização: compromisso ético com o familiar e paciente, retratando o atendimento fisioterapêutico e minimizando o sofrimento e melhorar sua condição psico-físico-social.
Atuação na equipe multidisciplinar: auxilia e interage com outros profissionais evidenciando as indicações e contra indicações de suas condutas fisioterapêuticas estabelecendo prioridades em suas intervenções.
Atuação na analgesia: Analgesia muscular (Termoterapia, Crioterapia, Eletroanalgesia) e indicação da sedação, analgesia ou curarização para procedimento fisioterapeutico ou assistência-ventilatória.

Prontuário Fisioterapeutico na Uti
• Dados do paciente
• Admissão
• História Clínica
• Exame Físico Geral
• Exame físico Especial ( Sistemas )
• Hipótese Diagnóstica Fisioterapêutica cinesiológica
• Tratamento fisioterapeutico funcional

Sites:
www.coffito.org.br
www.medicinaintensiva.com.br

Escrito por: Dr.Douglas Ferrari

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Fisioterapia intensiva oncologia







O papel da fisioterapia intensiva na unidade de tratamento intensivo oncológica.

Em 2007, em um esforço conjunto visando à normatização da atuação da equipe multidisciplinar encarregada da prestação de serviços dentro da Unidade de tratamento intensivo, foi elaborado pela AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, um documento consensual contemplando o papel da fisioterapia intensiva enfatizando sua atuação junto à ventilação mecânica.


Neste documento consensual temos que a Fisioterapia faz parte do atendimento multidisciplinar oferecido aos pacientes em unidade de terapia intensiva (UTI). Sua atuação é extensa e se faz presente em vários segmentos do tratamento intensivo, tais como o atendimento a pacientes críticos que não necessitam de suporte ventilatório; assistência durante a recuperação pós-cirúrgica, com o objetivo de evitar complicações respiratórias e motoras; assistência a pacientes graves que necessitam de suporte ventilatório.


Além destas considerações, o documento faz referência à participação do fisioterapeuta junto à condução da ventilação mecânica desde o preparo e manejo da ventilação inicial bem como a participação ativa na programação e condução do processo de desmame e extubação.

Entretanto, ainda que o papel da fisioterapia intensiva atualmente esteja bem estabelecido dentro dos critérios de inclusão e atuação como componente da equipe multidisciplinar, o seu papel em áreas específicas como a prestação de serviços em uma UTI oncológica, carece de respaldo técnico-científico.

As particularidades inerentes a estes clientes como o caráter progressivo de suas disfunções clínicas, a mielossupressão, a maior predisposição às infecções das vias respiratórias, a caquexia, a plaquetopenia, as alterações cinético-funcionais provenientes da intervenção cirúrgica e das técnicas adjuvantes ao controle/combate da neoplasia, parecem em um primeiro momento contra-indicar ou no mínimo tornar o processo fisioterapêutico menos efetivo.

A intervenção fisioterapêutica em pacientes oncológicos é relativamente recente, a sua aceitação enquanto medida terapêutica efetiva ainda é controversa na medida em que a existência do paradigma câncer-morte ainda impera e resiste na mentalidade e no manejo do paciente oncológico.


Atualmente com os avanços tecnológicos associados à melhor prestação de serviços em oncologia aumentaram significativamente as taxas de sobrevida de pacientes acometidos por esta terrível patologia.

Em todos estes pacientes, o câncer e sua intervenção terapêutica necessária muitas vezes produzem significativa perda funcional permanente ou em longo prazo, requerendo reabilitação para retorno do indivíduo à independência funcional e para melhorar a sua qualidade de vida.


A fisioterapia intensiva apresenta um considerável leque de possibilidades terapêuticas para o manejo do paciente grave internado nas UTIs, entretanto, as indicações e contra-indicações das manobras usuais, bem como seus objetivos terapêuticos, se mostram insuficientes como norteadores dos procedimentos e das condutas profissionais, principalmente ao estendermos a prestação de serviço ao doente oncológico.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

MODOS VENTILATÓRIOS.

Assistência ventilatória pode ser entendida como a manutenção da oxigenação e/ou da ventilação dos pacientes de maneira artificial até que estes estejam capacitados a reassumi-las. Esta assistência torna-se importante para os pacientes submetidos à anestesia geral e para aqueles internados nas unidades de terapia intensiva com insuficiência respiratória.

Atualmente, a ventilação mecânica consiste em uma fonte de temor constante para quase todos graduandos de último período do curso de fisioterapia. Quase sempre encarados como “um bicho de sete cabeças” mostra-se depois de um período de estudo como um aparato simples e extremamente útil para a manutenção da vida em UTI.

Talvez o que mais impressione não consista no ventilador mecânico propriamente dito, mas sim o ambiente encontrado em UTI…

Procurarei aos poucos e com a colaboração de muitos, desmitificar esse nosso companheiro fiel na labuta dentro da unidade de tratamento intensivo.

Modo ventilatório a volume-Controlado ou Pressão-Controlada.

O Ventilador inicia e termina a inspiração de acordo com o tempo subordinado e
freqüência respiratória preestabelecida, o ventilador determina o volume corrente, fluxo
inspiratório e relação do tempo inspiratório e expiratório.

Ventilação Assistido-Controlada:

O início da inspiração é determinada por fluxo ou pressão negativa gerada pelo esforço
do paciente. A freqüência respiratória, tempo de inspiração e expiração são vinculado
ao drive do paciente. Deve se ajustar a sensibilidade que regula o nível de esforço
respiratório mínimo do paciente para iniciar a inspiração 0,5 - l,0 cmH2O, quanto mais
negativa a sensibilidade maior o trabalho muscular'.

Ventilação Mandatória Intermitente (IMV):

É uma combinação de ciclos espontâneos e ciclos assistidos com volume corrente
previamente ajustado. Desta forma uma freqüência de suporte é utilizada em intervalos
fixos, e entre esses ciclos o paciente pode respirar espontaneamente ar enriquecido com
oxigênio.

Ventilação com Pressão Controlada (PCV):

Modo ventilatório em que a pressão inspiratória é previamente ajustada, bem como o
tempo inspiratório e a freqüência respiratória de backup. 0 paciente ventila de modo
assistido-controlado, entretanto o volume corrente não é garantido pelo ventilador.

Ventílação com Pressão de Suporte (PSV):

É uma forma de pressão positiva intermitente que é previamente ajustada e liberada a
cada esforço inspiratório do paciente. É um modo de ventilação puramente espontânea,
exige que o paciente tenha um bom drive respiratório. Não se ajusta a freqüência
respiratória mínima e não se sabe o volume corrente. Ventilação ideal para o desmame
com grande aceitação.

Ventilação Com Escape de pressão nas vias Respiratórias (APRV):

É um sistema CPAP modificado, a ventilação se da a níveis de CPAP predeterminada e
adequados a melhor troca gasosa. Períodos curtos de escapes de pressão passiva e perda
de CO2. O paciente pode respirar espontaneamente.

Ventilação com Pressão de Suporte e Volume Garantido (VAPSV):
Modo ventilatório com Fluxo livre e um Fluxo ñxo quadrado com volume Corrente pré-
ajustado.

Ventilação de Alta Freqüência:
É uma forma de ventilação que uma cânula é inserida através do tubo endotraqueal ou
da membrana cricotireoidea que libera gás enriquecido com 02 em freqüência de l00 a
350 ciclos pó minuto.

1. BARBAS, C.S.V.; ROTHMAN, A.; AMATO, M.B.P.; RODRIGUES Jr.,M. Técnicas de assistência ventilatória. In: KNOBEL, E. Condutas no paciente grave. São Paulo. Atheneu, 1994. p.312-346.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fisioterapia em oncologia

Fisioterapia em pacientes oncológicos




Uma complicação frequente em pacientes acamados é a atelectasia, que é o fechamento parcial ou total do alvéolo com resultado de diminuição da capacidade funcional residual, da respiração superficial e diminuição dos movimentos ativos e mudanças de decúbito.

A atelectasia pode levar a hipoxemia e ao aumento de secreção, e pode ser prevenida com mudanças de decúbitos, incentivo da atividade voluntária e aumento da profundidade da respiração.

A dispnéia é um sintoma comum, ocorrendo em 45 a 70% dos pacientes com câncer avançado, sendo definida como uma sensação subjetiva e desconfortável de falta de ar quando a demanda de oxigênio é maior que o suprimento. Este sintoma pode ser decorrente de alterações no parênquima pulmonar ou redução da trama vascular com aumento do espaço morto como resultado de quimioterapia, de excesso de secreção, descondicionamento físico, etc.

A sensação de falta de ar limita as atividades diárias do paciente como caminhar, subir escada, tomar banho, alimentar e se concentrar, dentre outros. Além dos aspectos fisiopatológicos da dispnéia, esta também sofre grande influência de componentes psico-sociais, sendo que medidas objetivas como saturação de oxigênio, gasometria arterial, etc. nem sempre se correlacionam com a severidade da dispnéia.

Os meios fisioterapêuticos para o manejo da dispnéia são exercícios de controle respiratório, que auxiliam o paciente na sintomatologia e evitam a ansiedade durante um ataque dispnéico; orientações sobre gasto energético, diminuindo a demanda metabólica; o relaxamento, útil na diminuição da ansiedade e dos aspectos emocionais da dispnéia, e alívio da tensão muscular gerada pelo esforço respiratório.

Quando ocorre a queda da saturação para menos de 85% em ar ambiente, durante o repouso, a oxigenioterapia é indicada, podendo se valer de recursos como ventilação não-invasiva por pressão positiva intermitente (VNPPI), CPAP (pressão positiva contínua) ou BiPAP (pressão positiva com níveis alternados).

Outra complicação pulmonar em pacientes acamados é o acúmulo de secreção pulmonar devido à diminuição da movimentação do transporte mucociliar e enfraquecimento da tosse. A fisioterapia respiratória atua em patologias pulmonares obstrutivas através de percussões, drenagem postural e manobras respiratórias como tosse assistida. Um método útil para a mobilização de secreção pulmonar é o instrumento de oscilação expiratória (p.ex: Flutter®), que se utilizado sequencialmente por quatro semanas há a diminuição da viscoelasticidade do muco.

O posicionamento é importante para o paciente acamado. A posição sentada aumenta os volumes pulmonares e diminui o trabalho respiratório dos pacientes. A posição em prono aumenta a capacidade residual funcional e a relação ventilação/perfusão, enquanto que as posições laterais, aumentam a ventilação e a mobilização de secreção pela ajuda da gravidade.

Técnicas de vibração e percussão auxiliam na higiene brônquica através da propagação de energia mecânica através da parede torácica. Um modo de aumentar a efetividade da tosse é a manobra chamada “huffing”, onde se orienta ao paciente criar uma base de suporte para os abdominais abraçando um travesseiro, solicita-se então a realização de três expirações com a boca aberta e então, segue-se à tosse.

Em alguns casos é necessário realizar a aspiração da secreção através de sonda. A realização da aspiração não deve ser sistemática e sim baseada na necessidade individual. A avaliação de ruídos pulmonares, agitação do paciente, diminuição da oximetria e mudanças do padrão respiratório são indicativos de acúmulo de secreção, no entanto nenhum parâmetro foi validado ainda. Apesar de ser claro que aspiração remove as secreções das vias aéreas, esta também está associada ao desenvolvimento de hipoxemia, instabilidade hemodinâmica, lesões e hemorragias locais. O uso de sedação tópica na sonda, pré-oxigenação e preparo profissional minimizam estas ocorrências.

Fonte: Revista Brasileira de Cancerologia
In: www.concursoefisioterapia.blogspot.com

sábado, 29 de agosto de 2009

Fisioterapia intensiva


Pesquisa realizada pelo Serviço de Fisioterapia do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP mostra que as sessões de fisioterapia reduzem em até 40% o tempo de permanência do paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando aplicadas sem interrupções, ou seja, 24 horas por dia. O estudo avaliou 500 pacientes, num período de seis meses.

Segundo a professora Clarice Tanaka, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FM, responsável pela pesquisa, "a redução de complicações com melhora significativa do paciente deve-se ao tratamento noturno". Nos primeiros três meses, as atividades do fisioterapeuta levaram 12 horas e a média de internação do paciente na UTI foi de dez dias. Nos três meses seguintes, o atendimento foi de 24 horas e a média de permanência do paciente caiu para seis dias.

O procedimento garante a "limpeza" contínua dos pulmões, permite a extubação (retirada do tubo traqueal) no período noturno, reduz a agressão mecânica e propicia recuperação pulmonar mais rápida do paciente. O estudo apontou ainda que sem o trabalho intensivo dos profissionais, 24 horas por dia, aumenta o risco de piora do quadro respiratório do paciente, obrigando a sua reintubação, com possibilidades de contrair pneumonia, pelo uso da ventilação mecânica.

Qualidade de Vida
A pesquisa aponta que a expansão dos serviços reduz o sofrimento dos pacientes, permite a liberação mais rápida e segura dos leitos, com o conseqüente aumento do número de vagas disponíveis. Também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e propicia economia de recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo.

A partir dos resultados da pesquisa, o HC tem implementado gradativamente a fisioterapia integral em outras UTIs, com a criação de turnos extras à noite, de modo a garantir melhor qualidade de vida ao paciente e familiar. Ao mesmo tempo, o Instituto Central está implantando uma Unidade de Atendimento Ambulatorial em Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional , alta complexidade.

Com seis consultórios, três boxes individuais, três salas de atendimento para fisioterapia em grupo, recepção e sala de espera, distribuídos em 438,60 metros quadrados, a nova unidade terá capacidade para 6.000 atendimentos de alta complexidade por mês. Também será equipada com modernos instrumentos de avaliação funcional do movimento como eletromiógrafo, plataforma de força e um sistema especializado de câmeras.

"O atendimento ambulatorial é essencial porque garante a continuidade do tratamento e previne disfunções e seqüelas em pacientes com distúrbios neurológicos, músculo-esqueléticos e respiratórios", enfatiza Clarice Tanaka. "As sessões podem evitar a limitação funcional de movimentos que, na maioria das vezes, afasta o indivíduo do convívio social".

(Com informações do Centro de Comunicação Institucional do Instituto Central do HCFMUSP)

domingo, 16 de agosto de 2009

A fisioterapia na unidade de tratamento intensivo

Introdução

A Fisioterapia faz parte do atendimento multidisciplinar oferecido aos pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Sua atuação é extensa e se faz presente em vários segmentos do tratamento intensivo, tais como o atendimento a pacientes críticos que não necessitam de suporte ventilatório; assistência durante a recuperação pós-cirúrgica, com o objetivo de evitar complicações respiratórias e motoras; assistência a pacientes graves que necessitam de suporte ventilatório.

Nesta fase, o fisioterapeuta tem uma importante participação, auxiliando na condução da ventilação mecânica, desde o preparo e ajuste do ventilador artificial à intubação, evolução do paciente durante a ventilação mecânica, interrupção e desmame do suporte ventilatório e extubação.


Neste Consenso, será abordada exclusivamente a atuação do fisioterapeuta no tratamento dos pacientes sob ventilação mecânica invasiva e não invasiva, baseando-se as recomendações em resultados de estudos clínicos e na opinião dos especialistas, que aqui expõem sua experiência na área de terapia intensiva.


Electronic Document Format (ABNT)

JERRE, George et al . Fisioterapia no paciente sob ventilação mecânica. J. bras. pneumol., São Paulo, 2009 . Available from . access on16 Aug. 2009. doi: 10.1590/S1806-37132007000800010.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1806-37132007000800010&script=sci_arttext&tlng=en