O site da Fisioterapia em Manaus

Vídeo da clínica de reabilitação funcional de Manaus

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Fisioterapia Intensiva em Manaus

Especializaçao em Fisioterapia Intensiva

ESPECIALIZANDOS DA SOBRATI/MANAUS SAO REFERÊNCIA EM FISIOTERAPIA INTENSIVA NA CIDADE DE MANAUS

Especializandas da primeira turma de especializaçao-SOBRATI/MANAUS


Os especializandos da primeira turma de fisioterapia intensiva da cidade de manaus vem á passos largos conquistando o espaço que compete a fisioterapia como componente fundamental na formaçao da equipe interdisciplinar dentro da Unidade de Tratamento intensivo.
Após concluirem o período de treinamento básico na Fundaçao CECON/AM, centro de referência no tratamento de pacientes oncológicos da regiao Norte do país, encontram-se atuando de forma irrepreenscível e levando qualidade na prestaçao de serviços em fisioterapia ao Hospital e pronto Socorro 28 de agosto.


O pioneirismo, associado a uma grade curricular robusta e completa, proporciona aos especializandos um embasamento teórico-prático inédito nesta regiao do País, fazendo com que nossos alunos nao mais precisem sair de Manaus para cursarem uma especializaçao de qualidade em outros estados do Brasil.
Contando com uma grade curricular que perfaz uma carga horária total de 1.200 horas/aula, nossos especializandos além de cursarem a parte prática da especializaçao em centros de excelência como a FCECON e o Hospital 28 de agosto, contam ainda com a possibilidade de outros dois centros/Hospitais de referência na cidade de Manaus, O Hospital e pronto Socorro Platao Araújo e a fundaçao de medicina tropical.

Diante destas enorme conquistas e através do profissionalismo e ética apresentando por nossos especializandos, mostramos a necessidade do fisioterapeuta dentro da Unidade de tratamento intensiva; Entretanto, a maior conquista talvez consista na abertura e colocaçao profissional que nossos especializandos vem conquistando diante dos hospitais da cidade de Manaus.
Professores Kleber Prado, Daniel Xavier-Diretor regional da SOBRATI/MANAUS, Nilander franco e Lilian Merine

O nosso diferencial enquanto especializaçao consiste na formaçao de especialistas que contam com um nível de experiência provido tanto pelas aulas teóricas semanais, quanto pela vivência prática evidenciada através de plantoes em UTIs de renome regional, além evidentemente da chancela de uma sociedade de reconhecimento nacional e internacional, a SOBRATI.
www.sobratimanaus.com
www.xavierdaniel.com
www.medicinaintensiva.com.br

domingo, 15 de agosto de 2010

Fisioterapia Intensiva inova com a Prancha Ortostática

Fisioterapia Intensiva inova com a Prancha Ortostática

Fisioterapia Intensiva inova com a Prancha Ortostática

Fisioterapia Intensiva inova no Hospital Daher

A Prancha Ortostática é a grande novidade do Hospital Daher. Adquirida pela Med Fisio em dezembro de 2008, chegou ao Hospital em janeiro deste ano. Seu uso em pacientes de unidade de terapia intensiva melhora as condições do sistema respiratório, circulatório além de evitar o agravamento de deformidades, conhecidas como pé equino. Ela está sendo utilizada em pacientes que têm alguns estímulos, como a abertura ocular, estímulos dolorosos, entre outros. A Prancha eleva os pacientes que estão há mais de cinco dias em ventilação mecânica, ocasionando a melhora de trocas gasosas (ventilação/perfusão).

Em Brasília a Prancha já é usada em pacientes paraplégicos e tetraplégicos, mas para reabilitação em pacientes de UTI é pioneira na cidade. Nem todos os pacientes estão aptos a utilizar a Mesa ortostática. A Med Fisio é especializada em fisioterapia hospitalar intensiva e atua no Daher desde 2002. Os fisioterapeutas Dr. Arllen Junqueira e Dr. Raimundo Soares da Med Fisio foram idealizadores na aquisição da Prancha para a UTI do Hospital. A idéia surgiu em 2006 quando um estudo sobre a Mesa Ortostática foi apresentado em São Paulo, no Simpósio Internacional de Ventilação Mecânica do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, pelo consagrado fisioterapeuta Dr. Joaquim Vega. Posteriormente veio a Brasília também em 2007, a convite do Fisioterapeuta Dr. Arllen, que mostrou encantado pelo tema, para participar do I Simpósio Fisioterapia em UTI, realizado pela Med Fisio com apoio do Hospital Daher.

Em setembro de 2008 os coordenadores da UTI, Dr. José Ribamar Frazão e Dra. Keilah Campos, foram consultados sobre a viabilidade da utilização da Mesa no Hospital. “Os estudos apresentados comprovaram que a Mesa seria uma grande aquisição para o Daher”, confirmou Dr. Junqueira.

A Mesa Ortostática é motorizada e tem a aparência de uma maca, possui rodas e todos os seus movimentos são controlados por controle remoto. Há faixas para fixação do paciente à Prancha e uma espécie de tábua na sua parte inferior, local onde o paciente apoia os pés. A Prancha possui uma régua de graus e é elevada até 90°. Os fisioterapeutas precisam seguir um protocolo, e monitorizar os dados três vezes a cada ida do paciente à Mesa, ficando por 40 minutos em elevação de 75°.

“Ainda não sabemos ao certo se vamos elevar os pacientes uma ou duas vezes ao dia, precisamos fazer alguns estudos e dentro de seis meses teremos resultados mais concretos, sabemos que há uma evolução no desmame ventilatório e consequentemente uma redução do tempo de internação nos pacientes críticos, além de vários outros fatores benéficos”, confirma Dr. Arllen. Alguns dos dados analisados são: frequência cardíaca e respiratória e pressão arterial. Fisioterapeutas, médicos e enfermeiros estão muito animados com os resultados que a Mesa Ortostática trará para o Hospital Daher.

Mesa Ortostática

UTI Hospital Daher

Fisioterapeuta Dr. Arllen Junqueira

Benefícios: diminuição do tempo de ventilação mecânica, melhora de trocas gasosas (ventilação /perfusão), repercussão neurológica (melhora do glasgow), repercussão cardio-vascular, repercussão músculo esquelética, correção de distúrbios dos membros inferiores, estimulação de reflexos posturais, correção de deformidades (pé eqüino), estimulação propriceptiva, com contato do pé e o apoio da prancha.

Contra-indicações: pacientes que não respondem a vários estímulos (glasgow >

A especialização em fisioterapia intensiva da SOBRATI MANAUS, procurando sempre proporcionar o que há de mais atual em fisioterapia intensiva, aos especializandos e principalmente uma melhoria na prestação de serviços intensivos aos pacientes por nós atendidos, em breve estará disponibilizando o uso da prancha ortostática dentro da Unidade de Tratamento Intensiva.

Primeiramente, a FCECON será contemplada com a prancha ortostática para que verifiquemos sua real viabilidade no emprego à pacientes críticos, postariormente, todos nossos hospitais conveniados como Hospital 28 de Agosto, Fundação de Medicina Tropical e Hospital Platão Araújo, serão contemplados.

www.sobratimanaus.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fisioterapia Intensiva: Nova Especialidade e Modelo Educacional

Fisioterapia Intensiva: Nova Especialidade e Modelo Educacional

Autor: Douglas Ferrari Co-Autores: André Luciano Pinto, Rodrigo Tadine, Silvio César Autílio.

FISIOTERAPIA INTENSIVA

A Fisioterapia dedicada ao paciente crítico tem seu início no mundo na década de 1950 com a crise da poliomielite .

( UTI em 1955 com utilização do pulmão de aço - Boston )

Inicialmente tinha seu enfoque na assistência ventilatória com manuseio dos ventiladores não invasivos chamados de pulmão de aço ( Iron Lung ). Após este período, vem sido incorporada ao atendimento dos pacientes principalmente no aspecto respiratório, a chamada fisioterapia pneumo-funcional, e a neurológica então neuro-funcional. Em 2001, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional ( COFFITO ) reconhece os primeiros cursos de Fisioterapia Intensiva no Brasil, dando início a conceituação moderna da atuação do fisioterapeuta intensivista, este com atuação exclusiva nas unidades de Terapia Intensiva e Semi-Intensiva.

Douglas Ferrari, Presidente da SOBRATI descreve em 2000 o Primeiro Projeto pedagógico Oficial e nome da Especialidade: Fisioterapia Intensiva

As Unidades de Terapia Intensiva transformaram-se em serviço especializado de caráter multiprofissional o qual englobou o fisioterapeuta no aspecto de diagnóstico, tratamento e prevenção. Nesta nova perspectiva há necessidade de transformar o profissional, oferecendo-lhe conhecimento teórico e prático para poder oferecer assistência com qualidade e interferir para o bom prognóstico e qualidade pós-internação. Portanto a formação específica em Fisioterapia Intensiva é fundamental e necessária para introduzir o fisioterapeuta definitivamente no tratamento do paciente crítico.

O crescimento da complexidade aliado ao desenvolvimento tecnológico na atenção ao paciente criticamente doente exige uma formação profissional aprofundada, reflexiva e crítica que permita ao fisioterapeuta desenvolver ações assistenciais que o permitam superar os desafios clínicos e funcionais dos pacientes, os quais apresentam quadros clínicos flutuantes, exigindo uma maior complexidade nos processos diagnósticos e terapêuticos de tomadas de decisões.

A assistência ventilatória do paciente crítico, a monitorização ventilo-respiratória, a prevenção dos efeitos decorrentes do repouso prolongado no leito, assim como a atenção dos distúrbios e lesões musculoesqueléticos, neurofuncionais, metabólicos e cardiovasculares imprimem uma gama de conhecimentos que transcende a Fisioterapia Pneumofuncional, apontando para a necessidade do treinamento na área de Fisioterapia Intensiva, especialidade de maior nível de complexidade e que, se devidamente administrada proporciona melhora significativa de indicadores de qualidade assistencial, tais como: morbidade, mortalidade e taxa de permanência, representando ganhos funcionais importantes e otimizando a relação custo-benefício da assistência. Nesta visão surge o Fisioterapeuta Intensivista ( FI ).

Quem é o Fisioterapeuta Intensivista ?

É profissional que se dedica ao atendimento do paciente crítico, efetuando diagnósticos e terapias cinesio-funcionais. Sua importância é reconhecida na Portaria do MS a qual prevê sua obrigatoriedade em regime exlcusivo de 12 horas nas UTIs. É sua função elaborar o prontuário fisioterapeutico com os diagnósticos e tratamentos funcionais e finalização de alta. Como agente promotor da fisioterapia, deve ser o coordenador dos procedimentos fisioterapeuticos, orientado os componentes das Unidades, sobretudo auxiliares, e sendo o realizador principal dessa atividade.

Titulação- No âmbito de complexidade, a fisioterapia participa do processo na sua integridade o que exige formação específica e competente, impondo-se critérios de Titulação.

Formação e Titulação: As tendências atuais levam a duas formas de titulação direta emitida através do Conselho de Fisioterapia, ou seja, a de especialização em CF-AFIB ou profissionais que comprovem até 2003 5 anos de atuação em UTI.

Objetivos da especialização em FI:

  • Capacitar o fisioterapeuta a utilizar os modernos recursos diagnósticos cinesiológicos funcionais e fisioterapêuticos na prática clínica da Fisioterapia Intensiva;

  • Aprofundar os conhecimentos do fisioterapeuta quanto à administração do Processo Fisioterapêutico, englobando os aspectos diagnósticos, prognósticos e intervencionistas, considerando as ações sinérgicas e cinéticas dos órgãos e sistemas humanos;

  • Capacitar os fisioterapeutas á resolução de intercorrências relacionadas à prática fisioterapêutica

  • Aperfeiçoar o nível de assistência prestada por fisioterapeutas no âmbito da Fisioterapia Intensiva;

  • Favorecer o desenvolvimento da formação científica no campo da Fisioterapia Intensiva, e

  • Formar especialistas designados fisioterapeutas intensivista para abrangência proporcional mercadológica do crescimento nacional das UTIS

É de caráter obrigatório que todos profissionais sejam submetidos a aprovação do SAFI e recomenda-se o ACLS Advanced Cardiologic Life Support para ser portador do título de especilista em FI.

O FI tem a necessidade de conhecer a clinica e as manifestações das doenças nos diversos sistemas para poder interagir melhor no atendimento fisioterapêutico.

Atuação Específica :

  1. Parada-Cárdio-Respiratória : Os procedimentos fisioterapeuticos intensivos podem favorecer fatores que induzam a arritmias. Portanto o fisioterapeuta deve em situações emergenciais iniciar as manobras de reanimação pertinentes incluindo ABCD primário e, na ausência do médico e caracterizada a urgência-emergência, efetuar o A secundário ( intubação orotraqueal ) desde esteja habilitado ( portador do ACLS e Título ). Assistência Ventilatória : refere-se a indicação, acompanhamento e técnica de desmame com avaliação dos principais índices respiratórios como Tobim e PaO2/Fio2. Na prática é essencial a utilização dos ventilômetros, manovacuômetros, e insentivadores;

  2. Transporte intra-hospitalar: deve ser de rotina o acompanhamento do FI no transporte de pacientes dependentes de oxigênio ou ventiladores para exames como tomografia computadorizada e ressonâncias, onde com ventiladores microprocessados de transporte com MICROTAK podem ser de extrema importância em pacientes dependentes de modos ventilatórios volumétricos e peep;

  3. Atendimento emergencial – pronto socorro

Diretrizes curriculares básicas para formação do FI: O projeto pedagógico destinado a formação do FI inclui sua atividade de formação exclusiva no ambiente UTI, com carga horária mínima de 1600 horas, e mínimo de 13 meses, em Unidades que permitam 2 leito / 1especializando e possuam alto grau de complexidade. Curricularmente inclui nas suas disciplinas:

  1. Fisioterapia Pneumo-Funcional Intensiva;

  2. Fisioterapia Neuro-Funcional Intensiva;

  3. Assistência Ventilatória;

  4. Exames Complementares em UTI;

  5. Fisioterapia Cárdio-Vascular Intensiva;

  6. Fisioterapia Músculo-esquelética;

  7. Fisioterapia Nefrológica Intensiva;

Atuação do FI:

Assistência Ventilatória: Inclui a oxigenoterapia e Ventilação mecânica.

  1. Oxigenioterapia: impregada através de catéter, máscara ou ventilação mecânica, deve indicada e acompanhadas através de avaliações gasométricas diárias.

  2. Ventilação Mecânica: - avaliação de força e condição muscular global ( exame fisico; perimetria muscular; manovacuometro e ventilometro para musculatura. Monitorização gráfica em pacientes em VM.

  • Estratégia protetora

  • SARA

  • DPOC

  • AVC

  • TCE

  • VMNI

  • Desmame Ventilatória

Manobras de Higiene brônquica Intensivas

  1. Técnica de Expiração Forçada ( TEF )

  2. Técnica de Vibração

  3. Percussão

  4. Drenagem Postural

  5. Reexpansão pulmonar

  6. Aspiração traqueal

Manobras Motoras Intensivas : Reabilitação da musculatura em pacientes inconscientes e conscientes sem estímulos voluntários através de eletroestimulação (FES), cinesioterapia. Atuação em Escaras de Decubito através de posicionamento, uso de laser terapêutico e manipulação miofascial (quando instalada a lesão). Indicações de Orteses para minimização de disturbios ostio-articulares.

a- Mobilização ativa

b- Mobilização passiva

  1. Posicionamento intermitente

  2. Avaliação da Monitorização Neurológica ( PIC – PPC )

Análise dos Exames Complementares: Conhecimento necessário para interpretar os exames de rotina em UTI (gasometrias, Radiologias Torax, Tomografias, Eletrocardiograma, etc).

Interação Medicamentosa: Interações das principais drogas usadas pela parte médica nos pacientes e suas implicações no atendimento fisioterapêutico.

Humanização: compromisso ético com o familiar e paciente, retratando o atendimento fisioterapêutico e minimizando o sofrimento e melhorar sua condição psico-físico-social.

Atuação na equipe multidisciplinar: auxilia e interage com outros profissionais evidenciando as indicações e contra indicações de suas condutas fisioterapêuticas estabelecendo prioridades em suas intervenções.

Atuação na analgesia: Analgesia muscular (Termoterapia, Crioterapia, Eletroanalgesia) e indicação da sedação, analgesia ou curarização para procedimento fisioterapeutico ou assistência-ventilatória.

Prontuário Fisioterapeutico na Uti

  • Dados do paciente

  • Admissão

  • História Clínica

  • Exame Físico Geral

  • Exame físico Especial ( Sistemas )

  • Hipótese Diagnóstica Fisioterapêutica cinesiológica

  • Tratamento fisioterapeutico funcional

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Fisioterapia intensiva oncologia







O papel da fisioterapia intensiva na unidade de tratamento intensivo oncológica.

Em 2007, em um esforço conjunto visando à normatização da atuação da equipe multidisciplinar encarregada da prestação de serviços dentro da Unidade de tratamento intensivo, foi elaborado pela AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, um documento consensual contemplando o papel da fisioterapia intensiva enfatizando sua atuação junto à ventilação mecânica.


Neste documento consensual temos que a Fisioterapia faz parte do atendimento multidisciplinar oferecido aos pacientes em unidade de terapia intensiva (UTI). Sua atuação é extensa e se faz presente em vários segmentos do tratamento intensivo, tais como o atendimento a pacientes críticos que não necessitam de suporte ventilatório; assistência durante a recuperação pós-cirúrgica, com o objetivo de evitar complicações respiratórias e motoras; assistência a pacientes graves que necessitam de suporte ventilatório.


Além destas considerações, o documento faz referência à participação do fisioterapeuta junto à condução da ventilação mecânica desde o preparo e manejo da ventilação inicial bem como a participação ativa na programação e condução do processo de desmame e extubação.

Entretanto, ainda que o papel da fisioterapia intensiva atualmente esteja bem estabelecido dentro dos critérios de inclusão e atuação como componente da equipe multidisciplinar, o seu papel em áreas específicas como a prestação de serviços em uma UTI oncológica, carece de respaldo técnico-científico.

As particularidades inerentes a estes clientes como o caráter progressivo de suas disfunções clínicas, a mielossupressão, a maior predisposição às infecções das vias respiratórias, a caquexia, a plaquetopenia, as alterações cinético-funcionais provenientes da intervenção cirúrgica e das técnicas adjuvantes ao controle/combate da neoplasia, parecem em um primeiro momento contra-indicar ou no mínimo tornar o processo fisioterapêutico menos efetivo.

A intervenção fisioterapêutica em pacientes oncológicos é relativamente recente, a sua aceitação enquanto medida terapêutica efetiva ainda é controversa na medida em que a existência do paradigma câncer-morte ainda impera e resiste na mentalidade e no manejo do paciente oncológico.


Atualmente com os avanços tecnológicos associados à melhor prestação de serviços em oncologia aumentaram significativamente as taxas de sobrevida de pacientes acometidos por esta terrível patologia.

Em todos estes pacientes, o câncer e sua intervenção terapêutica necessária muitas vezes produzem significativa perda funcional permanente ou em longo prazo, requerendo reabilitação para retorno do indivíduo à independência funcional e para melhorar a sua qualidade de vida.


A fisioterapia intensiva apresenta um considerável leque de possibilidades terapêuticas para o manejo do paciente grave internado nas UTIs, entretanto, as indicações e contra-indicações das manobras usuais, bem como seus objetivos terapêuticos, se mostram insuficientes como norteadores dos procedimentos e das condutas profissionais, principalmente ao estendermos a prestação de serviço ao doente oncológico.


sábado, 29 de agosto de 2009

Fisioterapia intensiva


Pesquisa realizada pelo Serviço de Fisioterapia do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP mostra que as sessões de fisioterapia reduzem em até 40% o tempo de permanência do paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando aplicadas sem interrupções, ou seja, 24 horas por dia. O estudo avaliou 500 pacientes, num período de seis meses.

Segundo a professora Clarice Tanaka, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FM, responsável pela pesquisa, "a redução de complicações com melhora significativa do paciente deve-se ao tratamento noturno". Nos primeiros três meses, as atividades do fisioterapeuta levaram 12 horas e a média de internação do paciente na UTI foi de dez dias. Nos três meses seguintes, o atendimento foi de 24 horas e a média de permanência do paciente caiu para seis dias.

O procedimento garante a "limpeza" contínua dos pulmões, permite a extubação (retirada do tubo traqueal) no período noturno, reduz a agressão mecânica e propicia recuperação pulmonar mais rápida do paciente. O estudo apontou ainda que sem o trabalho intensivo dos profissionais, 24 horas por dia, aumenta o risco de piora do quadro respiratório do paciente, obrigando a sua reintubação, com possibilidades de contrair pneumonia, pelo uso da ventilação mecânica.

Qualidade de Vida
A pesquisa aponta que a expansão dos serviços reduz o sofrimento dos pacientes, permite a liberação mais rápida e segura dos leitos, com o conseqüente aumento do número de vagas disponíveis. Também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e propicia economia de recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo.

A partir dos resultados da pesquisa, o HC tem implementado gradativamente a fisioterapia integral em outras UTIs, com a criação de turnos extras à noite, de modo a garantir melhor qualidade de vida ao paciente e familiar. Ao mesmo tempo, o Instituto Central está implantando uma Unidade de Atendimento Ambulatorial em Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional , alta complexidade.

Com seis consultórios, três boxes individuais, três salas de atendimento para fisioterapia em grupo, recepção e sala de espera, distribuídos em 438,60 metros quadrados, a nova unidade terá capacidade para 6.000 atendimentos de alta complexidade por mês. Também será equipada com modernos instrumentos de avaliação funcional do movimento como eletromiógrafo, plataforma de força e um sistema especializado de câmeras.

"O atendimento ambulatorial é essencial porque garante a continuidade do tratamento e previne disfunções e seqüelas em pacientes com distúrbios neurológicos, músculo-esqueléticos e respiratórios", enfatiza Clarice Tanaka. "As sessões podem evitar a limitação funcional de movimentos que, na maioria das vezes, afasta o indivíduo do convívio social".

(Com informações do Centro de Comunicação Institucional do Instituto Central do HCFMUSP)

sábado, 20 de junho de 2009

Treinamento avançado em Ventilação mecânica e em Fisioterapia intensiva.

Treinamento avançado em Ventilação mecânica e em Fisioterapia intensiva.

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Características:O treinamento irá se desenvolver integralmente dentro do ambiente da uti da FCECON/AM.Grupos de 05 alunos com carga horária de 30 horas aula divididos em 20 horas prática e 10 horas iniciais teóricas.


Tópicos abordados:

Ventilação mecânica, interpretação de exames, gasometria, fisioterapia intensiva, avaliação de paciente internado na UTI, o papel do fisioterapeuta, tópicos avançados em ventilação mecânicas, manobras na ventilação mecânica, desmame e extubação.


Início: Primeira semana de Julho dia 01/julho/2009.O treinamento acontecerá 01 grupo por semana das 13:00 – 17:00 de segunda a sexta-feira e sábado subsequente(aula teórica).


Investimento: 400,00 acadêmicos e 450,00 profissionais formados.


Contato: 92-81260452 (Daniel Xavier)

xavierdaniel@hotmail.com

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fisioterapia Sessões aplicadas sem interrupção, durante 24 horas por dia, reduziram em até 40% o período de internação de pacientes em tratamento int

Pesquisa realizada pelo Serviço de Fisioterapia do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP mostra que as sessões de fisioterapia reduzem em até 40% o tempo de permanência do paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando aplicadas sem interrupções, ou seja, 24 horas por dia.
O estudo avaliou 500 pacientes, num período de seis meses. Segundo a professora Clarice Tanaka, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FM, responsável pela pesquisa, "a redução de complicações com melhora significativa do paciente deve-se ao tratamento noturno".
Nos primeiros três meses, as atividades do fisioterapeuta levaram 12 horas e a média de internação do paciente na UTI foi de dez dias. Nos três meses seguintes, o atendimento foi de 24 horas e a média de permanência do paciente caiu para seis dias. O procedimento garante a "limpeza" contínua dos pulmões, permite a extubação (retirada do tubo traqueal) no período noturno, reduz a agressão mecânica e propicia recuperação pulmonar mais rápida do paciente.
O estudo apontou ainda que sem o trabalho intensivo dos profissionais, 24 horas por dia, aumenta o risco de piora do quadro respiratório do paciente, obrigando a sua reintubação, com possibilidades de contrair pneumonia, pelo uso da ventilação mecânica.

Qualidade de Vida
A pesquisa aponta que a expansão dos serviços reduz o sofrimento dos pacientes, permite a liberação mais rápida e segura dos leitos, com o conseqüente aumento do número de vagas disponíveis. Também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e propicia economia de recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo. A partir dos resultados da pesquisa, o HC tem implementado gradativamente a fisioterapia integral em outras UTIs, com a criação de turnos extras à noite, de modo a garantir melhor qualidade de vida ao paciente e familiar. Ao mesmo tempo, o Instituto Central está implantando uma Unidade de Atendimento Ambulatorial em Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional , alta complexidade. Com seis consultórios, três boxes individuais, três salas de atendimento para fisioterapia em grupo, recepção e sala de espera, distribuídos em 438,60 metros quadrados, a nova unidade terá capacidade para 6.000 atendimentos de alta complexidade por mês. Também será equipada com modernos instrumentos de avaliação funcional do movimento como eletromiógrafo, plataforma de força e um sistema especializado de câmeras. "O atendimento ambulatorial é essencial porque garante a continuidade do tratamento e previne disfunções e seqüelas em pacientes com distúrbios neurológicos, músculo-esqueléticos e respiratórios", enfatiza Clarice Tanaka. "As sessões podem evitar a limitação funcional de movimentos que, na maioria das vezes, afasta o indivíduo do convívio social".

(Com informações do Centro de Comunicação Institucional do Instituto Central do HCFMUSP) Mais informações: (0XX11) 3069-7879, na Assessoria de Imprensa do Instituto Central do HC

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Acupuntura "falsa" supera medicina comum em teste

Hoje recebi um e-mail(lazarojt@terra.com.br) no mínimo intrigante...
A partir de uma publicação recente do Arquivos de Medicina Interna, um dos melhores periódicos mundiais (fator de impacto = 8,391).

O maior estudo clínico estudando acupuntura para tratar dores nas costas (638 indivíduos) encontrou resultados semelhantes ao comparar acupuntura com acupuntura placebo. Mas o espantoso e mais interessante é que, ambos, tiveram resultados superiores ao "tratamento convencional" (medicação+orientação+fisioterapia).

Posto no Blog o artigo integral e que poderá ser encontrado na página: http://www.prontuariodenoticias.com.br/noticias.asp?secao=PE&id=5762

Um estudo que avaliou a eficácia da acupuntura para tratamento de dor nas costas concluiu que ela não consegue ser melhor do que uma forma falsa desse tratamento, na qual as pessoas são submetidas apenas a picadas superficiais em pontos aleatórios do corpo.
O trabalho, porém, trouxe uma revelação surpreendente: as duas formas de acupuntura, a verdadeira e a simulada, parecem ser mais eficazes do que o "atendimento usual" que pacientes de lombalgia costumam receber.
Os resultados do teste clínico estão na edição de ontem da revista "Archives of Internal Medicine", da Associação Médica Americana. Com 638 voluntários, é um dos maiores ensaios já feitos para testar se a acupuntura funciona para valer.
Para avaliar a eficácia de um remédio que vem na forma de comprimidos, o que médicos fazem é comparar seu efeito ao de um placebo --uma pílula de farinha sem nenhuma substância relevante. O problema da acupuntura é que é difícil alguém fingir que está aplicando agulhas num paciente sem que ele perceba que não está sendo espetado.
Só nos últimos anos é que cientistas têm usado a acupuntura simulada --um tipo de "agulha placebo"-- para isso.No estudo publicado ontem, Daniel Cherkin, do Centro para Estudos da Saúde, de Seattle (EUA), e seus coautores explicam como é essa estratégia."Desenvolvemos uma técnica de acupuntura simulada usando um palito de dentes no tubo de suporte da agulha, que se mostrou capaz de passar por acupuntura com credibilidade em pacientes de lombalgia sem experiência de tratamento com acupuntura", escrevem Cherkin e colegas. "O acupunturista pressiona o palito gentilmente, torcendo-o um pouco para simular uma agulha de acupuntura se agarrando à pele."Para distanciar o tratamento ainda mais da acupuntura real, os cientistas aplicaram o palito de dentes em pontos longe das regiões tidas como corretas por acupunturistas profissionais.Ninguém percebeu a diferença e, surpresa ou não, o palito de dentes teve a mesma eficácia da agulha verdadeira.
Mas susto maior veio quando os dados sobre "atendimento usual" aos pacientes entraram na conta.Após oito semanas, 60% dos pacientes sob acupuntura real ou simulada tiveram certa melhora, mas só 39% dos outros voluntários relataram progresso. Estes últimos, porém, não passaram por nenhum "atendimento relacionado ao estudo", só pelo tratamento que o médico de cada um indicava ("em geral remédios, cuidados primários e idas à fisioterapia").Se, por um lado, a acupuntura real não se saiu melhor do que palitos de dentes, por outro, o teste sugere que autoridades de saúde pública deem um passo atrás para saber o que o "atendimento usual" tem reservado a quem tem lombalgia.

Fonte : Folha On Line

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A terapia Gênica

Terapia gênica, em seu termo mais amplo, significa o tratamento de doenças ou a correção de qualquer disfunção do organismo pela introdução de genes funcionais que substituam ou complementem aqueles defeituosos. Atualmente, o conceito de terapia gênica foi ampliado e inclui o tratamento de doenças infecciosas e do câncer. Nesses casos, a terapia tem como base a transferência de um pedaço do código genético do agente causador da doença para animais ou humanos. Aplicado por meio de injeção intramuscular, esse DNA, freqüentemente associado a um plasmídeo, cria condições para a produção da proteína antigênica pelas próprias células do indivíduo inoculado. Essa estratégia é hoje a maior esperança para o combate não só do câncer como das doenças infecciosas, para as quais ainda não se tem tratamento ou prevenção segura, como herpes, Aids, malária, hepatite, esquistossomose, dengue e a tuberculose.

A terapia gênica deverá ser indicada para

o tratamento de vários tipos de câncer: tumores cerebrais, câncer de mama, câncer colon-retal, melanoma malígno, neuroblastoma, câncer pulmonar, câncer de ovário, carcinoma de célula renal. A terapia gênica também deverá ser apropriada para a cura da diabetes e obesidade, produção de hormônios ,desenvolvimento de vacina contra o HIV e no tratamento de doenças neurológicas.

PERSPECTIVAS DA TERAPIA GENICA

As expectativas atuais indicam que a terapia gênica não se limitará somente a substituir ou corrigir genes defeituosos. Novas possibilidades terapêuticas dessa recente tecnologia estão sendo desenvolvidas, para permitir a liberação de proteínas que também controlem os níveis hormonais ou estimulem o sistema imunológico. A terapia gênica é a esperança de tratamento para um grande número de doenças até hoje consideradas incuráveis por métodos convencionais, que vão das hereditárias e degenerativas às diversas formas de câncer e doenças infecciosas.
O ano 2000 já começa com um marco histórico para a ciência. Foi apresentado a primeira versão do genoma humano _ um quebra-cabeça gigantesco, que vai identificar os 130 mil genes do nosso organismo e mostrar como estão combinadas as suas 3 bilhões de bases químicas. Sem sombra de dúvida, é um fecho de ouro para a ciência no século XX. Com esse verdadeiro manual do nosso código genético, fruto de anos e anos de pesquisa em genética e informática, poderemos começar a entender o que somos, por que cada um de nós é diferente de todos os outros e de que modo poderemos nos livrar de milhares de doenças genéticas, do câncer e de doenças infecciosas.
O genoma pronto abre um caminho novo e espetacular para a terapia gênica _ a pesquisa médica passa a ocorrer no nível das moléculas e genes. Computadores farão, com uma velocidade e precisão fantásticas, as análises, hoje impensáveis, dos genes e da estrutura de milhares de moléculas por eles codificadas. A terapia gênica será um recurso natural para curar muitas doenças, uma vez que os defeitos genéticos respondem por cerca de 20% da mortalidade infantil, 50% dos abortos e 80% dos casos de problemas mentais.
Não demorará muito tempo, para que cerca de 20 a 30 doenças hereditárias sejam decifradas pelo uso das informações do projeto genoma e muitas delas possam ser curadas pela terapia gênica. Essa lista deverá incluir diabete, hemofilia, mal de Alzheimer, fibrose cística, distrofia muscular, mal de Huntington, certas formas de anemia, obesidade hereditária, alguns tipos de câncer e parte dos distúrbios cardiovasculares. Além disso, certos tumores malígnos poderão ser controlados num estágio inicial, permitindo ao seu portador levar uma vida praticamente normal.

Texto retirado do ensaio de

Texto retirado do ensaio de Rafael Raiter
Site: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/TG110.htm

segunda-feira, 6 de abril de 2009

"VENTILAR É PRECISO... MOBILIZAR, TAMBÉM É PRECISO!"

onte.:www.mobilida defuncional. blogspot. com

"VENTILAR É PRECISO... MOBILIZAR, TAMBÉM É PRECISO!"

Nos últimos anos houve um avanço muito importante dentro da fisioterapia em terapia intensiva, entretanto muito dos métodos utilizados ainda carece de comprovação científica. Assim, resolvi realizar um paralelo temporal entre duas importantes revisões críticas da atuação da fisioterapia em U.T.I a nível mundial, bem como apontar os novos direcionamentos propostos pela Task Force on Physiotherapy de 2008.
Percebe-se, que houve uma firmação do profsional fisioterapeuta dentro desta área tão restrita (UTI), antes visto apenas pelo manejo ventilatório do paciente, atualmente, o enfoque é outro, e mais importância vem sendo dada a mobilização precoce do paciente no leito, mesmo em ventilação mecânica.
Oito anos depois da Fisioterapeuta australiana K. Stiller (1) demonstrar, com um perfil critico, que apesar de compor a equipe multidisciplinar em terapia intensiva, a Fisioterapia não possuía comprovação científica de suas técnicas, a Task Force on Physiotherapy em acordo com European Respiratory Society e a European Society of Intensive Care Medicine, divulgou ainda no ano passado, uma análise sobre a nossa prática em terapia intensiva na atualidade. Oito anos depois, e o que mudou?
Não mudou muito, isso é certo, embora hoje existe uma firmação da presença do fisioterapeuta na unidade de terapia intensiva, os níveis de evidência ainda em sua grande maioria são C e D, ou seja, faltam estudos controlados e randomizados que embasem a nossa prática clínica.
Sensivelmente, nesses oito anos, a visão dos efeitos deletérios da imobilidade no leito ganharam evidência, e estão sendo mais discutidos, sendo que nesta última revisão ganhou um espaço notável2, e os aspectos referentes a mobilização precoce do paciente no leito que está sob ventilação mecânica deixou de ser um capítulo tímido e avança no sentido de ser o principal papel do fisioterapeuta em UTI.
Ainda existe uma necessidade urgente de novos estudos que devem ser realizados para justificar o papel da fisioterapia na UTI, e quatro grandes áreas foram apontadas (2): imobilidade no leito; terapia de higiene brônquica; terapia de expansão pulmonar e desmame ventilatório.

Parece existir, agora, uma outra grande diferença em termos de raciocínio:

-Estabelecimento mais preciso do diagnóstico Fisioterapêutico.
-Priorizar e definir as metas e parâmetros de tratamentos
-Substituição do uso de técnicas individuais por uma associação destas, envolvendo sobretudo os aspectos gravitacionais.
-Utilização de instrumentos validados de desempenho funcional
-Abordagem diferente para as diferentes condições clínicas ao invés de abordagens padronizadas.
-Necessidade de padronizar o processo de decisão clínica, bem como definir o perfil profissional dos fisioterapeutas na UTI.

Novas discussões que foram implementadas:

-Assegurar educação e informação ao paciente (nível D).
-Massagem como uma intervenção para ansiedade e promoção do sono (nível C).
-Terapêutica do toque em todos os tratamentos que fornecer (nível D).

Atenção especial:

-Distúrbios e complicações neuromusculares e musculosquelé tica, sendo a prevenção essencial.
-Aspectos emocionais e problemas de comunicação dos pacientes internados.

Problemas que foram identificados como alvos terapêuticos para fisioterapia:

-Fraqueza muscular
-Rigidez articular
-Retenção de secreções das vias aéreas
-Atelectasias
-Evitar a intubação e o fracasso do desmame

Como conclusão, percebe-se nesses oito anos, mais enfaticamente que outrora, que a fisioterapia pode melhorar os resultados e reduzir os riscos associados aos cuidados intensivos, bem como minimizar os custos, quando bem realizada. A falta de revisões sistemáticas para apoiar ou rejeitar fisioterapia foi reconhecido pela Task Force (2), uma vez que a maior parte das recomendações foram nível C e D. No entanto, segundo os autores, a prática em saúde baseada em evidências na UTI não é restrito as revisões e meta-análises, outras formas, incluindo peritos e provas fisiológicas, são igualmente válidas no termos de fornecer uma base para a prática e identificar áreas onde ainda é necessária maiores investigações.

REFERÊNCIAS

1. Stiller K. Physiotherapy in intensive care: towards an evidence-based practice. Chest. 2000;118(6): 1801-13. 

2. Gosselink R, Bott J, Johnson M, Dean E, Nava S, Norrenberg M, Schönhofer B, Stiller K, Leur H, Vincent J. Physiotherapy for adult patients with critical illness: recommendations of the European Respiratory Society and European Society of Intensive Care Medicine Task Force on Physiotherapy for Critically Ill Patients. Intensive Care Med. 2008; 34 (7); 1188-1199.

Rodrigo Queiroz
Fisioterapeuta Graduado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

sábado, 14 de março de 2009

Um teste pode salvar pacientes em coma

 Recentemente, foi publicado na revista exame uma entrevista interessante com Bekinshtein, biólogo argentino phd em neurociência, que embora experimental, abre uma relevante possibilidade na deteção de consciência em pacientes inconscientes(coma).
       Afirma o autor que através de testes sistemáticos e simples é possível detectar respostas encefálicas nesse grupo de pacientes.
       A partir de estímulos com vários padrões sonoros, observaram desvios no eletroencefalograma condizentes com a atividade neural inscipiente.
       Para os profissionais que lidam com pacientes neste estado, principalmente em unidades intensivas, vale a pena aguardar mais estudos e ensaios clínicos desta monta, já que dispomos atualmente de avaliações pouco específicas e sensíveis, como a escala/exane de glasgow que cada vez mais tem se mostrado incapaz de uma real avaliação do estado de consciência destes pacientes.

Neural signature of the concious processing of auditory regularities,PNAS,2009

sexta-feira, 6 de março de 2009



Pelo alto grau de malignidade presente em certos tipos de osteosarcoma, bem como diante de sua devastadora progressão, além de sua incidência em uma população jovem, esta condição patológica constitui em um dos grandes desafios enfrentados por qualquer profissional de saúde.
Atualmente, estamos com um caso muito complicado desta patologia em nossa UTI do FCECON - Fundação centro e controle de oncologia de Manaus. Acima, observamos um jovem de 15 anos, internado há 10 dias em nossa UTI.


DADOS DA DOENÇA:

O osteossarcoma ou sarcoma osteogênico é o segundo tumor ósseo maligno mais comum, vindo atrás do mieloma múltiplo e corresponde a 21% entre as neoplasias malignas do esqueleto.
Nas formas mais graves, sem tratamento, pode haver necrose do tumor e posterior ulceração. Secundariamente, há o quadro de hipotrofia muscular proximal e distal à lesão e comprometimento articular. O tumor costuma apresentar-se endurecido, fixo aos planos profundos.
O osteossarcoma clássico ou central costuma ocorrer em adolescentes e adultos jovens. Aproximadamente metade dos osteossarcomas central ocorre na região do joelho, sendo a
extremidade distal do fêmur a localização mais freqüente.

SINTOMAS

Os sintomas mais comuns são dor localizada e inchaço do local. É freqüente o paciente associar a dor a um trauma recente. No exame físico podemos encontrar aumento do volume local, dor,
calor local e limitação na movimentação da articulação comprometida.
As metástases ocorrem principalmente para pulmões e outros ossos e geralmente dão pequenos sintomas desde um estágio precoce da doença.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Em artigo recente, publicado na revista fisiobrasil, foi publicado um estudo referente ás técnicas usuais em fisioterapia intensiva. Um dos pontos altos do artigo foi a utilização da hiperinsuflação manual. Apesar de algumas diferenças, utilizamos rotineiramente na uti da Fcecon com excelentes resultados.
Entretanto, poucos profissionais pelo menos na cidade de Manaus, parecem utilizá-lo com frequência.
Como uma técnica simples de comprovada eficiência é dexada de lado em detrimento de outras técnicas não tão aceitas?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Como a Fisioterapia Respiratória Influencia a Pressão Intra-Craniana

A pressão intracraniana é determinada por três componentes: encéfalo, liquor e sangue, sendo que o volume sanguineo cerebral (VSC) é o componente mais dinâmico, pois é determinado pelo diâmetro vascular (Knobel, 2006).
Qualquer aumento de um componente é seguido da diminuição do volume dos outros, de modo a manter a PIC em limites normais (10mmHg). A PIC pode aumentar transitoriamente em condições fisiológicas normais (tosse, espirro) sem alteração das funções neurológicas ao contrário do que ocorre em condições patológicas, quando o equilíbrio é perdido.
Pressão intracraniana. A pressão intracraniana é determinada por três componentes: encéfalo, liquor e sangue, sendo que o volume sanguineo cerebral (VSC) é o componente mais dinâmico, pois é determinado pelo diâmetro vascular (Knobel, 2006).
Qualquer aumento de um componente é seguido da diminuição do volume dos outros, de modo a manter a PIC em limites normais (10mmHg). A PIC pode aumentar transitoriamente em condições fisiológicas normais (tosse, espirro) sem alteração das funções neurológicas ao contrário do que ocorre em condições patológicas, quando o equilíbrio é perdido.
Admitem-se como valores toleráveis até 20 mmHg, para efeito de classificação, pode-se utilizar o seguinte critério (Gambaroto,2006):
PIC<> 40 mmHgPO2<> 40 mmHgPA média <>Stocchetti N, et all, 2006). A Hiperventilação excessiva pode precipitar isquemia cerebral, com alentecimento da atividade elétrica cerebral, acidose láctica liquórica e aumento da diferença de conteúdo arteriovenoso de oxigênio > 9 ml/dl. Estudos do FSC por TC com xenônio, em pacientes com lesão cerebral aguda submetidos à hiperventilação, concluíram que esta pode induzir à isquemia cerebral nas áreas lesadas, assim como nas áreas normais (Oliveira, 2000).
Constituindo um assunto controverso, parece alcançar a unanimidade quando a hiperventilação é utilizada em situações de deteriorização neurológica súbita ou quando outras medidas de controle da PIC não surtem efeito, devendo portanto, ser cuidadosamente monitorada em requisitos relativos a duração, a intensidade da hipocapnia e estabilização da PIC e não como primeira linha de conduta ao combate a HIC ou usada indiscriminadamente de forma profilática.
Nos casos em que a deteriorização encefálica é eminente, Oliveira, 2000 cita que a hiperventilação induz a hipocarbia e faz baixar a PIC pela redução no volume sangüíneo cerebral. O efeito é quase imediato, mas as reduções máximas podem demorar de 15 a 30 minutos após a modificação da pCO2.

Para obter/imprimir e ou copiar o texto integral favor consultar:
http://www.howtodothings.com/health-fitness/como-a-fisioterapia-respiratoria-influencia-a-pressao-intra-craniana

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Intervenção e evolução de militares da12 Região Militar submetidos à meniscectomia parcial: A realidade vivenciada no Hospital Geral do Exército de Ma


RESUMO
Diante da alta incidência de lesão meniscal em militares decorrente da exigência da compleição física destes indivíduos, realizamos um ensaio clínico a fim de exemplificarmos as condições clínicas e da evolução de pacientes com lesão meniscal durante o período pós-cirúrgico. Diante das possibilidades terapêuticas encontradas em nosso setor de reabilitação, aplicamos um mesmo protocolo a todos os indivíduos objeto do estudo afim de padronizar e validar o protocolo dentro das forças armadas.
Indivíduos do sexo masculino com lesão de menisco medial submetido à meniscectomia parcial por videoartroscopia e tratamento fisioterapêutico pós-operatório foram acompanhados num período de três meses, desde o primeiro dia pós-liberação médica para a fisioterapia. Para a obtenção dos dados foram realizadas seis avaliações.
As avaliações foram realizadas no período pós-operatório, sendo estas feitas no primeiro dia de início da fisioterapia, uma semana após o início da reabilitação, duas semanas de fisioterapia, três semanas de fisioterapia, um mês de pós-liberação médica, dois meses de pós-liberação e a última com três meses. Observou-se que as condutas adotadas com os pacientes apresentaram resultados satisfatórios quanto à diminuição da dor, manutenção da força, da amplitude de movimento e retorno da funcionalidade, corroborada pela aplicação do protocolo de Cincinatti. Desta forma concluímos que diante dos recursos apresentados, o protocolo é aplicável e reprodutível em centros de reabilitação de pequena e média complexidade.
Palavras-chaves: joelho, meniscectomia, evolução, reabilitação.

Fisioterapia em UTI oncológica

Um dos papéis mais relevantes da fisioterapia dentro de uma unidade de tratamento intensivo, consiste na programação e constante avaliação para a extubação dos pacientes.
Acompanhe neste tutorial os passos....
Para ver mais vídeos, discussoes e artigos acesse o site:
http://www.fisioterapiam.hd1.com.br/
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