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domingo, 22 de agosto de 2010

Treinamento teórico-prático ministrado pela SOBRATI/MANAUS sobre a avaliação em fisioterapia intensiva.

Treinamento teórico-prático ministrado pela SOBRATI/MANAUS sobre a avaliação em fisioterapia intensiva.

Uma dos aspectos mais importantes acerca da fisioterapia intensiva consiste na avaliação realizada beira-leito dos pacientes criticamente enfermos dentro da Unidade de tratamento intensivo.

A partir de uma coleta sistemática de dados, que consiste primeiramente em uma análise minuciosa do prontuário médico, associado à leitura e interpretação correta dos exames complementares, embasam a tomada de decisão terapêutica e caracterizam a atuação do fisioterapeuta intensivista.

Os aspectos relacionados à elaboração do diagnóstico cinético-funcional são fundamentais e exigem um alto grau de conhecimento sobre os aspectos fisiológicos cardiopulmonar, da mecânica ventilatória e da fisiopatologia pulmonar.

A conduta terapêutica como um fim, deve ser subsidiada por todas as informações pertinentes ao paciente de forma a convergir para uma tomada de decisão concisa e que irá determinar a eficácia da fisioterapia em uma unidade de tratamento intensiva.

O treinamento teórico-prático é imprescindível a todos que pretendem trilhar os caminhos da terapia intensiva. O graduando ou especializando, deve ter acesso a todas as formas de avaliação disponíveis, bem como o correto treinamento para a posterior avaliação e conseqüente tomada de decisões terapêuticas.

Antigos paradigmas e conceitos usuais na fisioterapia respiratória, antes inquestionáveis, hoje já perderam sua condição em detrimento de uma maior complexidade e qualificação do profissional intensivista.

Um destes “paradigmas” consistia em que uma eficaz fisioterapia respiratória sempre terminava com a aspiração das vias aéreas dos pacientes internados. Hoje, esta conduta invasiva e por vezes traumática, fica dependente de uma criteriosa avaliação que justifique a sua real necessidade, onde para tanto, uma ausculta eficaz, somada a outros critérios, são prevalentes e exigem deste novo profissional, uma carga de conhecimento muito maior.

De fato, este novo profissional, o fisioterapeuta intensivista, a partir de sua formação diferenciada, consegue suprir a necessidade de um atendimento qualificado inerente aos pacientes gravemente enfermos e internados na UTI.

Nós da SOBRATI/MANAUS reconhecendo a importância fundamental na formação destes novos intensivistas, baseamos inicialmente nosso trabalho na capacitação através da avaliação cinético-funcional em UTI, disponibilizando materiais inovadores e atualmente inexistentes na cidade de Manaus, a fim de oferecer as melhores condições possíveis favorecendo o processo de ensino-aprendizagem.

Autor: Daniel Xavier.

Diretor regional da SOBRATI/MANAUS

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fisioterapia oncológica para a graduação


Prefácio

A vida humana é um bem precioso de valor inestimável. A saúde, um meio que permite que esta seja desenvolvida em sua total plenitude. Indissociáveis, juntas carregam uma idéia real de possibilidades e realizações.

O câncer é devastador! Não só para a pessoa objeto como para seus familiares. O sentido de plenitude imediatamente é perdido e os sonhos de realizações abandonados.

O paradigma câncer-morte, ainda incrustado em nossa prática médica atual, aos poucos vem sendo abandonado. Os avanços técnico-científicos de nossa era, por ora, jogam em nosso favor e garantem ao paciente oncológico uma esperança, mesmo que tênue, da tão almejada cura.
Neste contexto, a fisioterapia oncológica ganha espaço na medida em que garante a qualidade de vida e a dignidade ao portador da enfermidade oncológica.

A labuta por vezes é ingrata, mas os resultados sempre gloriosos. Fazer parte de um corpo de cuidadores que lidam diariamente com os conceitos tão peculiares à condição humana como os conceitos de vida e da morte, da esperança jamais abandonada e da superação constante, moldam nosso caráter e promove o crescimento pessoal e profissional.

À fisioterapia oncológica, cabe essencialmente, a tarefa de prevenir, manter e promover condições previamente perdidas, entretanto, nosso maior mérito consiste em garantir a dignidade do ser humano.

Este livro é dedicado inteiramente a todos àqueles guerreiros que lutam constantemente pela superação e pela vida, onde o embate ultrapassa nossas possibilidades de compreensão.
Aos pacientes oncológicos, meu mais sincero sentido de gratidão e apreço pelos ensinamentos diários e pela oportunidade de acompanhar suas lutas, decepções e histórias.

Daniel Xavier

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

MODOS VENTILATÓRIOS.

Assistência ventilatória pode ser entendida como a manutenção da oxigenação e/ou da ventilação dos pacientes de maneira artificial até que estes estejam capacitados a reassumi-las. Esta assistência torna-se importante para os pacientes submetidos à anestesia geral e para aqueles internados nas unidades de terapia intensiva com insuficiência respiratória.

Atualmente, a ventilação mecânica consiste em uma fonte de temor constante para quase todos graduandos de último período do curso de fisioterapia. Quase sempre encarados como “um bicho de sete cabeças” mostra-se depois de um período de estudo como um aparato simples e extremamente útil para a manutenção da vida em UTI.

Talvez o que mais impressione não consista no ventilador mecânico propriamente dito, mas sim o ambiente encontrado em UTI…

Procurarei aos poucos e com a colaboração de muitos, desmitificar esse nosso companheiro fiel na labuta dentro da unidade de tratamento intensivo.

Modo ventilatório a volume-Controlado ou Pressão-Controlada.

O Ventilador inicia e termina a inspiração de acordo com o tempo subordinado e
freqüência respiratória preestabelecida, o ventilador determina o volume corrente, fluxo
inspiratório e relação do tempo inspiratório e expiratório.

Ventilação Assistido-Controlada:

O início da inspiração é determinada por fluxo ou pressão negativa gerada pelo esforço
do paciente. A freqüência respiratória, tempo de inspiração e expiração são vinculado
ao drive do paciente. Deve se ajustar a sensibilidade que regula o nível de esforço
respiratório mínimo do paciente para iniciar a inspiração 0,5 - l,0 cmH2O, quanto mais
negativa a sensibilidade maior o trabalho muscular'.

Ventilação Mandatória Intermitente (IMV):

É uma combinação de ciclos espontâneos e ciclos assistidos com volume corrente
previamente ajustado. Desta forma uma freqüência de suporte é utilizada em intervalos
fixos, e entre esses ciclos o paciente pode respirar espontaneamente ar enriquecido com
oxigênio.

Ventilação com Pressão Controlada (PCV):

Modo ventilatório em que a pressão inspiratória é previamente ajustada, bem como o
tempo inspiratório e a freqüência respiratória de backup. 0 paciente ventila de modo
assistido-controlado, entretanto o volume corrente não é garantido pelo ventilador.

Ventílação com Pressão de Suporte (PSV):

É uma forma de pressão positiva intermitente que é previamente ajustada e liberada a
cada esforço inspiratório do paciente. É um modo de ventilação puramente espontânea,
exige que o paciente tenha um bom drive respiratório. Não se ajusta a freqüência
respiratória mínima e não se sabe o volume corrente. Ventilação ideal para o desmame
com grande aceitação.

Ventilação Com Escape de pressão nas vias Respiratórias (APRV):

É um sistema CPAP modificado, a ventilação se da a níveis de CPAP predeterminada e
adequados a melhor troca gasosa. Períodos curtos de escapes de pressão passiva e perda
de CO2. O paciente pode respirar espontaneamente.

Ventilação com Pressão de Suporte e Volume Garantido (VAPSV):
Modo ventilatório com Fluxo livre e um Fluxo ñxo quadrado com volume Corrente pré-
ajustado.

Ventilação de Alta Freqüência:
É uma forma de ventilação que uma cânula é inserida através do tubo endotraqueal ou
da membrana cricotireoidea que libera gás enriquecido com 02 em freqüência de l00 a
350 ciclos pó minuto.

1. BARBAS, C.S.V.; ROTHMAN, A.; AMATO, M.B.P.; RODRIGUES Jr.,M. Técnicas de assistência ventilatória. In: KNOBEL, E. Condutas no paciente grave. São Paulo. Atheneu, 1994. p.312-346.

sábado, 20 de junho de 2009

Treinamento avançado em Ventilação mecânica e em Fisioterapia intensiva.

Treinamento avançado em Ventilação mecânica e em Fisioterapia intensiva.

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Características:O treinamento irá se desenvolver integralmente dentro do ambiente da uti da FCECON/AM.Grupos de 05 alunos com carga horária de 30 horas aula divididos em 20 horas prática e 10 horas iniciais teóricas.


Tópicos abordados:

Ventilação mecânica, interpretação de exames, gasometria, fisioterapia intensiva, avaliação de paciente internado na UTI, o papel do fisioterapeuta, tópicos avançados em ventilação mecânicas, manobras na ventilação mecânica, desmame e extubação.


Início: Primeira semana de Julho dia 01/julho/2009.O treinamento acontecerá 01 grupo por semana das 13:00 – 17:00 de segunda a sexta-feira e sábado subsequente(aula teórica).


Investimento: 400,00 acadêmicos e 450,00 profissionais formados.


Contato: 92-81260452 (Daniel Xavier)

xavierdaniel@hotmail.com

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fisioterapia Sessões aplicadas sem interrupção, durante 24 horas por dia, reduziram em até 40% o período de internação de pacientes em tratamento int

Pesquisa realizada pelo Serviço de Fisioterapia do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP mostra que as sessões de fisioterapia reduzem em até 40% o tempo de permanência do paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), quando aplicadas sem interrupções, ou seja, 24 horas por dia.
O estudo avaliou 500 pacientes, num período de seis meses. Segundo a professora Clarice Tanaka, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FM, responsável pela pesquisa, "a redução de complicações com melhora significativa do paciente deve-se ao tratamento noturno".
Nos primeiros três meses, as atividades do fisioterapeuta levaram 12 horas e a média de internação do paciente na UTI foi de dez dias. Nos três meses seguintes, o atendimento foi de 24 horas e a média de permanência do paciente caiu para seis dias. O procedimento garante a "limpeza" contínua dos pulmões, permite a extubação (retirada do tubo traqueal) no período noturno, reduz a agressão mecânica e propicia recuperação pulmonar mais rápida do paciente.
O estudo apontou ainda que sem o trabalho intensivo dos profissionais, 24 horas por dia, aumenta o risco de piora do quadro respiratório do paciente, obrigando a sua reintubação, com possibilidades de contrair pneumonia, pelo uso da ventilação mecânica.

Qualidade de Vida
A pesquisa aponta que a expansão dos serviços reduz o sofrimento dos pacientes, permite a liberação mais rápida e segura dos leitos, com o conseqüente aumento do número de vagas disponíveis. Também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e propicia economia de recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo. A partir dos resultados da pesquisa, o HC tem implementado gradativamente a fisioterapia integral em outras UTIs, com a criação de turnos extras à noite, de modo a garantir melhor qualidade de vida ao paciente e familiar. Ao mesmo tempo, o Instituto Central está implantando uma Unidade de Atendimento Ambulatorial em Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional , alta complexidade. Com seis consultórios, três boxes individuais, três salas de atendimento para fisioterapia em grupo, recepção e sala de espera, distribuídos em 438,60 metros quadrados, a nova unidade terá capacidade para 6.000 atendimentos de alta complexidade por mês. Também será equipada com modernos instrumentos de avaliação funcional do movimento como eletromiógrafo, plataforma de força e um sistema especializado de câmeras. "O atendimento ambulatorial é essencial porque garante a continuidade do tratamento e previne disfunções e seqüelas em pacientes com distúrbios neurológicos, músculo-esqueléticos e respiratórios", enfatiza Clarice Tanaka. "As sessões podem evitar a limitação funcional de movimentos que, na maioria das vezes, afasta o indivíduo do convívio social".

(Com informações do Centro de Comunicação Institucional do Instituto Central do HCFMUSP) Mais informações: (0XX11) 3069-7879, na Assessoria de Imprensa do Instituto Central do HC

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Teste de retirada rapida da ventilação mecânica





Diante dos avanços tecnológicos e a inerente necessidade da fisioterapia se estabelecer enquanto profissão da área da saúde, imperioso é a necessidade de basear nossa prática em evidências.Uma forma de embasar nossa prática diária na UTI é a elaboração de protocolos e alogarítimos como o teste de retirada rápida da ventilação mecânica.O alogarítimo foi retirado do Hospital servidor público de São Paulo e tornou-se rotina em nosso serviço de UTI da Fundação CECON.

segunda-feira, 20 de abril de 2009


Júlio Pedrosa Da equipe de A CRÍTICA

Há quatro anos em Manaus, o fisioterapeuta Igor Simões Andrade, 33, criador da Bototerapia, prática terapêutica assistida por golfinhos de rio - como são conhecidos os botos-cor-de-rosa da Amazônia - aguarda a decisão sobre a implantação dos hotéis de selva na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé para viabilizar a implantação, no local, do projeto que oferece terapia para portadores de necessidades especiais.
Hoje, a bototerapia, segundo Igor, é oferecida apenas no Hotel Ariaú, no Município de Iranduba. A idéia do terapeuta é trazer o trabalho para uma área mais próxima de Manaus e treinar os moradores das comunidades da RDS para que possam atuar também na aplicação da técnica.
Segundo Igor, o trabalho hoje é realizado com pouco mais de 40 crianças de entidades filantrópicas, e a intenção é aumentar esse número. “Não é preciso grandes estruturas para fazer o trabalho. Uma das vantagens está no fato de a reserva estar mais próxima de Manaus (a uma distância aproximada de 25 quilômetros). Para que o trabalho seja feito, bastam apenas um flutuante, vigilância, combustível para deslocamento das embarcações e peixes para alimentar os botos”, explicou.
Segundo Igor, na RDS do Tupé existem inúmeras comunidades de botos, inclusive no igarapé do Tatu, onde existe a perspectiva de funcionamento de um hotel de selva flutuante. “A espécie ocorre geralmente nos canais principais e no encontro dos afluentes com grandes rios, como é o caso do Cuieras com Negro, e Tarumã com Negro, na praia do Tupé”, diz.
Meio ambiente
O especialista observa que o Projeto Bototerapia também tem finalidade ambiental, pois visa a proteção da espécie, que é vítima da caça predatória. “O boto hoje é vítima de uma matança silenciosa. Já existem até caçadores profissionais que matam o animal, picam a carne para utilizá-la como isca para a pesca da piracatinga, um peixe liso que tem toneladas exportadas para outros países”, relata.
Fonte: Jornal a crítica

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Desmame da ventilação mecânica

DESMAME DA VENTILACAO MECANICA:

Daily Screening:

1)PaO2/ FiO2 > ou igual a 200

2)Peep <> 35 por mais de 5 min ou

SatO2<> 180 ou < 90 durante pelo menos 1 min ou

Agitação ou ansiedade + diaforese intensa por mais de 5 min

Verificando-se qualquer destes itens voltar p/ VM e refazer o daily screening e o trial de ventilação espontânea no dia seguinte.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

"VENTILAR É PRECISO... MOBILIZAR, TAMBÉM É PRECISO!"

onte.:www.mobilida defuncional. blogspot. com

"VENTILAR É PRECISO... MOBILIZAR, TAMBÉM É PRECISO!"

Nos últimos anos houve um avanço muito importante dentro da fisioterapia em terapia intensiva, entretanto muito dos métodos utilizados ainda carece de comprovação científica. Assim, resolvi realizar um paralelo temporal entre duas importantes revisões críticas da atuação da fisioterapia em U.T.I a nível mundial, bem como apontar os novos direcionamentos propostos pela Task Force on Physiotherapy de 2008.
Percebe-se, que houve uma firmação do profsional fisioterapeuta dentro desta área tão restrita (UTI), antes visto apenas pelo manejo ventilatório do paciente, atualmente, o enfoque é outro, e mais importância vem sendo dada a mobilização precoce do paciente no leito, mesmo em ventilação mecânica.
Oito anos depois da Fisioterapeuta australiana K. Stiller (1) demonstrar, com um perfil critico, que apesar de compor a equipe multidisciplinar em terapia intensiva, a Fisioterapia não possuía comprovação científica de suas técnicas, a Task Force on Physiotherapy em acordo com European Respiratory Society e a European Society of Intensive Care Medicine, divulgou ainda no ano passado, uma análise sobre a nossa prática em terapia intensiva na atualidade. Oito anos depois, e o que mudou?
Não mudou muito, isso é certo, embora hoje existe uma firmação da presença do fisioterapeuta na unidade de terapia intensiva, os níveis de evidência ainda em sua grande maioria são C e D, ou seja, faltam estudos controlados e randomizados que embasem a nossa prática clínica.
Sensivelmente, nesses oito anos, a visão dos efeitos deletérios da imobilidade no leito ganharam evidência, e estão sendo mais discutidos, sendo que nesta última revisão ganhou um espaço notável2, e os aspectos referentes a mobilização precoce do paciente no leito que está sob ventilação mecânica deixou de ser um capítulo tímido e avança no sentido de ser o principal papel do fisioterapeuta em UTI.
Ainda existe uma necessidade urgente de novos estudos que devem ser realizados para justificar o papel da fisioterapia na UTI, e quatro grandes áreas foram apontadas (2): imobilidade no leito; terapia de higiene brônquica; terapia de expansão pulmonar e desmame ventilatório.

Parece existir, agora, uma outra grande diferença em termos de raciocínio:

-Estabelecimento mais preciso do diagnóstico Fisioterapêutico.
-Priorizar e definir as metas e parâmetros de tratamentos
-Substituição do uso de técnicas individuais por uma associação destas, envolvendo sobretudo os aspectos gravitacionais.
-Utilização de instrumentos validados de desempenho funcional
-Abordagem diferente para as diferentes condições clínicas ao invés de abordagens padronizadas.
-Necessidade de padronizar o processo de decisão clínica, bem como definir o perfil profissional dos fisioterapeutas na UTI.

Novas discussões que foram implementadas:

-Assegurar educação e informação ao paciente (nível D).
-Massagem como uma intervenção para ansiedade e promoção do sono (nível C).
-Terapêutica do toque em todos os tratamentos que fornecer (nível D).

Atenção especial:

-Distúrbios e complicações neuromusculares e musculosquelé tica, sendo a prevenção essencial.
-Aspectos emocionais e problemas de comunicação dos pacientes internados.

Problemas que foram identificados como alvos terapêuticos para fisioterapia:

-Fraqueza muscular
-Rigidez articular
-Retenção de secreções das vias aéreas
-Atelectasias
-Evitar a intubação e o fracasso do desmame

Como conclusão, percebe-se nesses oito anos, mais enfaticamente que outrora, que a fisioterapia pode melhorar os resultados e reduzir os riscos associados aos cuidados intensivos, bem como minimizar os custos, quando bem realizada. A falta de revisões sistemáticas para apoiar ou rejeitar fisioterapia foi reconhecido pela Task Force (2), uma vez que a maior parte das recomendações foram nível C e D. No entanto, segundo os autores, a prática em saúde baseada em evidências na UTI não é restrito as revisões e meta-análises, outras formas, incluindo peritos e provas fisiológicas, são igualmente válidas no termos de fornecer uma base para a prática e identificar áreas onde ainda é necessária maiores investigações.

REFERÊNCIAS

1. Stiller K. Physiotherapy in intensive care: towards an evidence-based practice. Chest. 2000;118(6): 1801-13. 

2. Gosselink R, Bott J, Johnson M, Dean E, Nava S, Norrenberg M, Schönhofer B, Stiller K, Leur H, Vincent J. Physiotherapy for adult patients with critical illness: recommendations of the European Respiratory Society and European Society of Intensive Care Medicine Task Force on Physiotherapy for Critically Ill Patients. Intensive Care Med. 2008; 34 (7); 1188-1199.

Rodrigo Queiroz
Fisioterapeuta Graduado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Em artigo recente, publicado na revista fisiobrasil, foi publicado um estudo referente ás técnicas usuais em fisioterapia intensiva. Um dos pontos altos do artigo foi a utilização da hiperinsuflação manual. Apesar de algumas diferenças, utilizamos rotineiramente na uti da Fcecon com excelentes resultados.
Entretanto, poucos profissionais pelo menos na cidade de Manaus, parecem utilizá-lo com frequência.
Como uma técnica simples de comprovada eficiência é dexada de lado em detrimento de outras técnicas não tão aceitas?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Como a Fisioterapia Respiratória Influencia a Pressão Intra-Craniana

A pressão intracraniana é determinada por três componentes: encéfalo, liquor e sangue, sendo que o volume sanguineo cerebral (VSC) é o componente mais dinâmico, pois é determinado pelo diâmetro vascular (Knobel, 2006).
Qualquer aumento de um componente é seguido da diminuição do volume dos outros, de modo a manter a PIC em limites normais (10mmHg). A PIC pode aumentar transitoriamente em condições fisiológicas normais (tosse, espirro) sem alteração das funções neurológicas ao contrário do que ocorre em condições patológicas, quando o equilíbrio é perdido.
Pressão intracraniana. A pressão intracraniana é determinada por três componentes: encéfalo, liquor e sangue, sendo que o volume sanguineo cerebral (VSC) é o componente mais dinâmico, pois é determinado pelo diâmetro vascular (Knobel, 2006).
Qualquer aumento de um componente é seguido da diminuição do volume dos outros, de modo a manter a PIC em limites normais (10mmHg). A PIC pode aumentar transitoriamente em condições fisiológicas normais (tosse, espirro) sem alteração das funções neurológicas ao contrário do que ocorre em condições patológicas, quando o equilíbrio é perdido.
Admitem-se como valores toleráveis até 20 mmHg, para efeito de classificação, pode-se utilizar o seguinte critério (Gambaroto,2006):
PIC<> 40 mmHgPO2<> 40 mmHgPA média <>Stocchetti N, et all, 2006). A Hiperventilação excessiva pode precipitar isquemia cerebral, com alentecimento da atividade elétrica cerebral, acidose láctica liquórica e aumento da diferença de conteúdo arteriovenoso de oxigênio > 9 ml/dl. Estudos do FSC por TC com xenônio, em pacientes com lesão cerebral aguda submetidos à hiperventilação, concluíram que esta pode induzir à isquemia cerebral nas áreas lesadas, assim como nas áreas normais (Oliveira, 2000).
Constituindo um assunto controverso, parece alcançar a unanimidade quando a hiperventilação é utilizada em situações de deteriorização neurológica súbita ou quando outras medidas de controle da PIC não surtem efeito, devendo portanto, ser cuidadosamente monitorada em requisitos relativos a duração, a intensidade da hipocapnia e estabilização da PIC e não como primeira linha de conduta ao combate a HIC ou usada indiscriminadamente de forma profilática.
Nos casos em que a deteriorização encefálica é eminente, Oliveira, 2000 cita que a hiperventilação induz a hipocarbia e faz baixar a PIC pela redução no volume sangüíneo cerebral. O efeito é quase imediato, mas as reduções máximas podem demorar de 15 a 30 minutos após a modificação da pCO2.

Para obter/imprimir e ou copiar o texto integral favor consultar:
http://www.howtodothings.com/health-fitness/como-a-fisioterapia-respiratoria-influencia-a-pressao-intra-craniana

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Fisioterapia em UTI oncológica

Um dos papéis mais relevantes da fisioterapia dentro de uma unidade de tratamento intensivo, consiste na programação e constante avaliação para a extubação dos pacientes.
Acompanhe neste tutorial os passos....
Para ver mais vídeos, discussoes e artigos acesse o site:
http://www.fisioterapiam.hd1.com.br/
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