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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fisioterapia oncológica para a graduação


Prefácio

A vida humana é um bem precioso de valor inestimável. A saúde, um meio que permite que esta seja desenvolvida em sua total plenitude. Indissociáveis, juntas carregam uma idéia real de possibilidades e realizações.

O câncer é devastador! Não só para a pessoa objeto como para seus familiares. O sentido de plenitude imediatamente é perdido e os sonhos de realizações abandonados.

O paradigma câncer-morte, ainda incrustado em nossa prática médica atual, aos poucos vem sendo abandonado. Os avanços técnico-científicos de nossa era, por ora, jogam em nosso favor e garantem ao paciente oncológico uma esperança, mesmo que tênue, da tão almejada cura.
Neste contexto, a fisioterapia oncológica ganha espaço na medida em que garante a qualidade de vida e a dignidade ao portador da enfermidade oncológica.

A labuta por vezes é ingrata, mas os resultados sempre gloriosos. Fazer parte de um corpo de cuidadores que lidam diariamente com os conceitos tão peculiares à condição humana como os conceitos de vida e da morte, da esperança jamais abandonada e da superação constante, moldam nosso caráter e promove o crescimento pessoal e profissional.

À fisioterapia oncológica, cabe essencialmente, a tarefa de prevenir, manter e promover condições previamente perdidas, entretanto, nosso maior mérito consiste em garantir a dignidade do ser humano.

Este livro é dedicado inteiramente a todos àqueles guerreiros que lutam constantemente pela superação e pela vida, onde o embate ultrapassa nossas possibilidades de compreensão.
Aos pacientes oncológicos, meu mais sincero sentido de gratidão e apreço pelos ensinamentos diários e pela oportunidade de acompanhar suas lutas, decepções e histórias.

Daniel Xavier

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Na semana comemorativa aos 35 anos da FCECON, a fisioterapia esteve presente com palestras ministradas a acadêmicos, profissionais da fundação e pacientes.
Representando um marco, a fisioterapia não contava com um espaço tão grande até o ano passado.
Com a modificação da mentalidade geral e quebrando o paradigma câncer-morte, a fisioterapia apresenta-se como uma potente terapia no incremento da qualidade de vida aos pacientes oncológicos.
Agradecemos a todos que hoje reconhecem a fisioterapia oncológica como relevante no cuidado oncológico e em especial aos diretores do ensino e pesquisa por reconhecerem nosso trabalho realizado.

domingo, 18 de outubro de 2009

A importância da fisioterapia oncológica

A importância da fisioterapia oncológica

Desde alguns anos que há uma grande preocupação de todas as equipas multidisciplinares, médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas, no tratamento e acompanhamento do doente oncológico. Graças à investigação cientifica e investimento feito nesta área, e campanhas de sensibilização para o diagnostico precoce, que toda a abordagem no tratamento do doente oncológico é bem diferente daquela que se fazia há uns anos atrás.

As abordagens cirúrgicas são essencialmente conservadoras e as terapias adjuvantes cada vez mais direccionadas ao tipo de tumor, sendo que a sobrevida e qualidade de vida dos doentes é mais longa e eficaz.

Mesmo assim, por vezes o doente percorre um caminho longo e doloroso. A cura é em muitos casos total e noutros a sobrevida bem maior.

A Fisioterapia oncológica tem cada vez mais um papel fundamental e oportuno.

A actuação do fisioterapeuta começa logo quando o doente é encaminhado pelo médico na fase pré-operatória, podendo e devendo prevenir uma série de complicações pela sua actuação:

  • Melhorando as capacidades ventilatorias
  • Ensino da tosse
  • Cuidados a ter e conselhos de higiene
  • Alivio da dor, corrigindo posturas e aconselhando posturas.

Tendo o fisioterapeuta conhecimentos profundos das patologias oncológicas e sabendo as limitações hematológicas que advêm dos tratamentos de quimioterapia, avalia e estabelece um plano de tratamento e seguimento do doente ao longo do seu percurso de tratamento, incidindo a sua actuação nos seguintes problemas:

  • Alterações funcionais e articulares, com exercícios activos e dinâmicos, para ganhar o mais breve possível todas as amplitudes articulares
  • Nas alterações musculares e tendinosas, com massagem e técnicas de relaxamento
  • Nas retracções cicatriciais, com abordagens especificas para cicatrizes, fibroses e retracções
  • Nas alterações respiratórias e posturais, com cinesioterápia respiratória
  • No alivio da Dor
  • Nas alterações vasculares e neurológicas
  • No aconselhamento nos cuidados a ter
  • Na prevenção e tratamento do Edema linfático, com drenagem linfática manual e uso de posturas facilitadores do retorno linfático, bandas multi-camadas e contenção elástica
  • No treino de equilíbrio e Marcha
  • Nas orientações a dar aos familiares nos cuidados a ter.

A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao doente a necessidade de retomar as suas actividades diárias, dando-lhe confiança e certezas quanto ao futuro.

Esta é uma pequena amostra do que o fisioterapeuta pode fazer para minimizar e ajudar o doente oncológico.

Autor:Conceição ·
http://www.asuafisioterapeuta.com/2008/a-importancia-da-fisioterapia-oncologica/

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Fisioterapia intensiva oncologia







O papel da fisioterapia intensiva na unidade de tratamento intensivo oncológica.

Em 2007, em um esforço conjunto visando à normatização da atuação da equipe multidisciplinar encarregada da prestação de serviços dentro da Unidade de tratamento intensivo, foi elaborado pela AMIB – Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, um documento consensual contemplando o papel da fisioterapia intensiva enfatizando sua atuação junto à ventilação mecânica.


Neste documento consensual temos que a Fisioterapia faz parte do atendimento multidisciplinar oferecido aos pacientes em unidade de terapia intensiva (UTI). Sua atuação é extensa e se faz presente em vários segmentos do tratamento intensivo, tais como o atendimento a pacientes críticos que não necessitam de suporte ventilatório; assistência durante a recuperação pós-cirúrgica, com o objetivo de evitar complicações respiratórias e motoras; assistência a pacientes graves que necessitam de suporte ventilatório.


Além destas considerações, o documento faz referência à participação do fisioterapeuta junto à condução da ventilação mecânica desde o preparo e manejo da ventilação inicial bem como a participação ativa na programação e condução do processo de desmame e extubação.

Entretanto, ainda que o papel da fisioterapia intensiva atualmente esteja bem estabelecido dentro dos critérios de inclusão e atuação como componente da equipe multidisciplinar, o seu papel em áreas específicas como a prestação de serviços em uma UTI oncológica, carece de respaldo técnico-científico.

As particularidades inerentes a estes clientes como o caráter progressivo de suas disfunções clínicas, a mielossupressão, a maior predisposição às infecções das vias respiratórias, a caquexia, a plaquetopenia, as alterações cinético-funcionais provenientes da intervenção cirúrgica e das técnicas adjuvantes ao controle/combate da neoplasia, parecem em um primeiro momento contra-indicar ou no mínimo tornar o processo fisioterapêutico menos efetivo.

A intervenção fisioterapêutica em pacientes oncológicos é relativamente recente, a sua aceitação enquanto medida terapêutica efetiva ainda é controversa na medida em que a existência do paradigma câncer-morte ainda impera e resiste na mentalidade e no manejo do paciente oncológico.


Atualmente com os avanços tecnológicos associados à melhor prestação de serviços em oncologia aumentaram significativamente as taxas de sobrevida de pacientes acometidos por esta terrível patologia.

Em todos estes pacientes, o câncer e sua intervenção terapêutica necessária muitas vezes produzem significativa perda funcional permanente ou em longo prazo, requerendo reabilitação para retorno do indivíduo à independência funcional e para melhorar a sua qualidade de vida.


A fisioterapia intensiva apresenta um considerável leque de possibilidades terapêuticas para o manejo do paciente grave internado nas UTIs, entretanto, as indicações e contra-indicações das manobras usuais, bem como seus objetivos terapêuticos, se mostram insuficientes como norteadores dos procedimentos e das condutas profissionais, principalmente ao estendermos a prestação de serviço ao doente oncológico.


quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Palel da fisioterapia no combate à dor oncológica(parteI)

Comumente, na presença de dor oncológica, os pacientes reduzem a sua movimentação e sua atividade física como um todo, ocasionando um comprometimento gradual do condicionamento físico, da força muscular, da flexibilidade e da capacidade aeróbica, fatores esses que com freqüência levam o paciente à chamada síndrome da imobilização, a qual compromete a coordenação motora, reduz a amplitude de movimento articular e acarreta retrações tendíneas.

Assim como no pós-operatório, a cinesioterapia se torna um recurso de grande valia, visto que auxilia na restauração e na melhora do desempenho funcional dos segmentos acometidos, desenvolvendo propriocepção, o movimento, a força e o trofismo muscular, prevenindo a imobilidade no leito e devolvendo a amplitude de movimento articular

(Sampaio et al,1999).

Estimulação nervosa elétrica transcutânea - (TENS) e outros recursos eletroterapêuticos.

Segundo a Associação Internacional de cuidados paliativos e hospitalares, 2003(IAHPC) dentre as intervenções fisioterapêuticas para a dor, a eletroterapia traz rápidos resultados; todavia, o alívio é variável entre os pacientes. No entanto, não é possível tratar a dor oncológica apenas com a utilização de corrente analgésica, mas, de acordo com estudos, pode se diminuir de maneira significativa o uso de analgésicos e seus efeitos colaterais.

Outro estudo, utilizando TENS (Estimulação Elétrica Transcutânea), verificou que o uso desta corrente diminui em até 47% o uso de morfina comparado com o TENS placebo (não ligada), ocorrendo também diminuição da percepção da dor através da Escala Análoga Visual, associada à incidência de náuseas e prurido de forma significativa (HAMZA,1999).

O que determina a percepção individual de um estímulo doloroso é a "abertura" ou "fechamento" da comporta a esses estímulos. Como a condução elétrica da TENS ocorre através das grandes fibras mielínicas, as quais são altamente sensíveis à estimulação elétrica e de condução rápida, levando rapidamente a mensagem até a medula espinhal, o TENS pode propiciar um mecanismo que mantenha o portão fechado a esses estímulos. O mecanismo pelo qual é impedido esse trânsito ocorre através das fibras nociceptivas (condutoras de dor).

De acordo com Sampaio e colaboradores, quanto mais próximo da área afetada se puder aplicar a TENS, maior será a chance de inibir os estímulos nocivos. Esse processo de redução ou minimização da transmissão da dor é conhecido como neuromodulação. Portanto, esta corrente pode ser utilizada com segurança em pacientes oncológicos, todavia deverá ser aplicada onde a sensibilidade tátil estiver preservada e a pele estiver íntegra.

A estimulação elétrica é alcançada ligando a máquina de TENS a eletrodos, na pele dos pacientes, estimulando fibras mielínicas aferentes, o que reduz o impulso dos nociceptores à medula e ao cérebro (“gatecontrol”).

Em pacientes com dor crônica, 70% respondem ao TENS, inicialmente. No entanto, apenas 30% ainda se beneficiam de sua eficácia, após um ano.

As indicações em Cuidados Paliativos são para aqueles pacientes com dor de leve a moderada intensidade, especificamente:

- dor em região de cabeça e pescoço;

- dor derivada de compressão ou invasão tumoral nervosa;

- nevralgia pós-herpética;

- dor óssea metastática

O uso da Corrente Interferencial é bem estabelecido para diminuição da dor, no entanto ainda não há consenso sobre qual variação da amplitude modulada de freqüência (AMF) é mais eficaz. Não foram encontradas diferenças na analgesia em grupos com AMF de 5, 40, 80, 120, 160, 200, 240 Hz. Talvez esta diferença esteja relacionada com as características individuais de tecidos da pele e músculos durante passagem da corrente, sendo que variações de lípides, água e íons interferem na geração da Corrente Interferencial, não sendo possível definir o quão é reprodutível o fenômeno no interior dos tecidos (JOHNSON,2003).

Outras modalidades de técnicas complementares para controle da dor podem ser utilizadas, como calor local, frio local, massagem, acupuntura e mesmo exercícios, encorajando o paciente a manter a atividade o maior tempo possível.

A acupuntura pode ser de grande ajuda em casos de dor devido a espasmo muscular, espasmo vesical e em casos de hiperestesia, disestesia e nevralgia pós-herpética, mas ainda há poucos estudos que avaliem a efetividade real desta modalidade, no controle da dor de câncer.

In: Fisioterapia oncológica. Daniel Xavier,2008.Portal da educação.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Depoimento - Rabdomiosarcoma

Por diversas vezes nos deparamos com condições típicas de nossa vida profissional que nos parecem intransponíveis.A inabilidade de lidar com determinadas situações, a morte iminente de nossos pacientes que por tanto tempo e mesmo que no anonimato, lutamos um pouco a sua luta, a morosidade infeliz da medicina e da saúde de uma forma geral e a incapacidade de entender que certas condições não dependem nem um pouco de nossos esforços pessoais ou profissionais.Mas, afinal trabalhar com oncologia é recheado de altos e baixos...E muitas vezes o que podemos fazer é estarmos presentes no fim e conscientes de que fizemos o máximo que poderíamos na determinada ocasião.Entretanto, creio sinceramente que chegará um dia em que saberemos um pouco mais sobre a oncologia, faremos mais por nossos pacientes e seremos muito, mas muito mais humildes em aceitar que para tudo na vida, existe um propósito.

Rabdomiosarcoma

Tipo de sarcoma de partes moles mais freqüente em crianças até 12 anos e em adolescentesaté 18, rabdomiossarcoma é o um tumor maligno que se desenvolve na musculaturaesquelética ou em tecidos fibrosos e pode afetar qualquer área do corpo.Cabeça e pescoço (inclusive o globo ocular), são as regiões mais comumente afetadas, assimcomo a bexiga e os testículos. Pode também ocorrer na parede abdominal, nos músculospeitorais ou membros superiores e inferiores.Há dois grupos principais de rabdomiossarcoma: o embrionário (cerca de 75% dos casos) e oalveolar. A incidência do tipo embrionário é maior em crianças de até 4 anos, enquanto que otipo alveolar surge igualmente em todas as faixas etárias, desde bebês, crianças, adolescentese adultos jovens.Trata-se de uma neoplasia muito agressiva e invasiva, com alta taxa de recidivas locais e demetástases disseminadas pela circulação sanguínea e/ou linfática, podendo alojar-se emórgãos como fígado, ossos, pulmões e cérebro.
Sinais e sintomas mais freqüentesGeralmente o rabdomiossarcoma desenvolve-se em regiões do corpo facilmente detectáveispelos pais da criança.Tumores pequenos, localizados nos músculos atrás do globo ocular, tornam o olho visivelmenteestufado. Na cavidade nasal, costumam provocar inchaço e sangramentos nasais recorrentes.Quando se desenvolve ao redor dos testículos, o tumor pode ser percebido durante o banho.Nos casos em que surge na bexiga ou partes do trato urinário, a dificuldade para expelir a urinageralmente provoca sangramentos visíveis na urina ou na fralda.Tumores nos braços, pernas ou no tronco de crianças mais velhas são mais difíceis deperceber, por se comportarem como ferimentos comuns, com sintomas de dor e inchaço local.

fontes:American Cancer SocietyCancerBACUP U.K.National Cancer Institute

sábado, 14 de março de 2009

Um teste pode salvar pacientes em coma

 Recentemente, foi publicado na revista exame uma entrevista interessante com Bekinshtein, biólogo argentino phd em neurociência, que embora experimental, abre uma relevante possibilidade na deteção de consciência em pacientes inconscientes(coma).
       Afirma o autor que através de testes sistemáticos e simples é possível detectar respostas encefálicas nesse grupo de pacientes.
       A partir de estímulos com vários padrões sonoros, observaram desvios no eletroencefalograma condizentes com a atividade neural inscipiente.
       Para os profissionais que lidam com pacientes neste estado, principalmente em unidades intensivas, vale a pena aguardar mais estudos e ensaios clínicos desta monta, já que dispomos atualmente de avaliações pouco específicas e sensíveis, como a escala/exane de glasgow que cada vez mais tem se mostrado incapaz de uma real avaliação do estado de consciência destes pacientes.

Neural signature of the concious processing of auditory regularities,PNAS,2009

sexta-feira, 6 de março de 2009



Pelo alto grau de malignidade presente em certos tipos de osteosarcoma, bem como diante de sua devastadora progressão, além de sua incidência em uma população jovem, esta condição patológica constitui em um dos grandes desafios enfrentados por qualquer profissional de saúde.
Atualmente, estamos com um caso muito complicado desta patologia em nossa UTI do FCECON - Fundação centro e controle de oncologia de Manaus. Acima, observamos um jovem de 15 anos, internado há 10 dias em nossa UTI.


DADOS DA DOENÇA:

O osteossarcoma ou sarcoma osteogênico é o segundo tumor ósseo maligno mais comum, vindo atrás do mieloma múltiplo e corresponde a 21% entre as neoplasias malignas do esqueleto.
Nas formas mais graves, sem tratamento, pode haver necrose do tumor e posterior ulceração. Secundariamente, há o quadro de hipotrofia muscular proximal e distal à lesão e comprometimento articular. O tumor costuma apresentar-se endurecido, fixo aos planos profundos.
O osteossarcoma clássico ou central costuma ocorrer em adolescentes e adultos jovens. Aproximadamente metade dos osteossarcomas central ocorre na região do joelho, sendo a
extremidade distal do fêmur a localização mais freqüente.

SINTOMAS

Os sintomas mais comuns são dor localizada e inchaço do local. É freqüente o paciente associar a dor a um trauma recente. No exame físico podemos encontrar aumento do volume local, dor,
calor local e limitação na movimentação da articulação comprometida.
As metástases ocorrem principalmente para pulmões e outros ossos e geralmente dão pequenos sintomas desde um estágio precoce da doença.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A importância da detecção precoce do câncer de mama


A Organização Mundial da Saúde estima que, por ano, ocorram mais de 1.050.000 casos novos de câncer de mama em todo o mundo, o que o torna o câncer mais comum entre as mulheres.No Brasil a partir de informações processadas pelos Registros de Câncer de Base Populacional, disponíveis para 16 cidades brasileiras, mostram que na década de 90, este foi o câncer mais freqüente no país. As maiores taxas de incidência foram observadas em São Paulo, no Distrito Federal e em Porto Alegre.

Além disso, o câncer de mama constitui-se na primeira causa de morte, por câncer, entre as mulheres, registrando-se uma variação percentual relativa de mais de 80 % em pouco mais de duas décadas: a taxa de mortalidade padronizada por idade, por 100.000 mulheres, aumentou de 5,77 em 1979, para 9,74 em 2000 (Ministério da Saúde, 2002).
Epidemiologicamente não foi confirmado nenhuma evidência relevante na adoção de métodos específicos de prevenção, muito embora alguns fatores ambientais e comportamentais possam estar associados a um risco aumentado de desenvolver o câncer de mama, a detecção precoce ainda é um instrumento imprescindível no combate a doença.
Em documento de consenso publicado pelo ministério da saúde em 2004, Para a detecção precoce do câncer de mama recomenda: "Rastreamento por meio do exame clínico da mama, para as todas as mulheres apartir de 40 anos de idade, realizado anualmente. Este procedimento é ainda compreendido como parte do atendimento integral à saúde da mulher, devendoser realizado em todas as consultas clínicas, independente da faixa etária; Rastreamento por mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos,com o máximo de dois anos entre os exames;Exame clínico da mama e mamografia anual, a partir dos 35 anos, para as mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama;"
O câncer de mama uma vez detectado deve ser abordado por uma equipe multidisplinar visando o tratamento integral da paciente. As modalidades terapêuticas disponíveis atualmente são a cirúrgica e a radioterápica para o tratamento loco-regional e a hormonioterapia e a quimioterapia para o tratamento sistêmico, além de modalidades terapêuticas como a fisioterapia, a partir da intervenção cirúrgica.