O site da Fisioterapia em Manaus

Vídeo da clínica de reabilitação funcional de Manaus

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Palel da fisioterapia no combate à dor oncológica(parteI)

Comumente, na presença de dor oncológica, os pacientes reduzem a sua movimentação e sua atividade física como um todo, ocasionando um comprometimento gradual do condicionamento físico, da força muscular, da flexibilidade e da capacidade aeróbica, fatores esses que com freqüência levam o paciente à chamada síndrome da imobilização, a qual compromete a coordenação motora, reduz a amplitude de movimento articular e acarreta retrações tendíneas.

Assim como no pós-operatório, a cinesioterapia se torna um recurso de grande valia, visto que auxilia na restauração e na melhora do desempenho funcional dos segmentos acometidos, desenvolvendo propriocepção, o movimento, a força e o trofismo muscular, prevenindo a imobilidade no leito e devolvendo a amplitude de movimento articular

(Sampaio et al,1999).

Estimulação nervosa elétrica transcutânea - (TENS) e outros recursos eletroterapêuticos.

Segundo a Associação Internacional de cuidados paliativos e hospitalares, 2003(IAHPC) dentre as intervenções fisioterapêuticas para a dor, a eletroterapia traz rápidos resultados; todavia, o alívio é variável entre os pacientes. No entanto, não é possível tratar a dor oncológica apenas com a utilização de corrente analgésica, mas, de acordo com estudos, pode se diminuir de maneira significativa o uso de analgésicos e seus efeitos colaterais.

Outro estudo, utilizando TENS (Estimulação Elétrica Transcutânea), verificou que o uso desta corrente diminui em até 47% o uso de morfina comparado com o TENS placebo (não ligada), ocorrendo também diminuição da percepção da dor através da Escala Análoga Visual, associada à incidência de náuseas e prurido de forma significativa (HAMZA,1999).

O que determina a percepção individual de um estímulo doloroso é a "abertura" ou "fechamento" da comporta a esses estímulos. Como a condução elétrica da TENS ocorre através das grandes fibras mielínicas, as quais são altamente sensíveis à estimulação elétrica e de condução rápida, levando rapidamente a mensagem até a medula espinhal, o TENS pode propiciar um mecanismo que mantenha o portão fechado a esses estímulos. O mecanismo pelo qual é impedido esse trânsito ocorre através das fibras nociceptivas (condutoras de dor).

De acordo com Sampaio e colaboradores, quanto mais próximo da área afetada se puder aplicar a TENS, maior será a chance de inibir os estímulos nocivos. Esse processo de redução ou minimização da transmissão da dor é conhecido como neuromodulação. Portanto, esta corrente pode ser utilizada com segurança em pacientes oncológicos, todavia deverá ser aplicada onde a sensibilidade tátil estiver preservada e a pele estiver íntegra.

A estimulação elétrica é alcançada ligando a máquina de TENS a eletrodos, na pele dos pacientes, estimulando fibras mielínicas aferentes, o que reduz o impulso dos nociceptores à medula e ao cérebro (“gatecontrol”).

Em pacientes com dor crônica, 70% respondem ao TENS, inicialmente. No entanto, apenas 30% ainda se beneficiam de sua eficácia, após um ano.

As indicações em Cuidados Paliativos são para aqueles pacientes com dor de leve a moderada intensidade, especificamente:

- dor em região de cabeça e pescoço;

- dor derivada de compressão ou invasão tumoral nervosa;

- nevralgia pós-herpética;

- dor óssea metastática

O uso da Corrente Interferencial é bem estabelecido para diminuição da dor, no entanto ainda não há consenso sobre qual variação da amplitude modulada de freqüência (AMF) é mais eficaz. Não foram encontradas diferenças na analgesia em grupos com AMF de 5, 40, 80, 120, 160, 200, 240 Hz. Talvez esta diferença esteja relacionada com as características individuais de tecidos da pele e músculos durante passagem da corrente, sendo que variações de lípides, água e íons interferem na geração da Corrente Interferencial, não sendo possível definir o quão é reprodutível o fenômeno no interior dos tecidos (JOHNSON,2003).

Outras modalidades de técnicas complementares para controle da dor podem ser utilizadas, como calor local, frio local, massagem, acupuntura e mesmo exercícios, encorajando o paciente a manter a atividade o maior tempo possível.

A acupuntura pode ser de grande ajuda em casos de dor devido a espasmo muscular, espasmo vesical e em casos de hiperestesia, disestesia e nevralgia pós-herpética, mas ainda há poucos estudos que avaliem a efetividade real desta modalidade, no controle da dor de câncer.

In: Fisioterapia oncológica. Daniel Xavier,2008.Portal da educação.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

"VENTILAR É PRECISO... MOBILIZAR, TAMBÉM É PRECISO!"

onte.:www.mobilida defuncional. blogspot. com

"VENTILAR É PRECISO... MOBILIZAR, TAMBÉM É PRECISO!"

Nos últimos anos houve um avanço muito importante dentro da fisioterapia em terapia intensiva, entretanto muito dos métodos utilizados ainda carece de comprovação científica. Assim, resolvi realizar um paralelo temporal entre duas importantes revisões críticas da atuação da fisioterapia em U.T.I a nível mundial, bem como apontar os novos direcionamentos propostos pela Task Force on Physiotherapy de 2008.
Percebe-se, que houve uma firmação do profsional fisioterapeuta dentro desta área tão restrita (UTI), antes visto apenas pelo manejo ventilatório do paciente, atualmente, o enfoque é outro, e mais importância vem sendo dada a mobilização precoce do paciente no leito, mesmo em ventilação mecânica.
Oito anos depois da Fisioterapeuta australiana K. Stiller (1) demonstrar, com um perfil critico, que apesar de compor a equipe multidisciplinar em terapia intensiva, a Fisioterapia não possuía comprovação científica de suas técnicas, a Task Force on Physiotherapy em acordo com European Respiratory Society e a European Society of Intensive Care Medicine, divulgou ainda no ano passado, uma análise sobre a nossa prática em terapia intensiva na atualidade. Oito anos depois, e o que mudou?
Não mudou muito, isso é certo, embora hoje existe uma firmação da presença do fisioterapeuta na unidade de terapia intensiva, os níveis de evidência ainda em sua grande maioria são C e D, ou seja, faltam estudos controlados e randomizados que embasem a nossa prática clínica.
Sensivelmente, nesses oito anos, a visão dos efeitos deletérios da imobilidade no leito ganharam evidência, e estão sendo mais discutidos, sendo que nesta última revisão ganhou um espaço notável2, e os aspectos referentes a mobilização precoce do paciente no leito que está sob ventilação mecânica deixou de ser um capítulo tímido e avança no sentido de ser o principal papel do fisioterapeuta em UTI.
Ainda existe uma necessidade urgente de novos estudos que devem ser realizados para justificar o papel da fisioterapia na UTI, e quatro grandes áreas foram apontadas (2): imobilidade no leito; terapia de higiene brônquica; terapia de expansão pulmonar e desmame ventilatório.

Parece existir, agora, uma outra grande diferença em termos de raciocínio:

-Estabelecimento mais preciso do diagnóstico Fisioterapêutico.
-Priorizar e definir as metas e parâmetros de tratamentos
-Substituição do uso de técnicas individuais por uma associação destas, envolvendo sobretudo os aspectos gravitacionais.
-Utilização de instrumentos validados de desempenho funcional
-Abordagem diferente para as diferentes condições clínicas ao invés de abordagens padronizadas.
-Necessidade de padronizar o processo de decisão clínica, bem como definir o perfil profissional dos fisioterapeutas na UTI.

Novas discussões que foram implementadas:

-Assegurar educação e informação ao paciente (nível D).
-Massagem como uma intervenção para ansiedade e promoção do sono (nível C).
-Terapêutica do toque em todos os tratamentos que fornecer (nível D).

Atenção especial:

-Distúrbios e complicações neuromusculares e musculosquelé tica, sendo a prevenção essencial.
-Aspectos emocionais e problemas de comunicação dos pacientes internados.

Problemas que foram identificados como alvos terapêuticos para fisioterapia:

-Fraqueza muscular
-Rigidez articular
-Retenção de secreções das vias aéreas
-Atelectasias
-Evitar a intubação e o fracasso do desmame

Como conclusão, percebe-se nesses oito anos, mais enfaticamente que outrora, que a fisioterapia pode melhorar os resultados e reduzir os riscos associados aos cuidados intensivos, bem como minimizar os custos, quando bem realizada. A falta de revisões sistemáticas para apoiar ou rejeitar fisioterapia foi reconhecido pela Task Force (2), uma vez que a maior parte das recomendações foram nível C e D. No entanto, segundo os autores, a prática em saúde baseada em evidências na UTI não é restrito as revisões e meta-análises, outras formas, incluindo peritos e provas fisiológicas, são igualmente válidas no termos de fornecer uma base para a prática e identificar áreas onde ainda é necessária maiores investigações.

REFERÊNCIAS

1. Stiller K. Physiotherapy in intensive care: towards an evidence-based practice. Chest. 2000;118(6): 1801-13. 

2. Gosselink R, Bott J, Johnson M, Dean E, Nava S, Norrenberg M, Schönhofer B, Stiller K, Leur H, Vincent J. Physiotherapy for adult patients with critical illness: recommendations of the European Respiratory Society and European Society of Intensive Care Medicine Task Force on Physiotherapy for Critically Ill Patients. Intensive Care Med. 2008; 34 (7); 1188-1199.

Rodrigo Queiroz
Fisioterapeuta Graduado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

sábado, 4 de abril de 2009


Em parceria com a UFAM-Campus Coari e FCECON, estaremos trazendo a Coari o I curso de ventilação mecânica para Coari-Amazonas.
Data: 31/04/2009 a 03/05/2009
Valor: 320,00 profissionais formados e 280,00 para acadêmicos.
Público alvo: fisioterapêutas, médicos, enfermeiros e acadêmicos a partir do 5 período
Contato: xavierdaniel@hotmail.com
(92) 81260452

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Depoimento - Rabdomiosarcoma

Por diversas vezes nos deparamos com condições típicas de nossa vida profissional que nos parecem intransponíveis.A inabilidade de lidar com determinadas situações, a morte iminente de nossos pacientes que por tanto tempo e mesmo que no anonimato, lutamos um pouco a sua luta, a morosidade infeliz da medicina e da saúde de uma forma geral e a incapacidade de entender que certas condições não dependem nem um pouco de nossos esforços pessoais ou profissionais.Mas, afinal trabalhar com oncologia é recheado de altos e baixos...E muitas vezes o que podemos fazer é estarmos presentes no fim e conscientes de que fizemos o máximo que poderíamos na determinada ocasião.Entretanto, creio sinceramente que chegará um dia em que saberemos um pouco mais sobre a oncologia, faremos mais por nossos pacientes e seremos muito, mas muito mais humildes em aceitar que para tudo na vida, existe um propósito.

Rabdomiosarcoma

Tipo de sarcoma de partes moles mais freqüente em crianças até 12 anos e em adolescentesaté 18, rabdomiossarcoma é o um tumor maligno que se desenvolve na musculaturaesquelética ou em tecidos fibrosos e pode afetar qualquer área do corpo.Cabeça e pescoço (inclusive o globo ocular), são as regiões mais comumente afetadas, assimcomo a bexiga e os testículos. Pode também ocorrer na parede abdominal, nos músculospeitorais ou membros superiores e inferiores.Há dois grupos principais de rabdomiossarcoma: o embrionário (cerca de 75% dos casos) e oalveolar. A incidência do tipo embrionário é maior em crianças de até 4 anos, enquanto que otipo alveolar surge igualmente em todas as faixas etárias, desde bebês, crianças, adolescentese adultos jovens.Trata-se de uma neoplasia muito agressiva e invasiva, com alta taxa de recidivas locais e demetástases disseminadas pela circulação sanguínea e/ou linfática, podendo alojar-se emórgãos como fígado, ossos, pulmões e cérebro.
Sinais e sintomas mais freqüentesGeralmente o rabdomiossarcoma desenvolve-se em regiões do corpo facilmente detectáveispelos pais da criança.Tumores pequenos, localizados nos músculos atrás do globo ocular, tornam o olho visivelmenteestufado. Na cavidade nasal, costumam provocar inchaço e sangramentos nasais recorrentes.Quando se desenvolve ao redor dos testículos, o tumor pode ser percebido durante o banho.Nos casos em que surge na bexiga ou partes do trato urinário, a dificuldade para expelir a urinageralmente provoca sangramentos visíveis na urina ou na fralda.Tumores nos braços, pernas ou no tronco de crianças mais velhas são mais difíceis deperceber, por se comportarem como ferimentos comuns, com sintomas de dor e inchaço local.

fontes:American Cancer SocietyCancerBACUP U.K.National Cancer Institute

quinta-feira, 26 de março de 2009

O contexto da fisioterapia em Manaus(parte III).

Parte III - Blog

Continuando, a segunda questão levantada no início do ensaio é muito mais difícil responder. E talvez quem sabe um dia poderei respondê-la.
Mas mesmo assim, abordaremos algumas questões relevantes. Não consigo compreender como nós fisioterapeutas, prestadores de serviço que somos, apresentamos tanta ineficiência no que concerne a publicidade e o marketing pessoal/profissional já que são condições inerentes a todo e qualquer profissional liberal, com eficiência comprovada mundialmente e desde sempre.
Uma boa apresentação individual, passando pela forma com que nos vestimos e como nos dirigimos aos nossos clientes e aos profissionais com que mantemos relação estreita por conta de nossas atividades profissionais , são primordiais e precisamos atentar para certos desvios de postura.
Comumente me deparo com situações no mínimo hilárias se não fossem sórdidas. A interação interpessoal é a chave para futuros contatos profissional. E precisamos lembrar que nossos clientes são exigentes quanto ao trabalho oferecido e por nós prestados. Da mesma forma os demais profissionais da área da saúde são exigentes quando o assunto é o cliente que necessita de nossos serviços, principalmente quando o sucesso de suas intervenções prévias depende da recuperação funcional plena do indivíduo.
Uma relação sólida construída com os nossos clientes, baseada no conhecimento científico-técnico e resultados satisfatórios são nossos cartões de visita.
Entretanto, seguindo a máxima de que a quem nunca aparece nada acontece, é preciso que mantenhamos estreito contato com os demais profissionais que encaminharam os clientes para os nossos serviços. Relatórios da evolução de nossos clientes expedidos por nós a cada reavaliação com o outro profissional é importantíssimo, uma vez que mostramos quem é o profissional que está na outra ponta da linha da mesma forma que ao promover a evolução dos clientes, a chance daquele profissional em acreditar em nossa intervenção cresce exponencialmente.
Outra consideração a ser feita é a constante necessidade de se fazer presente nos principais nichos freqüentados por semelhantes. Encontros científicos, palestras, congressos e curso de extensão promovidos em nossa cidade são excelentes veículos de divulgação de nossos trabalhos.
Participe sempre que possível de atividades inerentes a sua profissão. Promova cursos e palestras, visite as faculdades que ofereçam o curso de graduação de fisioterapia, não restrinja seu núcleo de convívio só porque é aluno desta ou de outra instituição. Publique e divulgue seus trabalhos em jornadas científicas promovidas por todas as instituições de Manaus.
Tenha sempre em mãos um currículo bem fundamentado e claro impresso e digital. O antigo cartão de visita ou de apresentação profissional também tem o seu valor. Converse interaja principalmente com aqueles profissionais que usualmente não fazem parte do seu convívio profissional.
E nunca, jamais, pare de produzir ou de divulgar o seu trabalho por conta de críticas. Estas sempre estarão presentes, mas somente para àqueles que se destacam e normalmente são instrumentos úteis para que possamos repensar uma melhor tática e uma abordagem mais eficiente.
Lembre-se que os fisioterapeutas mais ilustres de nossa profissão não são aqueles que estavam na hora certa e no lugar certo, mas que souberam aproveitar o momento para divulgar seus trabalhos seja científico, seja com suas performances profissionais.

Para acessar o texto na íntegra:

http://www.webartigos.com/articles/15641/1/o-contexto-atual-da-fisioterapia-em-manaus/1.html